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Ciências e Saúde

GLP-1 cria bolha no setor farmacêutico e esconde fraqueza do restante da indústria

Publicado 04/05/2026 • 12:44 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • GLP-1 responde por 38% dos fluxos comerciais projetados no pipeline de fase avançada das grandes farmacêuticas em 2025
  • Retorno em P&D do setor cai de 7% para 2,9% quando medicamentos para obesidade e diabetes são excluídos da análise
  • Pela primeira vez em 16 anos, oncologia perde o posto de maior contribuinte para o valor do pipeline farmacêutico tardio
Novo Nordisk reduz preço do Wegovy

Wegovy, da Novo Nordisk.

Caixa do Wegovy, medicamento análogo ao GLP-1 da Novo Nordisk

Os medicamentos da classe GLP-1 para obesidade e diabetes impulsionaram o retorno em pesquisa e desenvolvimento das 20 maiores farmacêuticas do mundo para 7% em 2025, o melhor resultado em anos e o terceiro avanço consecutivo. O dado é do relatório publicado nesta segunda-feira (4) pela Deloitte.

Por trás do número, porém, há uma concentração de risco que preocupa: sem os ativos GLP-1 e GIP da análise, o retorno do setor despenca para 2,9%, abaixo dos 3,8% registrados em 2024.

“É uma bolha, porque muita coisa está concentrada”, afirmou Hanno Ronte, sócio de Ciências da Vida e Saúde da Deloitte, ao programa Squawk Box Europe, da CNBC.

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Obesidade supera oncologia pela primeira vez em 16 anos

Pela primeira vez em 16 anos, a oncologia perdeu o posto de maior contribuinte para o valor do pipeline de fase avançada das farmacêuticas. Os tratamentos para obesidade assumiram a liderança, respondendo agora por cerca de 25% das vendas totais projetadas do pipeline tardio. A oncologia recuou para 20%.

A ascensão é significativa: em 2022, os ativos para obesidade representavam apenas 1% do valor projetado. Hoje, os medicamentos GLP-1 e GIP respondem por cerca de 38% de todos os fluxos comerciais projetados no pipeline de 2025.

Concentração em poucos ativos amplifica o risco

O relatório da Deloitte identificou que apenas 54 indicações consideradas mega-blockbusters, representando 9% do pipeline tardio, devem gerar cerca de 70% das vendas totais ajustadas ao risco. O grau de concentração, segundo a consultoria, cria um ambiente de alto risco, no qual poucos ativos sustentam os retornos do setor inteiro, com maior sensibilidade a choques em áreas terapêuticas específicas.

“A questão é: você simplesmente dobra a aposta nisso, o que seria a bolha, ou diz ‘vou tentar encontrar a próxima onda científica’?”, questionou Ronte.

Ciência ainda mapeia os limites dos GLP-1

A demanda por medicamentos como Wegovy, da Novo Nordisk, e Zepbound, da Eli Lilly, segue aquecida, mas os cientistas ainda investigam os limites e possibilidades dos GLP-1. O GLP-1 da Novo Nordisk é aprovado para reduzir riscos cardiovasculares e tratar doenças renais e hepáticas. A combinação GLP-1 e GIP da Eli Lilly tem aprovação para tratar apneia do sono em pacientes com obesidade.

Um ensaio clínico da Novo Nordisk sobre o efeito da semaglutida, princípio ativo do Ozempic e do Wegovy, na progressão do Alzheimer não demonstrou retardo significativo da doença, mas apontou impacto em proteínas associadas ao Alzheimer e em biomarcadores de inflamação sistêmica. Pesquisas também indicam potencial dos GLP-1 no tratamento de dependência química.

“Ainda estamos surfando essa onda, e é por isso que as pessoas estão investindo. Quando você surfa uma onda e precisa dividi-la com muita gente, não sobra muito espaço”, disse Ronte.

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