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Caso Master: quem são os investigados na nova operação da PF?
Publicado 13/05/2026 • 09:30 | Atualizado há 7 minutos
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Publicado 13/05/2026 • 09:30 | Atualizado há 7 minutos
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Caso Master: quem são os investigados na nova operação da PF?
A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (13) a Operação Off-Balance para investigar suspeitas de gestão temerária de recursos do Instituto de Previdência Social dos Servidores de Cajamar (IPSSC), ligados ao caso Master.
A apuração mira aplicações financeiras consideradas de alto risco feitas entre 2023 e 2024, envolvendo mais de R$ 100 milhões do patrimônio do fundo previdenciário municipal, parte deles ligada ao Banco Master.
A operação cumpre seis mandados de busca e apreensão em Cajamar, Boituva e na capital paulista. Também foram determinadas medidas cautelares de afastamento de funções públicas e indisponibilidade de bens por decisão da 9ª Vara Criminal Federal de São Paulo.
Segundo a PF, recursos do regime próprio de previdência dos servidores municipais teriam sido aplicados sem análise técnica adequada e com falhas graves nos mecanismos de governança e controle de risco.
Os principais alvos da operação são integrantes da antiga cúpula do instituto de previdência de Cajamar e membros responsáveis pelas decisões de investimento do fundo, de acordo com o Estadão.
Entre os investigados está Luiz Henrique Miranda Teixeira, que ocupou o cargo de diretor-executivo do IPSSC entre julho de 2023 e dezembro de 2025. A PF apura a participação dele nas decisões que autorizaram os aportes financeiros sob suspeita.
Outro nome citado é Marcelo Ribas de Oliveira, presidente do Comitê de Investimentos e diretor de Benefícios do instituto. Ele participava das análises e deliberações sobre as aplicações financeiras realizadas pelo fundo previdenciário.
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Milton Marques Dias também está entre os investigados. Ele era diretor administrativo e financeiro do RPPS e integrava o Comitê de Investimentos, sendo apontado como um dos responsáveis pela gestão direta dos recursos.
A lista inclui ainda Rafael Petroziello, membro do comitê que participou das reuniões e assinou autorizações relacionadas aos investimentos investigados pela PF.
De acordo com a investigação, cerca de R$ 112 milhões do patrimônio previdenciário de Cajamar foram direcionados para quatro letras financeiras emitidas por bancos privados.
A maior parte dos recursos, aproximadamente R$ 87 milhões, teria sido aplicada em produtos ligados ao Banco Master. Outros R$ 20 milhões envolveriam operações com o Banco Daycoval.
A Polícia Federal trabalha com a suspeita de que houve direcionamento das aplicações financeiras, especialmente em favor do Banco Master, além de possível desrespeito a critérios técnicos exigidos para investimentos de fundos previdenciários públicos.
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Os investigadores apontam ausência de estudos consistentes de risco, deficiência nos controles internos e possível exposição excessiva do patrimônio dos servidores municipais.
A PF afirma que a investigação começou após o recebimento de informações sobre possíveis irregularidades na aplicação de cerca de R$ 107 milhões em letras financeiras emitidas por bancos privados.
Os investigadores apuram se houve gestão temerária dos recursos públicos previdenciários, prática que pode colocar em risco o patrimônio destinado ao pagamento de aposentadorias e pensões de servidores municipais.
A Operação Off-Balance surge em meio ao avanço de investigações relacionadas ao Banco Master e pessoas ligadas à instituição financeira.
Segundo informações da apuração, os investimentos ocorreram durante a gestão do então prefeito de Cajamar, Danilo Joan, filiado ao PP e considerado aliado político do senador Ciro Nogueira.
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O nome do parlamentar apareceu em desdobramentos recentes da Operação Compliance Zero, investigação que apura suposta rede de influência envolvendo o Banco Master.
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