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Crédito segue como trava central para pequenos negócios em 2026, diz Sérgio All
Publicado 18/04/2026 • 06:00 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 18/04/2026 • 06:00 | Atualizado há 2 meses
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Wikimedia Commons
O otimismo de parte do empresariado brasileiro para 2026 esbarra em um problema estrutural: a dificuldade de acesso ao crédito, especialmente entre pequenos empreendedores que seguem enfrentando juros altos e barreiras no relacionamento com o sistema financeiro. A avaliação é de Sérgio All, Notável do Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC.
Ele afirmou que 2025 já foi um ano desafiador para quem depende de financiamento para manter ou expandir o negócio e disse que a perspectiva para 2026 ainda carrega incertezas, mesmo em um ano marcado por eleições e Copa do Mundo.
“2025 foi um ano muito desafiante quando se trata de crédito, e com uma perspectiva de que 2026 seja diferente por ser um ano de Copa e de eleições”, afirmou. Segundo ele, muitos empreendedores ainda tentam entender como acessar financiamento em um ambiente de Selic elevada.
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Na avaliação do Notável, o problema não está apenas no custo do dinheiro, mas também na forma como as instituições financeiras se relacionam com a base do empreendedorismo no país. Segundo ele, boa parte dos brasileiros empreende por necessidade, muitas vezes sem capital inicial e com estrutura financeira limitada.
“Sempre foi difícil o atendimento e o relacionamento com as instituições financeiras, até porque a grande maioria no Brasil empreende por necessidade e com caixa zero”, disse. “O mundo está mudando e os bancos precisam rever a forma de construir o relacionamento com o cliente final, que é o empreendedor periférico.”
All também afirmou que o acesso ao crédito fica ainda mais restrito quando o recorte inclui perfil racial e gênero. Ele cita que empreendedores pretos e mulheres continuam encontrando dificuldade para construir relacionamento com o sistema bancário, mesmo apresentando bom comportamento de pagamento.
“Se pegarmos recortes de pessoas pretas ou de mulheres, que são as melhores pagadoras, vemos que estão tendo dificuldade de acesso ao crédito e não conseguem gerar relacionamento”, disse. “Eles estão fazendo do limão uma torta, buscando ferramentas para produzir mesmo com um crédito que está muito difícil no país.”
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Para 2026, All avalia que a sobrevivência e o avanço dos negócios dependerão da capacidade de adaptação, do uso de novas ferramentas e do ganho de eficiência em um cenário ainda restritivo para a maior parte das empresas.
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Seguir no Google“A expectativa de que o mercado vai melhorar depende muito do posicionamento deles e de entender como os pequenos e os grandes estão se suportando no mercado”, afirmou. “É preciso encontrar meios e novas ferramentas para tentar ter acesso a esse recurso que ainda é escasso para a grande maioria.”
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