CNBC

Ferrari anuncia primeiro carro elétrico da marca; ações caem após lançamento

Notícias do Brasil

Caso Rioprevidência reacende debate sobre fragilidade da previdência pública

Publicado 26/05/2026 • 15:40 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • Operação da Polícia Federal investiga suposto esquema que teria direcionado R$ 3 bilhões do Rioprevidência ao Banco Master.
  • Economista Roberto Luiz Troster afirma que falhas de governança e fiscalização colocam aposentados e investidores em risco.
  • Especialista defende auditorias externas no Banco Central, CVM e fundos previdenciários para evitar novas fraudes no sistema.

As suspeitas de irregularidades envolvendo aportes bilionários do Rioprevidência no Banco Master mostram falhas graves de governança e fiscalização no sistema financeiro brasileiro, afirmou o economista Roberto Luiz Troster nesta terça-feira (26) em entrevista ao Fast Money, jornal do Times Brasil Licenciado – Exclusivo CNBC. Segundo ele, o caso evidencia problemas estruturais que podem comprometer a confiança em fundos de previdência e gerar perdas permanentes para aposentados e investidores.

“Será que alguém vai pagar ou será que vai ser um prejuízo?”, questionou Troster ao comentar o possível impacto dos cerca de R$ 3 bilhões investigados pela Polícia Federal. Para o economista, parte relevante dos recursos pode nunca ser recuperada. “Parte evaporou”, afirmou, ao citar gastos, ativos desvalorizados e operações consideradas problemáticas.

O especialista criticou o fato de fundos previdenciários concentrarem valores elevados em uma única instituição financeira. “3 bi toda a previdência num banco só não faz sentido”, disse Troster, ao afirmar que regras básicas de compliance e diversificação teriam sido ignoradas durante as operações investigadas.

Leia também: Fraudes no RioPrevidência e no Banco Master expõem falhas graves de fiscalização, diz economista

Segundo ele, o maior impacto recai justamente sobre os beneficiários dos fundos públicos. “É triste porque é dinheiro de aposentados”, afirmou. Na avaliação do economista, muitos servidores podem acabar tendo uma aposentadoria mais limitada devido às perdas acumuladas pelo sistema.

Falhas de controle

Troster defendeu auditorias externas no Banco Central e na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para identificar por que as irregularidades não foram detectadas anteriormente pelos órgãos responsáveis pela supervisão do sistema financeiro.

“Não adianta uma auditoria interna”, afirmou. Para ele, é necessário entender “onde o Banco Central falhou” e quais mecanismos precisam ser corrigidos para impedir novos episódios semelhantes.

O economista também afirmou que o problema não ficou restrito ao Rio de Janeiro. “Não foi só o Rio de Janeiro, foi Amapá, foi uma série de estados que entraram nessa do Banco Master”, declarou, ao apontar fragilidades mais amplas na gestão de fundos previdenciários públicos.

Leia também: Caso Master: operação da PF contra Cláudio Castro amplia pressão sobre a RioPrevidência, avalia especialista

Segundo Troster, o envelhecimento da população brasileira torna ainda mais urgente o fortalecimento da fiscalização e da governança previdenciária. “Cada vez mais o país vai depender mais de previdência privada”, disse.

Crise de confiança

O economista comparou parte da situação atual ao ambiente que antecedeu a crise financeira internacional de 2008, quando o colapso do banco Lehman Brothers abalou a confiança global no sistema bancário. Para ele, casos como o do Banco Master ampliam o risco de descrédito dos investidores nas instituições financeiras.

“Deixou crescer, deixou crescer e deu no que deu”, afirmou Troster ao comparar a trajetória do Banco Master ao processo que antecedeu a crise americana. Segundo ele, a ausência de respostas rápidas aumenta o risco de repetição de problemas semelhantes no futuro.

Leia também: Por que o STF autorizou Daniel Vorcaro a voltar para cela especial da PF em Brasília

Times Brasil - CNBC

Siga a Times Brasil no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.

Seguir no Google

O especialista destacou ainda que o prejuízo potencial ligado ao Banco Master já supera indicadores fiscais relevantes do país. “Só o prejuízo do FGC com o Banco Master é superior ao superávit primário do Brasil”, afirmou.

Reforma institucional

Na avaliação de Troster, o episódio mostra que o atual modelo institucional do sistema financeiro brasileiro precisa ser modernizado. “Toda essa estrutura está um pouco arcaica”, disse, ao defender mudanças no funcionamento do Banco Central, da CVM, da Secretaria de Previdência e da Susep.

Segundo ele, além de aumentar a segurança, uma reformulação poderia reduzir custos operacionais e melhorar a eficiência regulatória. “A gente tem que olhar para frente”, afirmou o economista, defendendo a construção de um novo arcabouço institucional para o setor financeiro brasileiro.

📌 ONDE ASSISTIR AO MAIOR CANAL DE NEGÓCIOS DO MUNDO NO BRASIL:

🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais

🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562

🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube

🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings

Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no

MAIS EM Notícias do Brasil