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EXCLUSIVO: Fraude do Banco Master elevou o Risco Brasil mais que designação de facções como terroristas, diz estudo
Publicado 15/08/2026 • 20:00 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 15/08/2026 • 20:00 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
Agência do Banco Master; PF investiga aplicações de R$ 97 milhões da previdência de Maceió em letras financeiras da instituição.
O colapso do Banco Master custou mais caro à imagem do Brasil no exterior do que a designação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas pelos Estados Unidos. É o que aponta um levantamento do IBEVAR e da FIA Business School, que cruzou 7.216 reportagens publicadas em 89 países e 465 veículos sobre os dois episódios.
Os dois casos tiveram volume de cobertura próximo, mas produziram efeitos opostos sobre a leitura internacional do Brasil, conforme o levantemento identificou. A designação das facções foi majoritariamente enquadrada como pressão eleitoral de Washington. Já o escândalo do Master resultou em crítica direta às instituições brasileiras.
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Na semana em que as revelações sobre o banco ganharam repercussão internacional, a Bolsa de Valores de São Paulo caiu 3,71% e o dólar ultrapassou os R$ 5. O estudo associa o movimento à precificação de um Banco Central que demorou a agir e de um Supremo Tribunal Federal citado nas reportagens sobre o caso.
A designação terrorista não teve o mesmo reflexo direto sobre os ativos brasileiros, segundo o estudo. Assim, o mercado tratou os dois eventos como frentes de risco com pesos diferentes.
Elaboração: Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC | Fonte: IBEVAR & FIA Business School
O IBEVAR descreve o risco-Brasil pós-2025 em três frentes. Uma é o risco fiscal e político, já conhecido dos investidores. Outra é o risco institucional e financeiro, agravado pelo caso Master. A terceira é o risco de contágio criminal, que o instituto classifica como subprecificado pela imprensa estrangeira.
Do total de reportagens internacionais sobre o Master, 82% foram críticas ou muito críticas às instituições brasileiras, aponta o levantamento. Argentina, Espanha e Cuba lideraram o volume de cobertura sobre o escândalo, segundo a contagem do instituto.
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Entre os 24 países com maior volume de cobertura, 22 defenderam a soberania brasileira diante da designação do PCC e do CV, mostra a pesquisa do IBEVAR. Bolívia e Honduras, países onde as facções operam como ameaça doméstica, ficaram entre as exceções.
Assim, o instituto conclui que o risco-Brasil ligado à designação terrorista ficou concentrado na dimensão diplomática, sem o mesmo efeito sobre o custo de financiar o país observado no caso do banco.
O IBEVAR reconstituiu a cronologia do colapso a partir da cobertura internacional. Na segunda-feira (17), a Polícia Federal barrou o banqueiro Daniel Vorcaro em um jato em Guarulhos, quando o Banco Central já liquidava a instituição. Na quarta-feira (4), o STF mandou prender a antiga cúpula do banco.
Na sexta-feira (15), um áudio vazado ligando o caso a Flávio Bolsonaro produziu o pico de 43 reportagens em um único dia, segundo o levantamento. Na quinta-feira (18), a Polícia Federal mirou um aliado de Lula no Senado, no que o instituto registra como o maior volume diário de cobertura, com 57 reportagens.
O efeito do escândalo sobre o risco-Brasil vai além da repercussão imediata dos fatos, diz Claudio Felisoni, presidente do IBEVAR e professor da FIA Business School. Em suas palavras, “o custo não está na manchete sobre o crime. Está na confiança, e confiança, uma vez precificada como risco, não volta de graça”.
A imagem do Brasil no exterior depende do enquadramento dado a cada episódio pela imprensa internacional, acrescenta Felisoni. Segue a citação: “a imagem do Brasil não se mede pelo que acontece, e sim pelo tom com que o mundo julga cada choque”.
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