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Brazil Week: agro brasileiro atrai fundos internacionais que buscam expansão rápida e segura, diz CEO da Multiplica

Publicado 12/05/2026 • 12:51 | Atualizado há 4 horas

KEY POINTS

  • Brasil se torna destino prioritário de fundos globais pelo agronegócio com escala e yield elevado, segundo Eduardo Barbosa, CEO da Multiplica.
  • Investidor estrangeiro enfrenta dificuldades para alocar capital no agro brasileiro apesar do interesse.
  • Tecnologia e eficiência produtiva ganham peso crescente no ecossistema do agronegócio nacional.

O agronegócio brasileiro virou ponto focal para grandes investidores internacionais. A avaliação é de Eduardo Barbosa, CEO da Multiplica, que participa da Brazil Week e comentou a parceria firmada com a Amerra, fundo global voltado à agricultura. Para ele, a combinação entre escala produtiva e yield elevado faz do Brasil uma escolha sem equivalente no cenário atual.

“O Brasil, sem dúvida nenhuma, é um dos principais pontos focais de investimento”, afirmou Barbosa. Segundo o executivo, fundos de pensão, soberanos e grandes gestores internacionais buscam ativos que ofereçam ao mesmo tempo capacidade de alocação em volume e retorno real. O Brasil preenche os dois requisitos.

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Escala que outros países não entregam

Na avaliação de Barbosa, a América do Sul tem opções, mas nenhuma com a dimensão do Brasil. “Com produção, com alimento, com agricultura, o Brasil é o principal país para se investir em escala”, disse o executivo.

A Europa, frequentemente citada como referência de mercado maduro, perdeu atratividade relativa. O CEO da Multiplica apontou que o continente enfrenta pressões simultâneas de guerra, abastecimento e crise energética, o que reduz seu apelo para alocações de longo prazo.

Juros reais como diferencial

Mesmo com a trajetória de queda da Selic, o Brasil mantém uma das taxas básicas mais altas do mundo. O spread entre juros nominais e inflação representa, segundo Barbosa, um diferencial de yield difícil de ignorar para quem gerencia capital em escala global.

“A atratividade de ganho é gigantesca”, afirmou o executivo. O problema, reconheceu, está na execução. Muitos investidores estrangeiros têm interesse, mas esbarram em dúvidas sobre como alocar, como estruturar operações e como lidar com o ambiente jurídico e político do país.

Receio político como barreira

O executivo foi direto ao identificar os freios ao fluxo de capital externo para o agro. Riscos políticos e jurídicos figuram entre as principais preocupações de quem olha o Brasil de fora. Para Barbosa, superar essa barreira depende de intermediários que conheçam o mercado e saibam operar com segurança dentro dele.

É nesse espaço que ele posiciona a parceria com a Amerra. A proposta, segundo o CEO da Multiplica, é trazer capital inteligente, de grande escala e custo mais baixo para dentro do ecossistema brasileiro do agronegócio.

Tecnologia como fator de eficiência

Questionado sobre o papel da tecnologia no setor, Barbosa foi categórico. A inteligência artificial já avança sobre o agro, e a tendência se acelera. O objetivo, disse ele, é sempre o mesmo independentemente da ferramenta.

“Qualidade de eficiência, melhoria de eficiência, melhor a produção, melhor a qualidade. Não tem como ninguém não investir em tecnologia para melhorar essa eficiência”, afirmou o executivo.

Sustentabilidade e eficiência

Barbosa ainda reconheceu avanços do Brasil na pauta ambiental, citando iniciativas como o combustível de milho, mas foi direto: “Falta muito ainda isso acontecer.” Segundo o executivo, o país precisa intensificar os esforços em sustentabilidade para se manter competitivo no radar dos investidores globais.

Na eficiência produtiva, o diagnóstico também é crítico. Segundo o executivo, os Estados Unidos produzem entre 20% e 30% mais por hectare do que o Brasil — e o gap só será fechado com mais investimento em tecnologia e maquinário. “Os investimentos ainda precisam acontecer muito mais rápido”, afirmou.

Brasil como foco de alocação

Na avaliação de Barbosa, o Brasil se consolidou como um dos principais destinos de capital global. “Você olha outros países, como a própria Europa, que está em uma situação completamente crítica, com guerra, abastecimento, energia. O Brasil acaba sendo uma escolha inevitável e de escala, que é o que um investidor de grandes capitais precisa”, disse.

O interesse existe, mas esbarra em barreiras concretas. “Muita gente tem dificuldade de saber como colocar dinheiro, como investir. Tem receios, principalmente com problemas políticos e jurídicos”, reconheceu.

Para o executivo, a saída está em “encontrar players e empresas que se disponham a trabalhar com segurança nesses mercados”, capazes de trazer capital externo para dentro do ecossistema brasileiro.

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