Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Jovens perdem espaço nas urnas e já são apenas 12,5% do eleitorado
Publicado 15/08/2026 • 12:30 | Atualizado há 2 horas
Irã desafia Trump por Ormuz em meio a novo ataque contra navio
Grupo com Jeff Bezos e o bilionário brasileiro Eduardo Saverin compra 30% do Liverpool F.C.
Empresa de criptomoedas apoiada pela família Trump recebe aprovação condicional para licença bancária
Berkshire Hathaway eleva Alphabet ao seu top 3 de participações
Nvidia revela participação de US$ 21 bilhões na SpaceX
Publicado 15/08/2026 • 12:30 | Atualizado há 2 horas
KEY POINTS
Wilson Dias / Agência Brasil
O envelhecimento da população brasileira está mudando também o perfil de quem vai às urnas. O número de eleitores entre 16 e 24 anos caiu 22% entre 2010 e 2026, segundo levantamento realizado pelo Instituto Nexus, a pedido da Agência Brasil, com base em dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
A redução também aparece em números absolutos. Em 2010, 24,7 milhões de brasileiros com menos de 24 anos estavam aptos a votar. Neste ano, são 19,2 milhões, uma perda de 5,5 milhões de eleitores nessa faixa etária.
O movimento ocorre na direção oposta ao crescimento do eleitorado brasileiro. O total de pessoas aptas a votar aumentou 17% no período, de 135,8 milhões para 158,8 milhões.
Como resultado, o peso dos jovens nas urnas diminuiu de forma mais acentuada. Em 2010, eles representavam 18,2% dos eleitores brasileiros. Em 2026, essa participação recuou para 12,5%.
Leia também: Bolsa brasileira deve andar de lado até o fim do ano em meio à cautela eleitoral
Para o CEO da Nexus, Marcelo Tokarski, a redução ganha relevância em um ambiente de forte disputa eleitoral. Ele lembra que a eleição presidencial de 2022 foi decidida por uma diferença inferior a 2 milhões de votos entre Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Bolsonaro.
“Em um cenário de aguda polarização, em que a eleição de 2022 foi definida por menos de 2 milhões de votos de diferença entre Lula e Jair Bolsonaro, todo eleitor é estratégico. A quantidade absoluta de votos dos jovens segue perdendo anualmente sua força, principalmente em comparação ao aumento de eleitores 60+”, analisa Tokarski.
Enquanto diminui a presença dos mais jovens, o grupo de eleitores idosos cresce. Dados do TSE apontam que o número de pessoas com 60 anos ou mais com título eleitoral ativo aumentou cerca de 74% desde 2010.
Leia também: Carlo Pereira: Empresas devem atuar como fator de moderação no período eleitoral
Atualmente, esse grupo reúne mais de 36,8 milhões de pessoas, quase o dobro dos 19,2 milhões de eleitores com menos de 24 anos.
A mudança demográfica cria um novo cenário para as campanhas, embora ainda não esteja claro como as candidaturas à Presidência abordarão especificamente os mais jovens.
Hilton Fernandes, professor do Laboratório de Opinião Pública e Mídias Digitais da Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP), avalia que as campanhas presidenciais ainda não deram sinais claros sobre a estratégia para esse eleitorado.
“Em 2022 houve alguma dedicação em buscar esse grupo de jovens, não tanto pelo volume de votos, mas pelo engajamento. Essa força do jovem na campanha é importante. Por isso tivemos em 2022 propostas relacionadas ao desenvolvimento de games e outros temas, como a facilidade para adquirir produtos eletrônicos, produtos de jogos com isenções, apareceram”, afirma.
Leia também: Partidos têm até este sábado para registrar candidatos às eleições
Fernandes acredita que, conforme as principais candidaturas à Presidência avançarem nas pesquisas, a tendência é de maior aproximação com esse público. Nas eleições proporcionais, como as disputas para deputado, os jovens podem representar um nicho específico para determinadas candidaturas.
As prioridades dos jovens continuam acompanhando tendências observadas em eleições anteriores. Segundo Fernandes, primeiro emprego e formação profissional estão entre as principais preocupações desse eleitorado.
A decisão de voto, porém, pode assumir características diferentes conforme a situação econômica da família, a região do país e os grupos sociais e instituições frequentados por cada jovem.
Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.
Siga o Times | CNBCLeia também: Novas regras obrigam transparência no uso de IA na eleições 2026; veja o que pode e o que é vetado
Ao mesmo tempo, Fernandes avalia que esse público pode ser mais influenciado por discursos que propõem mudanças de maior alcance.
“Não são os partidos que vão chamar atenção, mas o discurso dos candidatos, com um personalismo cada vez mais concentrado. O discurso mais radical tende a atender mais o jovem”, aponta.
O professor pondera que esse tipo de mensagem também pode “enganar” os eleitores mais novos, já que, segundo ele, “nem toda vez é necessário quebrar uma estrutura para mudar uma sociedade”.
Fernandes também ressalta que os jovens não podem ser considerados um grupo eleitoral homogêneo, porque experiências sociais e econômicas diferentes interferem nas preferências.
“Isso pode ter uma diferença, por exemplo, em jovens que convivam em ambientes mais conservadores. Enquanto o jovem que vê a família numa situação mais complicada, principalmente financeira, busca mais a mudança”, complementa.
Apesar da redução de seu peso no eleitorado, os dados da Nexus mostram um nível elevado de participação dos jovens que decidiram se registrar para votar.
Entre os brasileiros de 18 a 24 anos, faixa na qual o voto é obrigatório, 78,5% compareceram às urnas no primeiro turno da última eleição.
Já entre os adolescentes de 16 e 17 anos, para os quais o voto é facultativo, o comparecimento chegou a 82,9%. O índice superou tanto o registrado entre os jovens de 18 a 24 anos quanto a média nacional, de 79,1% dos eleitores aptos.
A distribuição desse eleitorado também varia significativamente pelo país. Sul e Sudeste concentram as menores proporções de jovens entre os brasileiros aptos a votar e abrigam os três maiores colégios eleitorais: São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro.
Leia também: Eleições 2026 e o seu patrimônio: como construir um portfólio que não depende de prever o resultado das urnas
O Rio Grande do Sul apresenta a menor participação: apenas 9% de seu eleitorado tem até 24 anos. Em seguida aparecem Rio de Janeiro, com 10%, e São Paulo, Santa Catarina, Espírito Santo, Minas Gerais e Paraná, todos com 11%.
O cenário se inverte no Norte. Roraima, Acre, Amapá e Amazonas têm 18% de eleitores com até 24 anos, a maior proporção entre os Estados brasileiros. Maranhão aparece logo depois, com 17%, seguido por Pará e Tocantins, ambos com 16%.
Para Tokarski, essa diferença regional modifica o peso dos mais jovens nas estratégias eleitorais. “O Brasil está diante de uma nova geografia eleitoral. Os mais jovens perderam espaço nos maiores colégios eleitorais do país, tirando-os do centro gravitacional das principais estratégias políticas”, observa.
—
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings
Maiores Audiências
1
Casas Bahia planeja cortar 30% do quadro e fechar mais lojas
2
Terremoto de magnitude 5,3 atinge Espanha e região da ilha de Flores; veja imagens
3
Lotofácil 3762 tem dois ganhadores; cada um leva R$ 2,25 milhões
4
Lotofácil 3761: prêmio acumula em R$ 5 milhões; veja as dezenas sorteadas
5
Honda lança CB1000 Hornet de 147 cv no Brasil; preços partem de R$ 68,8 mil