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Varejistas mantêm esperança por permanência da 6×1

Publicado 15/10/2026 • 09:26 | Atualizado há 2 horas

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Rodrigo Loureiro

Rodrigo Loureiro é jornalista especializado em economia e com experiência nos principais veículos do Brasil. Além de comandar esta coluna, é analista de mercado nos principais programas do Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC.

Manifestantes participam de ato pelo fim da escala 6X1 em Pelotas (RS)

Manifestantes participam de ato pelo fim da jornada 6X1 em Pelotas (RS)

Eduardo Rodrigues /Agência Pixel Press/Estadão Conteúdo

Ainda que a PEC da 6x1 tenha sido aprovada no Senado, há expectativa no mercado de que a medida não tenha vida longa. 

Fontes ligadas à gigantes do varejo brasileiro informaram à coluna que esperam que o tema seja revisitado em 2027. O cenário mais provável para isso se dá com a vitória de Flávio Bolsonaro (PL) nas urnas.

O candidato, que desponta como favorito na disputa presidencial contra Lula (PT) já teria inclusive indicado a aliados que pode fazer alterações no tema.

A PEC aprovada no Senado cria o modelo 5x2, em que os trabalhadores terão obrigatoriamente duas folgas por semana, sendo uma delas preferencialmente aos domingos.

“Isso vai ser revisto, não tem como funcionar. Muita empresa vai quebrar”, afirmou uma fonte à reportagem.

A nova escala reduz a carga semanal de 44 para 40 horas, sendo essa redução escalonada. Nos primeiros 12 meses, a redução será para 42 horas. Depois, para 40 horas.

Um relatório da XP divulgado em fevereiro aponta que a medida pode impactar o resultado das varejistas entre 8 e 18% em termos de Ebitda e lucro líquido devido ao aumento de custos de mão de obra. Esse aumento poderá ser amenizado caso as empresas consigam repassar os custos – o que poderá resultar em aumento de preços.

Empresários do setor de já haviam se manifestado anteriormente sobre a medida. Um exemplo foi Sergio Zimerman, da Petz. Em entrevista à Folha de S.Paulo, o fundador da varejista afirmou que adotar a escala 5x2 com a consequente proibição dos regimes fora desse padrão levaria o país "ao atraso".

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