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‘Pix americano’ existe? Entenda como funcionam os pagamentos instantâneos nos EUA
Publicado 08/05/2026 • 08:58 | Atualizado há 5 dias
Publicado 08/05/2026 • 08:58 | Atualizado há 5 dias
KEY POINTS
Foto: Unsplash
Pix americano
A discussão sobre sistemas de pagamentos instantâneos ocorre em meio a tensões comerciais entre Brasil e Estados Unidos e à atenção crescente sobre o Pix como infraestrutura financeira.
O governo brasileiro reforçou a defesa do modelo diante de questionamentos do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), sobre possíveis impactos a empresas privadas de pagamento.
Em paralelo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva falou com a imprensa após o encontro com Donald Trump, na Casa Branca, na última quinta-feira (7). Lula afirmou que pretendia tratar do Pix na reunião, mas que o assunto não chegou a ser discutido.
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Nos Estados Unidos, os pagamentos instantâneos são viabilizados por diferentes infraestruturas, entre elas o FedNow, do Federal Reserve (banco central dos EUA), e a rede privada RTP, da The Clearing House, que operam em tempo real para instituições financeiras participantes.
Um dos principais avanços recentes nesse campo é o FedNow, infraestrutura de pagamentos instantâneos desenvolvida pelo Federal Reserve.
O serviço permite pagamentos em tempo real, 24 horas por dia, sete dias por semana, entre instituições financeiras participantes. No entanto, sua cobertura depende da adesão dessas instituições ao sistema.
Além dele, o país conta com o RTP (Real-Time Payments), infraestrutura privada da The Clearing House, em operação desde 2017, que também permite transferências imediatas entre instituições financeiras nos Estados Unidos.
Outro pilar importante desse ecossistema está nas plataformas digitais amplamente utilizadas pelos consumidores. Serviços como Zelle e PayPal desempenham papel central nas transferências entre pessoas e pagamentos do dia a dia.
Embora ofereçam rapidez e praticidade, esses serviços operam em plataformas distintas, e a disponibilidade e a experiência de uso variam de acordo com a instituição financeira ou o aplicativo utilizado.
A principal diferença em relação ao modelo brasileiro está na governança. No Brasil, o Pix foi estruturado pelo Banco Central, com regras nacionais e participação obrigatória, em sua formulação original, para grandes instituições financeiras.
Esse desenho favoreceu a rápida disseminação do sistema e contribuiu para ampliar o acesso e o uso de serviços de pagamento.
Já nos Estados Unidos, coexistem infraestruturas públicas e privadas de pagamentos instantâneos, e o alcance do FedNow depende da adesão das instituições participantes. Com isso, a experiência do usuário pode variar conforme o banco, a rede ou a plataforma utilizada.
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Na prática, os pagamentos instantâneos nos Estados Unidos não se concentram em uma única infraestrutura, mas em diferentes sistemas, como o FedNow e o RTP, que oferecem funcionalidades de transferências em tempo real
Já o modelo brasileiro se distingue por reunir o Pix em uma infraestrutura nacional padronizada sob coordenação do Banco Central, enquanto o mercado americano permanece apoiado em múltiplos operadores.
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