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Quanto dinheiro foi aplicado no Banco Master? Veja os valores investigados pela PF na Operação Off-Balance
Publicado 14/05/2026 • 08:32 | Atualizado há 5 meses
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Publicado 14/05/2026 • 08:32 | Atualizado há 5 meses
KEY POINTS
Divulgação/Banco Master
Quanto dinheiro foi aplicado no Banco Master? Veja os valores investigados pela PF na Operação Off-Balance
A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (13) a operação, que mira aplicações financeiras consideradas de alto risco realizadas entre 2023 e 2024, principalmente em letras financeiras ligadas ao Banco Master.
A Operação Off-Balance investiga possíveis irregularidades na gestão de recursos do Instituto de Previdência Social dos Servidores de Cajamar (IPSSC), na Grande São Paulo.
Leia também: Caso Master: PF investiga aplicação de R$ 107 milhões do fundo de previdência de Cajamar
O foco da investigação são cerca de R$ 107 milhões aplicados em quatro letras financeiras emitidas por dois bancos privados, o Banco Master e o Banco Daycoval.
A suspeita é de que os aportes tenham ocorrido sem análise técnica adequada e com falhas graves de governança na administração do regime próprio de previdência social dos servidores municipais.
A Polícia Federal apura se houve gestão temerária dos recursos públicos previdenciários, prática que pode colocar em risco o patrimônio responsável pelo pagamento de aposentadorias e pensões dos servidores de Cajamar.
Leia mais:
As aplicações investigadas ocorreram entre agosto de 2023 e março de 2024. Inicialmente, a PF havia identificado movimentações de cerca de R$ 107 milhões em quatro letras financeiras emitidas por bancos privados.
A operação mobilizou agentes federais para o cumprimento de seis mandados de busca e apreensão nas cidades de Cajamar, Boituva e na capital paulista.
A Justiça Federal também autorizou medidas cautelares, incluindo afastamento de função pública e indisponibilidade de bens dos investigados. As ordens foram expedidas pela 9ª Vara Criminal Federal de São Paulo.
Os principais investigados são integrantes da direção do fundo de previdência de Cajamar e membros do Comitê de Investimentos responsável pelas autorizações financeiras.
Entre os nomes citados na investigação estão:
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Siga o Times | CNBCOs investigados participaram das autorizações das aplicações financeiras consideradas suspeitas.
A investigação também analisa possível direcionamento das aplicações em favor do Banco Master. Os policiais federais apontam indícios de ausência de critérios técnicos consistentes na escolha dos investimentos e deficiência na avaliação dos riscos das operações.
Os aportes ocorreram durante a gestão do então prefeito Danilo Joan, político ligado ao Progressistas. O caso também surge em meio a investigações anteriores envolvendo o Banco Master e pessoas ligadas à instituição financeira.
Leia mais:
O Instituto de Previdência de Cajamar e o Banco Daycoval foram procurados para comentar o caso. Até o momento, não houve manifestação pública sobre as investigações que envolvem o Banco Master.
Em nota, o Banco Daycoval afirmou que a aquisição das Letras Financeiras mencionadas na investigação ocorreu no mercado secundário, sem nenhuma participação do banco.
“O banco reforça ainda que atuou exclusivamente como emissor dos títulos, negociando seus títulos com agentes do mercado financeiro, dentro das condições regulares de mercado, não tendo conhecimento das condições em que foram negociados com terceiros”, disse.
Veja a nota na íntegra:
“O Banco Daycoval esclarece que a aquisição das Letras Financeiras mencionadas na investigação ocorreu no mercado secundário, sem nenhuma participação do banco. O banco reforça ainda que atuou exclusivamente como emissor dos títulos, negociando seus títulos com agentes do mercado financeiro, dentro das condições regulares de mercado, não tendo conhecimento das condições em que foram negociados com terceiros. Reitera que todas as suas operações seguem rigorosamente os mais elevados padrões de compliance, governança e boas práticas do sistema financeiro, em conformidade com a regulamentação vigente.“
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