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Brasileiros desaprovam Congresso e veem corrupção nas emendas, mostra Genial/Quaest
Publicado 21/07/2025 • 13:17 | Atualizado há 11 meses
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Congresso Nacional
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A maioria dos brasileiros desaprova a atuação do Congresso Nacional e acredita que os recursos das emendas parlamentares são desviados antes de beneficiarem as cidades, segundo pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta segunda-feira (21).
Segundo o levantamento, 51% dos entrevistados rejeitam o trabalho da Câmara dos Deputados e do Senado, enquanto 42% aprovam e 7% não souberam opinar.
Apesar da relevância do tema no orçamento público, 72% dos entrevistados afirmaram desconhecer que os parlamentares destinam todos os anos uma fatia bilionária do Orçamento da União por meio das chamadas emendas. Apenas 27% sabiam da prática e 1% não respondeu.
A pesquisa mostra também que 46% são contra a existência das emendas, 38% as aprovam e 16% não responderam. Entre os que se posicionaram, a percepção predominante é de corrupção: 82% disseram que os recursos são desviados, enquanto apenas 9% acreditam que o dinheiro vira investimento nas cidades.
Neste ano, o volume de emendas parlamentares chega a R$ 50,4 bilhões, valor superior ao orçamento discricionário de 30 ministérios. O montante cresceu com a consolidação das emendas impositivas, obrigatórias desde 2015 por decisão do Congresso.
O modelo ficou ainda mais questionado após a revelação das “emendas Pix” e do chamado “orçamento secreto”, formas de repasse que dificultavam o rastreamento dos recursos. O Supremo Tribunal Federal (STF) declarou o orçamento secreto inconstitucional em 2022 e passou a exigir transparência nos pagamentos.
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Siga o Times | CNBCSegundo apuração do jornal O Estado de S. Paulo, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decidiu criar uma cobrança de 1% sobre o valor de cada emenda liberada. A ideia é usar os recursos para financiar a plataforma Transferegov.br, criada para centralizar e dar visibilidade aos repasses federais.
O Ministério da Gestão e Inovação confirmou a medida e disse que ela tem respaldo na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2025. Na prática, a taxa funcionará como um pedágio sobre o valor indicado por deputados e senadores a municípios.
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