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Publicado 13/05/2026 • 09:30 | Atualizado há 1 mês
KEY POINTS
Caso Master: quem são os investigados na nova operação da PF?
A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (13) a Operação Off-Balance para investigar suspeitas de gestão temerária de recursos do Instituto de Previdência Social dos Servidores de Cajamar (IPSSC), ligados ao caso Master.
A operação cumpre seis mandados de busca e apreensão em Cajamar, Boituva e na capital paulista. Também foram determinadas medidas cautelares de afastamento de funções públicas e indisponibilidade de bens por decisão da 9ª Vara Criminal Federal de São Paulo.
Segundo a PF, recursos do regime próprio de previdência dos servidores municipais teriam sido aplicados sem análise técnica adequada e com falhas graves nos mecanismos de governança e controle de risco.
Os principais alvos da operação são integrantes da antiga cúpula do instituto de previdência de Cajamar e membros responsáveis pelas decisões de investimento do fundo, de acordo com o Estadão.
Entre os investigados está Luiz Henrique Miranda Teixeira, que ocupou o cargo de diretor-executivo do IPSSC entre julho de 2023 e dezembro de 2025. A PF apura a participação dele nas decisões que autorizaram os aportes financeiros sob suspeita.
Outro nome citado é Marcelo Ribas de Oliveira, presidente do Comitê de Investimentos e diretor de Benefícios do instituto. Ele participava das análises e deliberações sobre as aplicações financeiras realizadas pelo fundo previdenciário.
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Milton Marques Dias também está entre os investigados. Ele era diretor administrativo e financeiro do RPPS e integrava o Comitê de Investimentos, sendo apontado como um dos responsáveis pela gestão direta dos recursos.
A lista inclui ainda Rafael Petroziello, membro do comitê que participou das reuniões e assinou autorizações relacionadas aos investimentos investigados pela PF.
De acordo com o Estadão, o foco foram os milhões aplicados em quatro letras financeiras emitidas por dois bancos privados, o Banco Master e o Banco Daycoval.
A Polícia Federal trabalha com a suspeita de que houve direcionamento das aplicações financeiras, especialmente em favor do Banco Master, além de possível desrespeito a critérios técnicos exigidos para investimentos de fundos previdenciários públicos.
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Os investigadores apontam ausência de estudos consistentes de risco, deficiência nos controles internos e possível exposição excessiva do patrimônio dos servidores municipais.
A PF afirma que a investigação começou após o recebimento de informações sobre possíveis irregularidades na aplicação de cerca de R$ 107 milhões em letras financeiras emitidas por bancos privados.
Os investigadores apuram se houve gestão temerária dos recursos públicos previdenciários, prática que pode colocar em risco o patrimônio destinado ao pagamento de aposentadorias e pensões de servidores municipais.
A Operação Off-Balance surge em meio ao avanço de investigações relacionadas ao Banco Master e pessoas ligadas à instituição financeira.
Segundo informações da apuração, os investimentos ocorreram durante a gestão do então prefeito de Cajamar, Danilo Joan, filiado ao PP e considerado aliado político do senador Ciro Nogueira.
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O nome do parlamentar apareceu em desdobramentos recentes da Operação Compliance Zero, investigação que apura suposta rede de influência envolvendo o Banco Master.
Em nota, o Banco Daycoval afirmou que a aquisição das Letras Financeiras mencionadas na investigação ocorreu no mercado secundário, sem nenhuma participação do banco.
“O banco reforça ainda que atuou exclusivamente como emissor dos títulos, negociando seus títulos com agentes do mercado financeiro, dentro das condições regulares de mercado, não tendo conhecimento das condições em que foram negociados com terceiros”, disse.
Veja a nota na íntegra:
“O Banco Daycoval esclarece que a aquisição das Letras Financeiras mencionadas na investigação ocorreu no mercado secundário, sem nenhuma participação do banco. O banco reforça ainda que atuou exclusivamente como emissor dos títulos, negociando seus títulos com agentes do mercado financeiro, dentro das condições regulares de mercado, não tendo conhecimento das condições em que foram negociados com terceiros. Reitera que todas as suas operações seguem rigorosamente os mais elevados padrões de compliance, governança e boas práticas do sistema financeiro, em conformidade com a regulamentação vigente.“
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