Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Enquanto olha para a Europa, o Brasil pode perder a Índia
Publicado 29/01/2026 • 11:36 | Atualizado há 9 meses
OpenAI é processada em oito estados nos EUA devido a preocupações com a segurança do ChatGPT
Bank of America contratou 1.000 terceirizados para corrigir falhas de software expostas pelo Mythos da Anthropic
Trump vai recorrer da decisão que impede a Casa Branca de banir a MS NOW, a CNN e a Politico
Netflix demite mais de 1.000 funcionários, cerca de 6% de seu quadro, em meio à desaceleração do crescimento
ASML divulga resultados acima da expectativa do mercado, carteira de pedidos até 2030 e ações puxam índices europeus
Publicado 29/01/2026 • 11:36 | Atualizado há 9 meses
KEY POINTS
Gemini
O cenário do comércio exterior brasileiro vive um paradoxo. Enquanto a diplomacia celebra a assinatura do acordo Mercosul-União Europeia, o empresariado deve reconhecer que a euforia europeia pode ser uma miopia estratégica. A Europa, com suas crescentes exigências ambientais e regulatórias, impõe barreiras não tarifárias que, na prática, dificultam o acesso a diversos produtos nacionais. Paralelamente, a instabilidade protecionista do Hemisfério Norte, evidenciada pelas tarifas agressivas de até 50% impostas pela administração Trump em 2025, exige uma reorientação imediata de nossas cadeias de valor. A resposta a essa fragmentação global não está no Ocidente, mas sim no Oriente: a Índia.
A Índia não é apenas uma alternativa, mas o destino lógico para o volume e o pragmatismo que o Brasil precisa. Sua dinâmica econômica hoje remete à China de uma década atrás: um país em franca urbanização, com uma mão de obra jovem e competitiva, e uma demanda colossal por infraestrutura e insumos básicos. Com projeção de crescimento do PIB em torno de 6,5% para 2025, a Índia se consolida como a economia de maior expansão global. O profissional de Comex deve enxergar o mercado indiano como o hedge estratégico contra o risco geopolítico.
Leia também: Petrobras fecha contratos bilionários e amplia presença no mercado da Índia
Nossa relação bilateral, que movimentou US$ 12,1 bilhões em 2024, é de complementaridade essencial. O Brasil tem a missão de alimentar o gigante asiático, exportando açúcares, óleos vegetais e, com potencial de crescimento, proteínas animais. Em contrapartida, a Índia, como a “farmácia do mundo”, fornece insumos farmacêuticos e químicos vitais para o nosso agronegócio. É um ciclo virtuoso: o Brasil garante a segurança alimentar e energética indiana, enquanto acessa bens de capital e componentes com custos competitivos, essenciais para a modernização de nossa indústria.
O momento de mudar a rota é agora. Enquanto o Mercosul negocia a ampliação de seu acordo preferencial com a Índia, o empresário brasileiro deve se antecipar. A Índia “precisa de tudo”, e o Brasil tem a capacidade de suprir essa demanda. Ignorar este mercado em franca ascensão, fixando-se apenas nas incertezas do Ocidente, é um erro que custará a vanguarda do comércio exterior nas próximas décadas.
Marcela Macedo Ferraz é especialista em Comércio Exterior e Internacionalização de Empresas. Diretora da Laxl International Trading e da CBUP Global, Marcela é coordenadora do curso de Pós-graduação em Comércio Exterior e Internacionalização de Empresas do IPOG.
Maiores Audiências
1
Mega-Sena: concurso 3.070 tem prêmio de R$ 152 milhões; confira o resultado
2
Lotofácil: concurso 3.804 tem prêmio de R$ 2 milhões; confira o resultado
3
DECISÃO 2026: Flávio Bolsonaro tem 55% dos votos válidos contra 45% de Lula no segundo turno, aponta pesquisa Gerp
4
Brasil pode superar os Estados Unidos e se tornar maior exportador agrícola do mundo em 2026
5
Caso Master: Temer tinha contrato de R$ 30 milhões com banco de Vorcaro para atuar na tentativa de venda ao BRB