Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Grupo português dribla marcas globais e terá 21 hotéis sob administração no Brasil até 2028
Publicado 18/09/2026 • 09:05 | Atualizado há 2 meses
Trump oferece cargo de porta-voz da Casa Branca a Dana White, presidente do UFC
Trump manda investigar democratas por suposta extorsão após derrota nas eleições
Diretor de estratégia da Meta, Dave Wehner deixa empresa para assumir cargo de CFO na startup de IA Fireworks
Por que as perspectivas para ações do setor de saúde são incertas diante da nova composição do Congresso nos EUA
Risco de escalada no Irã segue alto apesar da vitória democrata nas eleições de meio de mandato dos EUA, dizem analistas
Publicado 18/09/2026 • 09:05 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
Divulgação/Vila Galé
Vista aérea do Vila Galé Cumbuco, no Ceará; rede portuguesa prevê chegar a 21 hotéis no Brasil até 2028.
O grupo que administra o Vila Galé, uma das redes mais importantes de hotelaria de Portugal, quer avançar sobre a concorrência no Brasil com um modelo de negócios pouco comum no setor: ele concentra todas as etapas, da construção a da administração do hotel, enquanto os grandes grupos apenas administram ou cedem a marca para franqueados.
O Vila Galé tem 13 empreendimentos no Brasil e ensaia outros 10, sendo que oito já estão confirmados nos próximos dois anos e outros dois hotéis devem ser anunciados em breve. Ao longo dos seus 25 anos operando no Brasil, o grupo tem mantido os lucros obtidos no Brasil para expansão da sua rede local, confiando que os investimentos por aqui ainda precisam de fôlego para que, mais adiante, haja o retorno do capital para a matriz.
O grupo português já trabalha nas regiões Norte, Nordeste e Sudeste, e agora ensaia a entrada na região Sul, em Florianópolis, com unidade já confirmada, e em Curitiba, ainda não sacramentada, mas que está em fase final de acerto. “Nós continuamos muito interessados na situação do Brasil, temos já oito hotéis planejados para os próximos dois anos e vamos continuar a expandir”, afirma Gonçalo Rebelo, administrador do Villa Galé.
Leia também: Hotel das Cataratas entra para ranking dos 100 melhores hotéis do mundo
Rebelo, que é português, fala sobre os desafios e as possibilidades de um grupo português investir no Brasil. Ele conta que o mercado brasileiro de turismo vinha crescendo, mas sofreu bastante durante a pandemia e segue com dificuldades para recuperar o patamar de atração que tinha atingido antes da pandemia. Fala ainda que boa parte disso acabou migrando para mercados já consolidados ou mesmo para concorrentes emergentes. Hoje, mais de 80% dos clientes do Vila Galé no Brasil são locais, enquanto em Portugal a relação é quase inversamente proporcional.
O desafio, segundo o empresário, é o Brasil ter uma política de incentivo ao turismo que seja perene. Disse que, em Portugal, a mesma política de incentivo ao turismo tem sido mantida há 30 anos, independentemente das mudanças no comando do país, que foram muitas. A perpetuação da política para o turismo acabou consolidando Portugal como um dos destinos mais proeminentes na Europa, inclusive para brasileiros.
O Brasil, de acordo com Gonçalo, precisa reunir esforços em torno de um projeto de desenvolvimento do país e incluir o turismo como diferencial competitivo.
“O principal desafio para um investidor internacional tem a ver com a dimensão continental e a forma de organização do país”, avalia. Ele menciona também desafios tributários e as diferenças de conduta dos diferentes entes federativos, o que aumenta a insegurança jurídica.
A operação brasileira ganhou espaço nos resultados do Vila Galé em 2025. Segundo a companhia, a contribuição do país para a rentabilidade do grupo cresceu 23% em relação ao ano anterior e já se aproxima do peso das operações de Portugal e Espanha, mesmo com um número menor de hotéis.
Os hotéis brasileiros registraram 743 mil quartos ocupados no ano, alta de 12% em relação a 2024, enquanto a ocupação média ficou em 50%. O EBITDA da operação no país atingiu R$ 293 milhões.
O grupo também informou ter seis novos projetos em desenvolvimento no Brasil, que somam 1.209 quartos e investimentos de € 103 milhões. As unidades estão previstas para Alagoas, Santa Catarina, Minas Gerais e Maranhão.
Entre os projetos estão dois hotéis em Coruripe, um deles voltado exclusivamente para famílias com crianças, além de unidades em Florianópolis, Brumadinho e duas em São Luís.
Maiores Audiências
1
Celular de Vorcaro tem 316 registros com Moraes e indica possível encontro antes da prisão
2
Antes de virar alvo de operação do Ministério Público do PR, QI Tech já havia sofrido derrota na Justiça em processo sobre pirâmide financeira
3
Fundos ligados à QI Tech entram no radar de operação contra lavagem e sonegação
4
QI Tech, ligada a fundos investigados por lavagem de dinheiro e sonegação fiscal, já foi citada em negociações envolvendo Master e Reag
5
‘Master paraguaio’: Santiago Peña pede mais 72 horas para apresentar defesa em processo de impeachment no Paraguai