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Mounjaro domina 57% do mercado de GLP-1 no Brasil antes da chegada dos genéricos do Ozempic
Publicado 25/06/2026 • 07:18 | Atualizado há 45 minutos
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Publicado 25/06/2026 • 07:18 | Atualizado há 45 minutos
KEY POINTS
MKPhoto / stock.adobe.com
Mounjaro segue como o medicamento GLP-1 de maior valor unitário nas farmácias brasileiras. Levantamento da InfoPrice, empresa especializada em inteligência comercial para o varejo, mostra que a caneta de tirzepatida na dosagem de 25mg chegou a R$ 4.006,82 entre março e maio de 2026, o preço mais alto entre os 13 produtos monitorados.
A pesquisa reuniu 6,27 milhões de capturas de preço em 13.392 farmácias de 924 redes varejistas do país. Os dados vêm de aplicativos e sites próprios das redes, pontos de venda físicos, aplicativos de entrega e notas fiscais eletrônicas, e consideram o valor efetivamente pago pelo consumidor.
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Segundo o estudo, o Mounjaro deve fechar 2026 com aproximadamente 57% de participação entre os medicamentos GLP-1 vendidos no Brasil. A semaglutida, presente em Ozempic e Wegovy, soma os 43% restantes. O mercado brasileiro de GLP-1 deve movimentar R$ 20 bilhões neste ano, segundo o banco UBS BB, impulsionado pela demanda por tratamentos de obesidade e controle glicêmico.
🔍 GLP-1: classe de medicamentos usada no tratamento de diabetes e obesidade, que imita um hormônio intestinal e ajuda a reduzir o apetite.
Desde agosto de 2025, o Mounjaro já detinha 49,6% das vendas de GLP-1 em farmácias brasileiras, segundo a InfoPrice. A liderança se confirmou no primeiro semestre de 2026 e ajuda a explicar por que as quatro dosagens mais caras do levantamento, 30mg, 25mg, 20mg e 15mg, pertencem à linha tirzepatida.
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No conjunto de todas as marcas e dosagens, o preço médio ponderado do trimestre foi de R$ 1.731,36. Já o preço mais frequente registrado ficou em R$ 999,00. O quartil inferior marcou R$ 1.514,81 e o superior, R$ 1.889,34. O menor valor da pesquisa foi de R$ 649,50, referente ao Wegovy na dosagem de 0,25mg.
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Siga o Times | CNBCPor canal de venda, os aplicativos de entrega apresentaram os preços mais altos para praticamente todos os produtos monitorados. As notas fiscais eletrônicas, por outro lado, trouxeram os valores mais baixos, sobretudo nas dosagens mais altas do Mounjaro, em que a diferença entre canais superou R$ 1.000 por unidade. Pontos de venda físicos e os apps próprios das redes ficaram em faixa intermediária.
No acompanhamento semanal do Mounjaro 2,5mg, o preço médio passou por dois picos no período, um em 30 de março (R$ 1.782) e outro em 20 de abril (R$ 1.800), seguido de queda gradual em maio. O trimestre fechou em 25 de maio com média de R$ 1.722, próxima ao patamar do início do levantamento.
Em março de 2026, o Superior Tribunal de Justiça negou à Novo Nordisk a extensão de patente da semaglutida, molécula usada em Ozempic e Wegovy. A decisão abre caminho para a entrada de versões genéricas no país e coloca o Brasil entre os primeiros mercados do mundo a permitir essa concorrência, ao lado de Índia, China e Canadá.
🔍 Semaglutida: princípio ativo presente em Ozempic e Wegovy, da classe dos GLP-1, hoje sem proteção de patente no Brasil.
Segundo análise do Itaú BBA, a chegada de genéricos deve provocar queda de 30% a 50% nos preços de referência da semaglutida nos próximos 12 a 18 meses. A EMS já lançou os produtos Olire e Lirux, enquanto a Eurofarma colocou no mercado Poviztra e Extensior. Juntos, os laboratórios nacionais somam capacidade estimada de 750 mil canetas por mês, volume que deve reduzir a dependência de importação e pressionar os preços do Ozempic original.
Desde abril de 2025, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária passou a exigir retenção de receita médica para a dispensação de canetas GLP-1 nas farmácias. A medida busca coibir o uso sem prescrição e impõe uma barreira à expansão do canal de venda livre desses medicamentos.
Para Paulo Garcia Neto, CEO da InfoPrice, o monitoramento contínuo de preços em mais de 13 mil pontos de venda permite entender como fatores regulatórios, concorrência e diferenças regionais afetam o bolso do consumidor. Segundo ele, o mercado de GLP-1 passa por uma mudança rápida no Brasil.
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