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Enxaqueca no trabalho: a doença invisível que drena produtividade e custa bilhões às empresas

Publicado 05/05/2026 • 12:44 | Atualizado há 2 horas

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Dor de cabeça

By steven lockstone

Dor intensa, sensibilidade à luz, dificuldade de concentração, náusea e fadiga

A enxaqueca é uma das principais causas de incapacidade em pessoas abaixo dos 50 anos – justamente o grupo mais ativo da economia. Ainda assim, segue subdiagnosticada e frequentemente tratada como um problema individual, quando na verdade impacta diretamente a produtividade das empresas.

Dor intensa, sensibilidade à luz, dificuldade de concentração, náusea e fadiga. Para quem vive com enxaqueca, esses sintomas não aparecem apenas em casa – eles invadem o ambiente de trabalho e comprometem tarefas simples do dia a dia.

O problema é que, por não deixar sinais visíveis, a enxaqueca costuma ser subestimada. Muitas vezes é interpretada como exagero, baixa tolerância ou falta de comprometimento, quando na realidade se trata de uma doença neurológica reconhecida e potencialmente incapacitante.

Um problema de performance, não pessoal

A enxaqueca está entre as principais causas de anos vividos com incapacidade no mundo. Afeta principalmente pessoas em idade produtiva, muitas vezes no auge da carreira.

Durante uma crise, a capacidade de concentração cai, a tomada de decisão fica comprometida e tarefas que exigem foco se tornam difíceis de executar. Mesmo fora das crises, muitos pacientes vivem com medo do próximo episódio, o que também impacta a performance.

Ou seja, não é uma questão de esforço – é uma limitação real imposta pela doença.

O custo oculto dentro das empresas

Grande parte do impacto da enxaqueca no ambiente corporativo não aparece nas faltas ao trabalho, mas no chamado presenteísmo – quando o profissional está presente, mas não consegue render.

Isso se traduz em queda de produtividade, aumento de erros, dificuldade de interação com a equipe e menor capacidade de manter o ritmo de trabalho.

Somado ao absenteísmo em dias de crise mais intensa, o resultado é um custo significativo para as empresas, muitas vezes invisível nas métricas tradicionais.

Além disso, a falta de compreensão sobre a doença pode gerar desgaste nas relações de trabalho, afetando clima organizacional e engajamento.

Tratar é estratégia, não benefício

Empresas que passam a enxergar a enxaqueca como uma condição médica – e não como um desconforto pontual – conseguem resultados mais consistentes.

Isso inclui facilitar o acesso a diagnóstico adequado, estimular o acompanhamento com especialistas, orientar sobre fatores desencadeantes e, quando possível, adaptar o ambiente de trabalho.

Medidas simples, como flexibilidade em dias de crise, ajustes de iluminação, pausas estruturadas e programas de saúde corporativa, podem reduzir o impacto da doença.

O retorno aparece em forma de maior produtividade, menor afastamento e melhor qualidade de vida para o profissional.

A enxaqueca não é apenas uma questão de saúde individual. É também um tema de gestão.

Ignorar o problema custa caro. Reconhecer e tratar faz diferença – para quem sofre com a doença e para o desempenho das empresas.

Prof. Dr. Marcelo Zalli

CRM/SC 17.333 | RQE 13.326

Neurologista | Professor Titular de Neurologia na Universidade do Vale do Itajaí Membro da Brazil Health.

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