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Febraban Tech: Claro quer ampliar acesso de pequenas e médias empresas a soluções de IA, diz diretor Mario Rachid
Publicado 26/08/2026 • 20:48 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 26/08/2026 • 20:48 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
A Claro quer ampliar o acesso de pequenas e médias empresas à capacidade de processamento necessária para desenvolver aplicações de inteligência artificial, por meio da nova plataforma Claro Cloud, segundo o diretor executivo de soluções digitais da Claro Empresa, Mario Rachid. A solução, desenvolvida a partir de uma parceria com a Oracle, foi apresentada pelo executivo durante a Febraban Tech 2026, em São Paulo.
Em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, Rachid explicou que a parceria entre as duas companhias já existe há alguns anos e agora avança com uma oferta voltada ao uso de GPUs como serviço. “A gente está tentando democratizar o uso da GPU. A gente consegue fazer com que a GPU chegue a empresas menores, médias, que não tinham acesso a ela”, afirmou.
Segundo o diretor, essa infraestrutura permitirá que companhias com menor capacidade de investimento comecem a testar aplicações de análise de dados e inteligência artificial agêntica, sem a necessidade de manter toda a estrutura computacional necessária por conta própria.
“Podem começar a testar a parte de analíticas, toda a parte agêntica”, disse Rachid. Para ele, ampliar o acesso a esse tipo de processamento abre novas possibilidades para empresas que até então encontravam barreiras para utilizar tecnologias mais intensivas em capacidade computacional.
Na avaliação de Rachid, a inteligência artificial aplicada à análise de dados está entre os assuntos que mais ganharam espaço nas discussões da Febraban Tech. O executivo destacou também os investimentos das instituições financeiras em automação e agentes de IA.
“O principal tema da feira é a questão de analíticas. A gente vem vendo os bancos investindo muito em todos esses aspectos, o mercado financeiro de forma geral, automatização, toda a parte de agentes que têm sido criados”, afirmou.
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Segundo ele, essas tecnologias vêm sendo adotadas para aumentar produtividade e confiabilidade dos processos. Ao mesmo tempo, o avanço da digitalização torna a segurança um elemento central para instituições que trabalham com grandes volumes de informações.
Rachid afirmou que essa preocupação também orientou o desenvolvimento da plataforma criada com a Oracle. “A gente criou esse produto com a parte de security by design”, destacou, ao explicar que os mecanismos de proteção são considerados desde a concepção da solução, em vez de serem adicionados somente depois.
O avanço da inteligência artificial agêntica também já provoca mudanças na forma como os consumidores se relacionam com as empresas, segundo Rachid. Na Claro, agentes de IA passaram a desempenhar funções que antes dependiam de sistemas de atendimento mais rígidos.
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“Hoje eu faço um atendimento através de um agente via WhatsApp e esse atendimento é todo feito através pelo agente”, explicou. Segundo o executivo, tecnologias anteriores apresentavam limitações que podiam tornar a interação excessivamente robotizada e frustrar o usuário.
Com a IA, Rachid afirma que a conversa se tornou mais natural. “Antes você não conseguia fazer isso, tinha uma dificuldade, o meu cliente acabava perdendo a paciência porque aquilo ficava muito robotizado. Agora não, agora parece uma coisa muito natural”, disse.
A companhia também passou a utilizar inteligência artificial para analisar as próprias interações com os consumidores. Rachid citou um processo no qual ligações e atendimentos são transcritos para texto, permitindo identificar pontos que podem ser aprimorados.
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Siga o Times | CNBC“A gente hoje transcreve todas as ligações ou atendimentos que faz via telefone para texto e consigo olhar para aquilo e melhorar o atendimento”, afirmou. Segundo ele, o processo tem contribuído para avanços no NPS e na qualidade dos serviços prestados.
A expansão dos serviços em nuvem e o aumento da circulação de dados elevam, na visão de Rachid, a necessidade de incorporar mecanismos de proteção desde as primeiras etapas do desenvolvimento tecnológico.
“Ao lançar um produto, a gente já desenha ele com essa preocupação. Tudo que sai hoje da Claro para o mercado sai com a preocupação de segurança”, explicou.
O diretor afirmou que a companhia também vem ampliando estruturas utilizadas para monitorar e proteger suas redes. Segundo ele, a Claro mantém dois centros de operações de segurança interligados, um em São Paulo e outro no Rio de Janeiro, estrutura que também é utilizada para atender clientes empresariais.
Para Rachid, esse cuidado ganha ainda mais importância à medida que serviços financeiros, telecomunicações, nuvem e inteligência artificial passam a operar de maneira cada vez mais integrada.
O executivo também destacou a velocidade com que empresas e consumidores brasileiros incorporam novas tecnologias. Segundo ele, algumas aplicações desenvolvidas no país já estão próximas da fronteira de inovação observada nos principais mercados internacionais.
“A gente tem feito coisas aqui que ainda estão bem na vanguarda”, afirmou. Rachid citou especialmente o desenvolvimento de soluções agênticas e comparou a velocidade de adoção brasileira à evolução observada em mercados como Estados Unidos e China.
“Países como os Estados Unidos e a China vêm evoluindo muito, trazendo muita tecnologia, mas a gente adota isso muito rápido e traz muito rápido para a nossa realidade”, ressaltou.
A estratégia da companhia para os próximos meses deverá continuar concentrada nas áreas discutidas durante o evento. Além da Claro Cloud, Rachid afirmou que estão previstos investimentos em GPU como serviço, segurança e internet das coisas (IoT).
“Estamos fazendo investimento em GPU as a Service e acompanhando muito de perto, junto com o governo, a parte de soberania. A gente quer participar de alguma forma desse processo”, afirmou.
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Segundo Rachid, a parceria com a Oracle também ajuda a acelerar a chegada ao Brasil de tecnologias desenvolvidas em outros mercados. “Eles trazem para a gente muito da inovação, do que fazem lá fora. A gente usa muito essa parceria para trazer essa coisa rápida para cá”, explicou.
O diretor acrescentou que a Claro acompanha ainda oportunidades relacionadas à segurança e à internet das coisas. “Tem muita coisa para sair dentro desse caminho”, concluiu.
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