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União estima recuperar R$ 778 bilhões de dívida ativa nos próximos 15 anos
Publicado 03/11/2026 • 15:33 | Atualizado há 1 dia
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Publicado 03/11/2026 • 15:33 | Atualizado há 1 dia
KEY POINTS
Foto: EBC/Agência Brasil
A exposição da União a riscos fiscais específicos chegou a R$ 4,87 trilhões em 2025, uma redução de R$ 220 bilhões em relação ao registrado no fim de 2024. Os dados fazem parte da 8ª edição do Relatório de Riscos Fiscais da União, elaborado pelo Tesouro Nacional.
Os fatores considerados no levantamento incluem demandas judiciais, haveres de entes federativos, dívida ativa da União, garantias concedidas pelo governo federal e participação em fundos constitucionais e garantidores, entre outros.
O estoque de ações judiciais contra a União classificadas como de risco provável e possível atingiu R$ 2,273 bilhões em 2025, queda de 14,6% na comparação com o ano anterior.
Em 2026, até junho, o montante somava R$ 2,185 bilhões, recuo de 3,9% em relação ao mesmo período de 2025. Os haveres de entes federativos totalizaram R$ 888,8 bilhões em 2025.
As honras de garantias da União a operações de crédito somaram R$ 11,1 bilhões em 2025. Em 2026, até agosto, o valor chegou a R$ 3,1 bilhões. A previsão é que o montante encerre o ano em R$ 6,5 bilhões.
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Siga o Times | CNBCO relatório também aponta que as contragarantias não executáveis somavam R$ 1 bilhão ao fim de junho de 2026. Esse valor representa a materialização do risco fiscal associado às concessões de garantias da União.
No mesmo período, a participação do governo federal em cotas de fundos garantidores alcançou R$ 45,4 bilhões.
Outro componente relevante é a Dívida Ativa da União. Do estoque de R$ 3,4 trilhões registrado em julho de 2026, o Tesouro estima recuperar R$ 778 bilhões nos próximos 15 anos.
A maior parte dos valores recuperados deve impactar o resultado primário. Cerca de R$ 2,7 trilhões são considerados perdas.
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