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Nelson Wilians se afasta da administração de escritório após operação da PF

Publicado 14/08/2026 • 13:13 | Atualizado menos de um minuto

KEY POINTS

  • Advogado Nelson Wilians se afastou da administração da NWADV por prazo indefinido.
  • Segundo o comunicado divulgado pelo escritório, a gestão da banca passará a ser exercida por um Comitê Executivo.
  • Neste momento, Wilians, de acordo com a nota, deve se concentrar no cuidado da família e acompanhar a apuração em andamento.
Nelson Willians

O advogado Nelson Wilians se afastou, por tempo indeterminado, da administração da NWADV, escritório que leva seu nome. A decisão foi comunicada nesta sexta-feira (14), um dia depois de ele ter sido alvo de mandado de busca e apreensão na Operação Arena, conduzida pela Polícia Federal, Receita Federal e Ministério Público Federal.

Segundo o comunicado divulgado pelo escritório, a gestão da banca passará a ser exercida por um Comitê Executivo. A mudança, de acordo com a nota, tem como objetivo manter a condução das atividades enquanto Wilians acompanha os desdobramentos das investigações.

“A NWADV informa que o Dr. Nelson Wilians decidiu afastar-se, por prazo indeterminado da NWADV”, diz o comunicado.

Ainda segundo a nota, Wilians afirmou que pretende concentrar-se neste momento no cuidado da família e acompanhar a apuração em andamento, mantendo-se disponível para prestar esclarecimentos às autoridades. “A decisão foi comunicada pelo próprio Dr. Nelson Wilians, que optou por dedicar-se neste momento ao cuidado de sua família”, afirma o texto.

Leia também: Quem é Nelson Wilians, advogado alvo da Operação Arena da Polícia Federal

Investigação mira grupo ligado a apostas

Deflagrada na quinta-feira (13), a Operação Arena investiga um grupo empresarial suspeito de crimes como sonegação fiscal, evasão de divisas e lavagem de dinheiro. A Justiça autorizou o bloqueio de bens e valores de investigados em montante de aproximadamente R$ 1 bilhão.

De acordo com as investigações, o grupo teria utilizado empresas no Brasil e no exterior e uma estrutura financeira complexa para dar a aparência de que a administração de apostas de quota fixa e jogos de azar era realizada fora do país. Os investigadores, porém, apontam que decisões estratégicas e parte relevante da operação eram tomadas em território brasileiro.

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Entre os mecanismos investigados estão empresas de fachada, operações de câmbio, instituições de pagamento, criptoativos e transferências internacionais sem atividade econômica compatível com os valores movimentados. A apuração também aponta para a utilização dessas estruturas com o objetivo de dificultar a identificação da origem dos recursos e dos beneficiários finais.

Nelson Wilians foi um dos alvos dos mandados de busca e apreensão. Segundo a investigação, ele é suspeito de atuar como operador financeiro do grupo e de ajudar na ocultação de patrimônio atribuído aos envolvidos. As suspeitas ainda estão sob investigação e não representam, por si só, condenação.

Leia também: Movimentação bilionária, stablecoins e contas no exterior: o fluxo que levou a PF até Nelson Wilians

Outra investigação envolve fraude bilionária em ICMS

O afastamento ocorre menos de um mês depois de Wilians ter sido alvo da Operação Distrato, deflagrada em 15 de julho pelo Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos de São Paulo (Cira-SP).

A investigação apura um suposto esquema de comercialização fraudulenta de créditos de ICMS. Segundo o Ministério Público de São Paulo e a Secretaria da Fazenda, o esquema teria envolvido 752 empresas e movimentado cerca de R$ 3,8 bilhões. Entre os alvos estavam empresas e estruturas ligadas ao advogado.

Na ocasião, o escritório de Wilians também foi alvo de busca e apreensão. A apuração paulista investiga a oferta de créditos tributários sem respaldo legal, usados para reduzir indevidamente o imposto devido por empresas.

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