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Cerrado Mineiro certifica 419, 9 mil sacas de café com Denominação de Origem
Publicado 29/07/2026 • 07:30 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 29/07/2026 • 07:30 | Atualizado há 1 hora
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Pixabay
A Região do Cerrado Mineiro encerrou a safra de café 2025/2026 com 419,9 mil sacas certificadas pela Denominação de Origem (DO), consolidando um novo patamar ara o sistema de certificação da cafeicultura regional. Segundo a Federação dos Cafeicultores do Cerrado, o resultado representa uma mudança de escala em relação aos ciclos anteriores e reforça a certificação como um diferencial competitivo dos cafés produzidos na região.
Até a safra 2022/2023, o volume certificado ficava em torno de 150 mil sacas por ciclo. O avanço ganhou força na safra de 2024/2025, quando a certificação alcançou aproximadamente 420 mil sacas, quase triplicando o nível registrado anteriormente. Na temporada 2025/26, o volume foi mantido, fortalecendo a presença da Denominação de Origem no mercado de cafés brasileiros.
Para o diretor executivo da Federação dos Cafeicultores do Cerrado, Juliano Tarabal, o desempenho demonstra o amadurecimento do sistema de certificação, o reconhecimento da origem como atributo competitivo e o fortalecimento da Denominação de Origem. Segundo ele, o crescimento também reflete a maior confiança de produtores, cooperativas e compradores no modelo.
Durante a safra 2025/26, a Europa foi o principal destino das exportações de cafés certificados pela Denominação de Origem. O continente recebeu 132,2 mil sacas, volume equivalente a 68,5% dos embarques internacionais certificados.
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A distribuição das exportações também envolveu a América do Norte, responsável por 22% do total. seguida pela Ásia, com 3,8%; pelo Oriente Médio, com 3,3%; e pela Oceania, com 2,4%. Entre os principais compradores estiveram Itália, Estados Unidos, Polônia, Reino Unido e Espanha. Juntos, esses cinco mercados concentram 61,3% dos cafés certificados exportados pela região.
A base de rastreabilidade do sistema registrou 279 compradores ao longo da safra. O maior comprador individual representou 7,7% do volume certificado, enquanto os 20 principais compradores concentram 68,5% das sacas certificadas. De acordo com a Federação de Cafeicultores do Cerrado, a presença de diferentes agentes comerciais permite acompanhar o percurso do café certificado ao longo de toda a cadeira produtiva, ampliando a transparência do sistema.
As cooperativas filiadas à Federação dos Cafeicultores do Cerrado tiveram participação decisiva nos resultados alcançados pela Denominação de Origem. Elas concentraram a maior parte das certificações realizadas no período e deram suporte aos produtores interessados em ampliar a adesão ao sistema.
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Siga o Times | CNBCEntre as cooperativas envolvidas estão Expocacer, Carpec, monteCCer, Coopadap, Carmocer e Coocacer Araguari. Essas organizações contribuem para expandir o alcance da certificação e fortalecer a identificação de origem dos cafés do Cerrado Mineiro.
O sistema de Denominação de Origem conta com exportadores credenciados que fazem a conexão entre os cafés certificados da região e compradores de diferentes países. Participam desse processo as empresas Cafebras, NKG Stockler, Sucafina, Volcafe, Nucoffee, Dreyfus e Veloso Green Coffee.
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A Denominação de Origem também alcançou consumidores por meio da aplicação de cerca de 10 milhões de selos em embalagens de café comercializadas no Brasil e no exterior. Os produtos certificados chegaram a consumidores de mais de 50 países. O resultado foi impulsionado principalmente pela parceria com a illycaffè, que utiliza a certificação para comunicar a procedência e a autenticidade dos cafés produzidos no Cerrado Mineiro.
Para a safra 2026/27, a Federação dos Cafeicultores do Cerrado e suas cooperativas estabeleceram a meta de certificar pelo menos 600 mil sacas com Denominação de Origem. O objetivo representa um crescimento de 42,9% em relação ao ciclo encerrado em junho.
A estratégia prevê ampliar a adesão de produtores ao sistema, fortalecer a atuação conjunta com cooperativas, exportadores e armazéns credenciados e aumentar a presença dos cafés com origem certificada nos mercados nacional e internacional.
Reconhecida como a primeira Denominação de Origem de cafés do Brasil, a Região do Cerrado Mineiro reúne cerca de 4.500 produtores distribuídos em 55 municípios.
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