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Negociações travadas: PGR recusa acordo de delação do ex-presidente do BRB e Vorcaro tem nova derrota com retorno à Papudinha
Publicado 25/06/2026 • 22:04 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 25/06/2026 • 22:04 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
As tentativas de colaboração no caso Banco Master sofreram novo revés nesta quinta-feira (25). A Procuradoria-Geral da República (PGR) recusou a proposta de delação premiada do ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa. Em paralelo, o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), manteve a prisão preventiva de Daniel Vorcaro e determinou a transferência do fundador do Master para uma cela na Papudinha.
Os dois movimentos travam frentes de negociação que poderiam reposicionar a investigação sobre fraudes financeiras envolvendo o Banco Master e a tentativa de venda da instituição ao Banco de Brasília. Vorcaro já havia tido duas propostas de delação rejeitadas — a primeira pela Polícia Federal e a segunda pela PGR, em 15 de junho — antes da decisão desta quinta-feira.
No caso de Paulo Henrique Costa, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, decidiu arquivar a proposta de colaboração apresentada pela defesa. Na decisão, Gonet afirmou que o material tinha “reduzida utilidade e débil eficácia potencial” para os objetivos de uma delação premiada.
Leia também: PGR recusa acordo de delação de Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB
Segundo o procurador-geral, os pontos apresentados pelo ex-presidente do BRB não indicavam ineditismo suficiente nem sinalizavam capacidade de produzir resultados diferentes dos que já teriam sido alcançados pelos investigadores, inclusive em relação ao ressarcimento dos prejuízos.
Paulo Henrique Costa é investigado pela tentativa de compra do Banco Master pelo BRB. Ele foi preso em 16 de abril, durante a quarta fase da Operação Compliance Zero, sob suspeita de ocultar imóveis que teriam sido recebidos como propina de Daniel Vorcaro.
Segundo a investigação, os imóveis atribuídos ao ex-presidente do BRB foram avaliados em cerca de R$ 146,5 milhões. A suspeita é que eles teriam sido entregues como contrapartida por supostos favorecimentos em operações envolvendo o Banco Master.
A defesa de Paulo Henrique Costa afirmou ter recebido com surpresa a decisão da PGR. Em nota, os advogados disseram que ele nunca foi ouvido formalmente pela Procuradoria-Geral da República e que só poderão se manifestar com mais clareza depois de terem acesso aos fundamentos da rejeição.
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Siga o Times | CNBCDo outro lado da investigação, Daniel Vorcaro também sofreu nova derrota no Supremo. André Mendonça manteve a prisão preventiva do ex-banqueiro e determinou a transferência dele da Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, para a Papudinha. Como Paulo Henrique Costa já estava recolhido na mesma unidade, Mendonça determinou que a direção do batalhão assegure a incomunicabilidade absoluta entre os dois investigados.
Vorcaro estava nas dependências da PF desde março, quando voltou a ser preso na terceira fase da operação. A permanência estava relacionada, entre outros pontos, às tratativas de colaboração. Com o fracasso das negociações — formalmente encerradas em 10 de junho — e a manutenção da prisão preventiva, Mendonça considerou que a transferência era a alternativa mais adequada para retirar o investigado da sede da PF e, ao mesmo tempo, preservar sua segurança.
Na decisão, o ministro afirmou que não surgiram fatos novos capazes de justificar a revogação da prisão preventiva. Mendonça também acompanhou manifestações da Polícia Federal e da PGR, que apontaram a existência de elementos recentes sobre movimentações financeiras compatíveis com estratégias de ocultação, blindagem e deslocamento patrimonial.
Leia também: Mendonça determina transferência de Daniel Vorcaro para a Papudinha
A Papudinha é uma unidade usada para custódia de presos com direito a cela especial. Segundo a decisão, a transferência não configura privilégio ou tratamento favorecido, mas medida para compatibilizar a custódia com a segurança do investigado e a efetividade da investigação.
A medida de incomunicabilidade busca evitar tentativas de interferência entre os custodiados. A direção da unidade foi ordenada a relatar imediatamente ao STF qualquer episódio de ameaça, coação ou tentativa de contato entre os investigados.
O caso Master segue sob segredo de Justiça e envolve suspeitas de fraudes financeiras, gestão fraudulenta e irregularidades em operações do banco.
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