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Berkshire sem Buffett deve manter cautela e caixa elevado

Publicado 06/05/2026 • 22:46 | Atualizado há 14 minutos

KEY POINTS

  • Economista afirma que Greg Abel tem perfil alinhado ao de Warren Buffett na gestão de caixa.
  • Berkshire Hathaway acumula quase US$ 400 bilhões em caixa e aplicações de curto prazo.
  • Para Eduardo Levy, cenário de juros altos, tarifas e tensão geopolítica exige preparo para aproveitar oportunidades.

A saída de Warren Buffett do comando executivo da Berkshire Hathaway não deve provocar uma mudança relevante na estratégia da companhia, segundo Eduardo Levy, economista e sócio responsável pela LB Endow.

Em entrevista ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC, Levy afirmou que Greg Abel, sucessor de Buffett, tem perfil operacional forte e deve preservar a postura cautelosa da Berkshire na alocação de capital. “A resposta pode ser um pouco entediante, porque nada deve mudar muito”, disse.

Segundo o economista, a Berkshire passou a reduzir posições em bolsa e a reforçar caixa a partir do avanço dos juros de curto e médio prazo nos Estados Unidos. A reserva da companhia chegou a quase US$ 400 bilhões, valor que, segundo Levy, supera o PIB da maioria dos países.

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Levy afirmou que Abel deve manter uma estratégia parecida com a de Buffett, com foco em liquidez e disciplina na hora de investir. “O Greg é conhecido por ter um perfil operacional muito forte e por ter uma característica muito parecida com a do Warren Buffett, que é a cautela na utilização do caixa nesse momento”, disse.

Na avaliação do economista, o cenário atual favorece empresas com caixa elevado e capacidade de agir rapidamente em momentos de estresse. Ele citou a combinação de guerra tarifária, tensões no Oriente Médio, juros ainda altos nos Estados Unidos e risco de inflação como fatores que aumentam a volatilidade.

“Esse é um momento em que nós não só passamos por um momento de volatilidade. Eu não vou usar o termo crise, mas a verdade é que são mini crises todos os dias”, afirmou.

Levy disse que parte do mercado vê risco de uma “tempestade perfeita”, com pressão inflacionária e juros elevados, apesar da valorização das bolsas. Para ele, a Berkshire está bem posicionada porque mantém boa parte dos recursos em títulos de curtíssimo prazo, com liquidez para aproveitar oportunidades.

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“O dinheiro da Berkshire Hathaway está quase todo em Treasuries ou títulos de curtíssimo prazo, de menos de um ano, o que faz com que isso seja praticamente dinheiro que possa ser utilizado rapidamente quando uma boa oportunidade aparecer”, afirmou.

Segundo Levy, a visão de longo prazo deve continuar sendo parte central da estratégia da companhia sob Greg Abel, ainda sob influência e mentoria de Buffett. “A cabeça de longo prazo da empresa continua sendo parte da estratégia que o Greg não vai deixar de seguir”, disse.

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