Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Colcci aposta na força da marca para disputar mercado de jeans de R$ 32,9 bilhões
Publicado 05/11/2026 • 07:39 | Atualizado há 1 hora
O que os bilionários de Wall Street estão dizendo sobre a vitória esmagadora dos democratas nas eleições de meio de mandato
Trump fala sobre salão de festas da Casa Branca enquanto Vance atribui derrota republicana à guerra contra o Irã
Empresas hyperscalers e Apple disparam após resultados eleitorais eliminarem incerteza dos investidores
Bilionários da tecnologia sofrem com a vitória esmagadora dos democratas sobre os republicanos
Eleições nos EUA: primeiras urnas fecham enquanto o controle da Câmara e do Senado permanece indefinido
Publicado 05/11/2026 • 07:39 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
Com cerca de 850 mil peças de jeans produzidas por ano, segundo dados divulgados pela própria empresa, a Colcci construiu um negócio que vai além da fabricação de roupas. Em quatro décadas de história, a marca brasileira transformou o denim em um dos principais elementos de sua identidade, combinando produção, distribuição e investimentos em imagem para competir em um mercado cada vez mais disputado.
O tamanho dessa disputa ajuda a dimensionar a estratégia. Segundo levantamento da Euromonitor International, o mercado brasileiro de jeans movimentou R$ 32,9 bilhões em 2025, crescimento de 9% em valor sobre o ano anterior. A consultoria projeta que o segmento alcance R$ 49,4 bilhões até 2030, expansão de aproximadamente 50% em relação ao patamar de 2025.
O desempenho reflete um mercado em transformação. Entre os fatores que impulsionam o setor, a Euromonitor destaca a procura por produtos de maior valor agregado, movimento que amplia as oportunidades para marcas capazes de oferecer diferenciação. A alta das vendas em valor, no entanto, não significa necessariamente um aumento equivalente na quantidade de peças comercializadas, já que também pode refletir preços mais elevados e mudanças no perfil dos produtos consumidos.
Para empresas como a Colcci, esse cenário reforça a importância do posicionamento comercial. Em um segmento que tem Riachuelo, Renner e C&A entre seus principais participantes, segundo a consultoria, construir uma identidade reconhecível é uma forma de competir sem depender exclusivamente de preço e volume. A proposta envolve associar o produto a atributos como design, qualidade e estilo, capazes de influenciar a percepção de valor do consumidor.
Fundada em 1986, em Brusque, Santa Catarina, pela estilista Lila Colzani, a Colcci iniciou sua trajetória no segmento infanto-juvenil e ampliou sua atuação para diferentes categorias do vestuário. A transformação ganhou força a partir de 2000, quando passou a integrar a AMC Têxtil, grupo empresarial da família Menegotti que também reúne marcas como Forum, Triton e Tufi Duek.
A integração a uma estrutura empresarial com atuação industrial e comercial permitiu à Colcci desenvolver sua presença em diferentes canais de venda. A AMC combina fabricação, atacado e varejo, modelo que permite administrar marcas com propostas distintas dentro de uma mesma organização.
O grupo reúne mais de 175 unidades franqueadas e oito lojas próprias, considerando seu portfólio de marcas. A estrutura comercial também inclui escritórios parceiros, que participam da distribuição de seus produtos.
No caso da Colcci, a presença no mercado combina franquias, lojas multimarcas e comércio eletrônico. Essa diversificação amplia as possibilidades de alcançar consumidores e reduz a dependência de um único canal de vendas, característica relevante para uma empresa que precisa conciliar alcance comercial com a preservação de sua identidade.
A produção de jeans representa uma parte importante dessa operação, mas a capacidade de fabricar e distribuir peças não é suficiente, isoladamente, para garantir competitividade. Em um mercado no qual o denim está presente tanto nas grandes redes varejistas quanto em marcas de posicionamento mais elevado, a construção de imagem passa a exercer uma função estratégica.
Leia também: SPFW N61: a moda brasileira sabe criar. Mas sabe fazer negócios?
Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.
Siga o Times | CNBCAo longo de sua trajetória, a Colcci investiu na associação de seu nome a personalidades, campanhas e grandes eventos de moda. Um dos episódios mais conhecidos aconteceu em 2015, quando Gisele Bündchen se despediu das passarelas durante um desfile da marca no São Paulo Fashion Week.
A parceria com a modelo ajudou a projetar a Colcci para além das coleções e ilustra o papel da comunicação em sua estratégia comercial. No setor de moda, campanhas e associações com personalidades podem contribuir para ampliar o reconhecimento de uma marca, aproximá-la de novos públicos e fortalecer o valor percebido de seus produtos.
Essa construção de identidade também passa pelo aproveitamento do próprio acervo criativo. A coleção Essence Verão 27, por exemplo, recupera referências de Paradise Island, linha de inspiração surf lançada em 2012, e as reinterpreta a partir de uma estética contemporânea, marcada por elementos retrô e referências internacionais.
O jeans permanece como protagonista, com lavagens expressivas, modelagens amplas e novas proporções, acompanhado por peças mais leves. Fotografada em Ibiza, a campanha reforça a associação entre a marca, a moda e um estilo de vida ligado a viagens e comportamento.
A divulgação também incorpora o marketing de influência. Para apresentar Essence, a empresa reuniu 20 criadoras de conteúdo em São Paulo, explorando diferentes possibilidades de combinação das peças. A iniciativa integra uma estratégia de comunicação que utiliza diferentes perfis e linguagens para ampliar a exposição da coleção.
Revisitar o próprio acervo representa uma maneira de aproveitar o reconhecimento acumulado pela marca ao longo dos anos. Ao recuperar elementos conhecidos e adaptá-los às preferências atuais, a Colcci procura manter sua identidade e, ao mesmo tempo, dialogar com novas gerações de consumidores.
A escolha acompanha um movimento mais amplo do setor, no qual a diferenciação dos produtos e a percepção de valor ganham importância diante da concorrência. Para marcas com trajetória consolidada, preservar características reconhecíveis pode contribuir para a fidelização, enquanto a renovação das coleções ajuda a manter o interesse do público.
Para a Colcci, o desafio é converter esse patrimônio de marca em resultados comerciais. Embora a empresa não divulgue publicamente indicadores financeiros detalhados, como receita individual e participação no mercado brasileiro de jeans, sua estratégia reúne três componentes relevantes para o negócio: capacidade produtiva, distribuição e reconhecimento de marca.
Em um setor que movimenta bilhões de reais e reúne concorrentes de diferentes portes, essa combinação ajuda a explicar por que o valor de uma empresa de moda não está apenas nas peças que produz, mas também na força d
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Zapping | Novos Streamings
Maiores Audiências
1
Após negociação com Lula, Alcolumbre garante cargos de direção no Banco do Brasil para aliados
2
Crise em banco ligado ao presidente do Paraguai derruba chefe do BC e deixa 3 milhões de clientes sem acesso ao dinheiro
3
Eleições nos EUA: democratas vencem, conquistam Congresso e impõem derrota a Trump
4
Trump perde o Congresso após vitória dos democratas nas eleições dos EUA; veja as consequências
5
Binance: Coreia do Norte nega roubo de US$ 6 bilhões em criptomoedas