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Em Seul, Brasil e Coreia do Sul lançam plano de ação bilateral de três anos
Publicado 23/02/2026 • 08:38 | Atualizado há 3 meses
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Publicado 23/02/2026 • 08:38 | Atualizado há 3 meses
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JEON HEON-KYUN/ASSOCIATED PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO
O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e o presidente da Coreia do Sul, Lee Jae Myung (à direita), participam de um encontro na Casa Azul, em Seul, a capital da Coreia do Sul, nesta segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente da Coreia do Sul, Lee Jae Myung, anunciaram nesta segunda-feira (23) em Seul, um plano de ação com o objetivo de estreitar a relação entre os dois países. O acordo inclui memorandos de entendimento nas áreas de saúde, estética, agronegócio e intercâmbio de pessoas.
“Hoje, elevamos o relacionamento entre Brasil e Coreia ao patamar de parceria estratégica e lançamos um plano de ação com iniciativas concretas para os próximos três anos”, disse Lula, que iniciou uma viagem de Estado à Coreia do Sul nesta segunda.
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O líder brasileiro afirmou que as histórias políticas recentes dos dois países têm muito em comum. “Nos anos 80, após longos períodos de luta e resistência, conquistamos a redemocratização. Quatro décadas depois, enfrentamos novamente tentativas de golpe de Estado. Felizmente, quando colocadas à prova, nossas democracias mostraram firmeza e resiliência. Diante de ataques às instituições nacionais, reafirmamos a força da soberania popular”, disse Lula.
Em dezembro de 2024, o então presidente sul-coreano Yoon Suk Yeol decretou lei marcial e cercou o Parlamento do país, em uma tentativa de golpe de Estado. Na semana passada, Yoon foi condenado à prisão perpétua. No Brasil, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) cumpre pena de 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado.
“Em tempos de extremismos, desinformação e ameaças autoritárias, é fundamental articular lideranças comprometidas com valores democráticos”, afirmou Lula, que convidou Lee a participar de um encontro em defesa da democracia, em Barcelona, em abril. “Brasil e Coreia são firmes defensores da paz, do multilateralismo e do direito internacional.”
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No agronegócio, Lula reforçou a pressão pela abertura do mercado sul-coreano para a carne brasileira. “Expus ao presidente Lee que a conclusão dos procedimentos sanitários para a exportação de carne bovina brasileira poderá beneficiar os consumidores coreanos”, afirmou. Também foram acertadas parcerias em projetos de adaptação climática, bioeconomia, segurança de alimentos e tecnologias agroindustriais.
Tanto Lula quanto Lee citaram o interesse em dar andamento ao acordo comercial entre o Mercosul e a Coreia do Sul, cujas negociações foram interrompidas em 2021. O brasileiro ressaltou que o Brasil é o principal destino dos investimentos sul-coreanos na América Latina.
Ambos os líderes salientaram também os intercâmbios culturais entre as nações. Lee citou a inspiração da bossa nova para a música sul-coreana, enquanto Lula afirmou que a comida, a produção audiovisual e a música pop da Coreia do Sul “têm no Brasil milhões de admiradores”. O plano de ação contém também parcerias na área da educação, como a disseminação da língua coreana no Brasil e o intercâmbio de estudantes.
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Lula informou ainda que o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, visitará um hospital inteligente na Coreia do Sul para trazer as melhores práticas para uma unidade do tipo em São Paulo.
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Seguir no GoogleNo campo científico, os acordos abrangem biotecnologia, setor aeroespacial, transição digital, comunicações móveis avançadas e a chamada internet das coisas. “A inteligência artificial será igualmente objeto de iniciativas conjuntas de apoio a startups micro, pequenas e médias empresas”, disse o presidente brasileiro.
Lula destacou que visitou o país asiático em 2005 e em 2010 e que, desde então, nenhum outro chefe de Estado brasileiro havia estado na Coreia do Sul. “Esse hiato é incompatível com os vínculos sociais e econômicos existentes entre nossos povos”.
Ainda nesta segunda, Lula participa do Encontro Empresarial Brasil-Coreia do Sul e comparece a um banquete oferecido pelo presidente sul-coreano.
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