Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
EM EDIÇÃO FIFA investe bilhões para garantir consistência técnica na Copa do Mundo de 2026
Por Nathalia Gimenes
Allbirds muda de nome novamente, contrata nova CEO e vê ações dispararem
Corrida espacial privada impulsiona disputa por hotéis de luxo no litoral da Flórida
Ações da BMW caem ao menor nível em cinco anos após alerta de lucro devido à guerra no Irã e desaceleração na China
China defende segurança da I.A enquanto cúpula do G7 termina sem participação de Pequim
Ações da SpaceX avançam e empresa supera Amazon em valor de mercado
Publicado 08/05/2026 • 20:57 | Atualizado há 1 mês
KEY POINTS
Foto: Unsplash
Índice de Basileia e por que ele virou problema para o Banco Inter
A queda das ações do Banco Inter, após a divulgação do balanço do primeiro trimestre, colocou em evidência um ponto sensível do mercado financeiro.
Nesse contexto, trata-se da relação entre crescimento do crédito, aumento da inadimplência e o impacto direto nos indicadores de capital dos bancos.
Ainda assim, mesmo com lucro recorde no período, investidores reagiram com cautela diante da piora na qualidade da carteira e dos sinais de maior risco nas operações.
Segundo o engenheiro de produtos de crédito e especialista em modelos de antecipação, garantias, macroeconomia e funding, Elber Laranja, esse tipo de reação costuma aparecer quando o mercado entende que o crescimento pode estar vindo acompanhado de maior risco. “O mercado não olha só o lucro. Ele olha se esse crescimento é sustentável ou se está aumentando o risco ao mesmo tempo.”
Leia também: Banco Inter despenca mais de 14% na bolsa após alta da inadimplência acender alerta de risco
O Índice de Basileia é um indicador regulatório usado para medir a adequação de capital de um banco, segundo o Banco Central.
Em termos práticos, ele mostra a relação entre o patrimônio de referência da instituição e seus ativos ponderados pelo risco. Funciona como uma medida da capacidade do banco de absorver perdas.
O conceito está alinhado aos Acordos de Basileia. Nesse sentido, trata-se de um conjunto de recomendações internacionais de supervisão bancária.
Na prática, ele se torna ainda mais relevante em períodos de expansão do crédito, especialmente quando há dúvidas sobre a qualidade dessa expansão. “O Índice de Basileia é um dos indicadores mais observados em bancos em fase de crescimento, porque ele mostra o quanto esse avanço está protegido em termos de capital”, explica Elber.
O cálculo do Índice de Basileia considera o capital da instituição em relação aos ativos ponderados pelo risco. Em outras palavras, ele mede quanto risco cada operação representa para o banco.
Isso significa que não basta apenas crescer em crédito: é preciso manter capital suficiente para sustentar possíveis perdas futuras.
Na prática, quando a inadimplência sobe, o banco precisa aumentar provisões e reservar mais capital para cobrir possíveis calotes. Esse movimento reduz a folga de capital e pode pressionar o Índice de Basileia, especialmente em instituições que crescem de forma acelerada.
Elber Laranja resume essa lógica de forma simples: “Se muitos clientes ficam inadimplentes ao mesmo tempo, o banco precisa usar o capital próprio para honrar esses compromissos e manter a operação saudável.”
No caso do Banco Inter, o mercado passou a olhar com mais atenção para esse indicador após a piora dos números de inadimplência divulgados no balanço trimestral.
A inadimplência acima de 90 dias subiu para 5,1%, enquanto o custo do risco avançou para 5,6%. Além disso, houve queda no índice de cobertura, o que aumentou a percepção de fragilidade na proteção da carteira de crédito.
Com isso, investidores começaram a precificar o risco de que o banco precise consumir mais capital nos próximos trimestres para sustentar sua carteira de crédito em expansão.
Mesmo com lucro recorde no período, o receio do mercado não está no resultado atual. A preocupação está na capacidade de manter crescimento forte sem pressionar ainda mais os indicadores prudenciais. Entre eles, o principal é o Índice de Basileia.
Elber Laranja resume essa lógica de forma simples: “Se muitos clientes ficam inadimplentes ao mesmo tempo, o banco precisa usar o capital próprio para honrar esses compromissos e manter a operação saudável.”
Leia também: Nubank é o melhor banco do Brasil em ranking da Forbes, seguido por PagBank e Inter; veja top 8
O ponto central da reação negativa está na combinação entre expansão da carteira de crédito e aumento da inadimplência.
Quando esses dois fatores caminham juntos, o efeito direto é maior consumo de capital regulatório. Isso reduz a margem de segurança do banco e pode limitar sua capacidade de continuar crescendo no mesmo ritmo.
Foi essa leitura que ajudou a explicar a forte queda das ações do Banco Inter após a divulgação do balanço, com o mercado ajustando suas expectativas para um cenário de maior cautela daqui para frente.
Elber encerra com uma síntese dessa dinâmica: “Quando crescimento e risco caminham juntos para cima, o mercado não tem outra reação senão aumentar a cautela e reprecificar o ativo.”
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings
Maiores Audiências
1
Os fiascos que o Claude Fable acumulou em 96 horas expõem a Anthropic e Dario Amodei a um vexame sem precedentes
2
Endrick não é titular por causa da New Balance? Patrocínio do jogador alimenta teoria nas redes envolvendo a Seleção e a Nike
3
Bancos vão à Justiça dos EUA para travar plano da Ambipar que deixa credores brasileiros de fora
4
PF afirma que executivo do BTG aprovou operação suspeita de R$ 132 mi para primo de Vorcaro
5
DENÚNCIA: Forbes Brasil tem fundo do Banco Master como sócio oculto