Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Mudanças climáticas exigem adaptação de 90% das populações urbanas, diz Tatiana Sasson
Publicado 04/02/2026 • 17:41 | Atualizado há 1 uma semana
BCE amplia acesso global à liquidez em euros e tenta fortalecer moeda
Três sinais de que você e seu parceiro podem ser financeiramente incompatíveis
Conheça a designer de 47 anos que faz vestidos de US$ 8 mil para patinadoras olímpicas
O que vem a seguir para Cuba? Trump aumenta a pressão enquanto a ilha fica sem combustível de aviação
Interesses dos EUA e da Europa estão “interligados”, diz Rubio
Publicado 04/02/2026 • 17:41 | Atualizado há 1 uma semana
KEY POINTS
A infraestrutura urbana global enfrenta um desafio sem precedentes com o aumento da frequência de eventos extremos, exigindo que 90% dos moradores de grandes centros urbanos se adaptem às novas realidades climáticas.
Tatiana Sasson, head de Impacto da Lightrock, em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, destacou que o adensamento populacional torna as cidades alvos críticos para desastres ambientais e crises de abastecimento. “Hoje, 55% da população mundial vive nos grandes centros urbanos e é estimado que, até 2050, 70% das pessoas vão viver nesses locais. Desses grandes centros, 90% das pessoas estão sujeitas aos efeitos das mudanças climáticas, como vemos nos níveis de reservatórios e nos incêndios florestais”.
A vulnerabilidade das metrópoles ficou evidente com os recentes apagões em São Paulo, revelando um descompasso entre a infraestrutura atual e a nova frequência de tempestades. “Há 50 anos, eventos de chuvas intensas aconteciam em média duas vezes ao ano; na última década, essa média subiu para 15 vezes. A resiliência da cidade, com medidas como aterrar o cabeamento elétrico e monitoramento, ainda não teve o capital necessário investido”, explicou.
Leia mais:
Brasil 2030: crise climática, envelhecimento e IA expõem os desafios da saúde no país
Em relação ao aspecto econômico, Sasson enfatizou que a prevenção é significativamente mais barata do que a remediação de danos após os desastres. “Para cada dólar (R$ 5,26) que a gente usa de adaptação, eu economizo de 4 a 7 dólares (R$ 21,03 a R$ 36,80) que teria que gastar nos malefícios gerados. Investir para evitar que o comércio feche ou que a população fique sem internet tem um impacto gigantesco no PIB”, detalhou.
Como solução prática para a crise hídrica, a especialista citou tecnologias de reuso que aliviam a rede pública e protegem as áreas mais vulneráveis. “Soluções como a da General Water perfuram poços em grandes prédios para o reuso da água, tirando esse imóvel da pressão de usar o recurso público. Isso beneficia as periferias, pois alivia a demanda sobre o sistema nos momentos de escassez hídrica”.
Por fim, ela defendeu que o financiamento dessas mudanças deve ser uma coalizão entre o governo e empresas, seguindo o exemplo do setor de energia renovável. “Na COP, destacou-se que os 300 bilhões de dólares (R$ 1,57 trilhão) anuais necessários para adaptação não virão apenas do setor público. A iniciativa privada vai olhar isso como uma oportunidade de reduzir riscos e aumentar a adaptabilidade das cidades”.
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings
Mais lidas
1
Assaí reduz expansão, corta custos e avalia venda de lojas; veja os bastidores
2
Ajuda mexicana chega à Cuba em meio a racionamento severo de energia e falta de combustível
3
Bolsa fecha no Carnaval? Veja como a B3 opera no feriado
4
Calote de R$ 5 bi opõe bandeiras e maquininhas de cartão de crédito após crise do Will Bank
5
Patria Investimentos: saída da Blackstone acende alerta de governança; entenda