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O que é a Operação Sem Refino, que mira Cláudio Castro e o grupo Refit
Publicado 15/05/2026 • 09:14 | Atualizado há 3 meses
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Publicado 15/05/2026 • 09:14 | Atualizado há 3 meses
KEY POINTS
Foto: Dibulgação/Refit
O que é a Operação Sem Refino, que mira Cláudio Castro e o grupo Refit
A Polícia Federal realizou nesta sexta-feira (15) uma nova operação que colocou nomes importantes da política e do setor de combustíveis no centro das investigações. A ação teve como foco o grupo Refit, dono da Refinaria de Manguinhos, além de também atingir o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro.
Além disso, a ofensiva das autoridades aumentou a repercussão política no estado após o avanço das investigações sobre movimentações financeiras suspeitas e possíveis irregularidades fiscais. A Operação Sem Refino mobilizou agentes em diferentes estados e também contou com o apoio da Receita Federal.
Leia também: Cláudio Castro é alvo da PF em operação que bloqueou R$ 52 bi em ativos; dono da Refit é preso
De acordo com informações da Polícia Federal, a Operação Sem Refino investiga suspeitas de uso de estruturas empresariais e financeiras para ocultação de patrimônio, dissimulação de bens e envio irregular de recursos para o exterior.
Ainda de acordo com a PF, as investigações envolvem o conglomerado Refit, responsável pela Refinaria de Manguinho no Rio de Janeiro. Os investigadores também analisam possíveis fraudes fiscais e inconsistências relacionadas às operações de refinaria ligada ao grupo.
A operação foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, dentro da ADPF 635, conhecida como ADPF das favelas.
Entre os alvos da operação está o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro. Agentes da Polícia Federal cumpriram mandado de busca e apreensão na residência do político, localizada em um condomínio de luxo na Barra da Tijuca, Zona Oeste da capital fluminense.
Ao todo, a operação possui 17 alvos e também determinou sete medidas de afastamento de função pública nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Distrito Federal.
O caso ganhou ainda mais repercussão porque Castro deixou o governo do RJ em 23 de março, um dia antes de o Tribunal Superior Eleitoral retomar o julgamento que terminou com a declaração de inelegibilidade dele por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022.
Outro nome central da operação é o advogado e empresário Ricardo Magro, que comanda o grupo Refit. A justiça determinou a prisão preventiva dele nesta sexta-feira (15). Magro mora atualmente em Miami, nos Estados Unidos, e entrou na Difusão Vermelha da Interpol, mecanismo usado para compartilhamento de informação sobre foragidos.
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Siga o Times | CNBCAs investigações apontam suspeitas de irregularidades financeiras envolvendo empresas ligadas ao grupo, além de possíveis manifestações para ocultação patrimonial e evasão de recursos.
Leia também: Coaf aponta transações suspeitas entre Refit e Banco Master
A Justiça também determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 52 bilhões em ativos financeiros das empresas investigadas, além da suspensão das atividades econômicas dos grupos envolvidos.
Segundo a Polícia Federal, os agentes cumpriram 17 mandados de busca e apreensão durante a operação. O avanço do caso também aumentou a pressão política no Rio de Janeiro em meio à indefinição sobre o comando definitivo do governo estadual.
Em meio à operação que investiga o grupo Refit, o estado é administrado de forma interina pelo presidente do Tribunal de Justiça, o desembargador Ricardo Couto, enquanto o Supremo Tribunal Federal ainda analisa se a escolha do próximo governador ocorrerá por eleição direta ou indireta.
A Refit esclarece que as questões tributárias envolvendo a companhia estão sendo discutidas no âmbito judicial e administrativo, como fazem diversas companhias do setor, incluindo a própria Petrobras, atualmente uma das maiores devedoras de tributos do Estado do Rio de Janeiro.
Importante ressaltar que a atual gestão da Refit herdou passivos tributários acumulados por administrações anteriores e, desde então, vem adotando medidas para regularização dessas obrigações. Somente ao Estado do Rio, a empresa realizou pagamentos da ordem de R$ 1 bilhão no último exercício.
As operações contra a Refit prejudicam a concorrência no setor de combustíveis e privilegiam a atuação de um cartel formado por três grandes empresas já condenadas pelo CADE por controlarem o preço do combustível nos postos, prejudicando a população e contribuindo para o aumento da inflação no país.
A Refit jamais falsificou declarações fiscais para ter vantagens tributárias. Laudos científicos da carga apreendida nas últimas operações comprovam que o produto importado é óleo bruto de petróleo, conforme devidamente declarado no documento de importação. Causa estranheza a Receita Federal impedir a realização da perícia judicial que possa corroborar os laudos de profissionais já apresentados em juízo.
A Refit nega veementemente ter fornecido combustíveis para o crime organizado. Ao contrário, sempre atuou como denunciante de postos ligados a facções criminosas, incluindo aqueles de bandeiras renomadas que integram o Instituto Combustível Legal (ICL) e foram alvos de operações policiais. Ressalta-se ainda que o fechamento da Copape, em meados de 2024, formuladora ligada ao PCC, também foi resultado de denúncias que partiram da Refit às autoridades e à ANP.
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