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CVC: entenda como a Apex Partners ultrapassou 25% de participação sem OPA
Publicado 15/08/2026 • 21:00 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 15/08/2026 • 21:00 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
Foto: Divulgação
CVC: entenda a mudança no estatuto que dispensou uma oferta aos acionistas
A CVC abriu uma exceção em seu estatuto para permitir que um grupo de acionistas ultrapassasse o limite que poderia obrigar a realização de uma oferta pública de aquisição de ações (OPA). A decisão ocorreu em maio, após um acordo entre investidores ligados à Apex Partners e ao fundo GJP, ligado à família de Guilherme Paulus.
O ponto central é que a CVC não retirou a obrigação de OPA para todos os acionistas. A Assembleia Geral Extraordinária aprovou uma dispensa específica, conhecida como waiver, para os investidores vinculados ao acordo firmado em 2 de abril de 2026.
A companhia possui em seu estatuto uma cláusula que estabelece a realização de OPA quando um acionista ou grupo atinge determinado nível de participação. A regra funciona como um mecanismo de proteção aos acionistas minoritários. Assim, eles também podem vender seus papéis diante de uma concentração relevante, conforme comunicado da CVC.
Até então, o limite de 25% tinha um peso importante na estrutura acionária da CVC. O problema surgiu quando investidores ligados à Apex Partners e ao fundo GJP passaram a atuar em conjunto.
O acordo foi assinado em abril e reuniu o GJP Fundo de Investimento Financeiro em Ações e fundos ligados à Carbyne e à Apex Partners. Fernando Antonio Kulnig Cinelli e suas respectivas afiliadas também fazem parte do acordo.
Dessa forma, com a união das participações, o bloco passou a concentrar aproximadamente 35,3% do capital da CVC, acima do limite de 25% previsto para acionar a OPA.
Leia também: Master Capixaba: quais fundos estão envolvidos na operação da Apex Partners
A operação ganhou novo peso após a crise envolvendo a Apex Partners, que passou a ser chamada de “Master Capixaba”. A gestora, que adquiriu uma participação relevante na CVC por meio de fundos ligados à Carbyne, tornou-se uma das partes do bloco formado com o GJP.
A mesma assembleia que aprovou a dispensa da OPA também elegeu Fernando Cinelli para o Conselho de Administração da CVC.
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Siga o Times | CNBCA CVC informou que Cinelli renunciou ao cargo de membro do Conselho de Administração da companhia. Em comunicado ao mercado, a empresa afirmou:
“A CVC BRASIL OPERADORA E AGÊNCIA DE VIAGENS S.A. (“CVC Corp”), nos termos do art. 26 do Regulamento do Novo Mercado da B3 S.A. – Brasil, Bolsa, Balcão, comunica aos seus acionistas e ao mercado em geral que recebeu, nesta data, o pedido de renúncia do Sr. Fernando Antonio Kulnig Cinelli ao cargo de membro do Conselho de Administração da CVC Corp.
A Companhia esclarece que o cargo em questão permanecerá vago até que seja oportunamente nomeado o respectivo substituto, nos termos da legislação aplicável e do Estatuto Social da CVC Corp”
Segundo informações divulgadas posteriormente, a dispensa recebeu 23% dos votos favoráveis do capital votante, enquanto 8,8% foram contrários e 67,7% dos acionistas se abstiveram. O resultado chamou atenção porque a CVC opera como uma corporation, com capital pulverizado e sem um controlador formal.
Leia também: Caso ‘Master capixaba’: mercado vê rombo multimilionário em operação da Apex Partners para compra da CVC
Assim, a mudança no estatuto permitiu que o bloco formado por Apex Partners/Carbyne e GJP ultrapassasse o limite de 25% sem acionar a OPA. A decisão não eliminou a proteção estatutária da CVC de forma geral, mas criou uma exceção para os investidores vinculados ao acordo.
“O empresário Fernando Antonio Kulnig Cinelli, fundador da Apex Partners, está dedicado e comprometido a contribuir da melhor forma para a preservação da companhia, seus investidores e acionistas. Com o gesto, ele demonstra sua disposição em esclarecer todas as questões levantadas com total transparência e idoneidade.”
Sobre a dispensa da obrigatoriedade de realização de oferta pública de aquisição de ações (OPA) caso os acionistas ultrapassem, em conjunto, os 25% de participação, a CVC informou que a cláusula permanece vigente e que não houve qualquer alteração ou supressão do mecanismo. Segundo a companhia, a assembleia aprovou apenas uma concessão específica, também conhecida como “waiver”. A empresa afirma ainda que essa possibilidade é prevista no Estatuto Social e que a decisão foi aprovada pela maioria dos acionistas presentes, sem a participação dos interessados.
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