Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Empresário que prepara empresa para venda pode elevar valor do negócio, afirma Misa Antonini
Publicado 26/08/2026 • 13:05 | Atualizado há 2 meses
Porsche revela o protótipo Mission S, que antecipa nova identidade de design
Bela Bajaria deixa cargo de diretora de conteúdo da Netflix e será substituída por Peter Rice
Nvidia e Cisco confirmam doações multimilionárias para salão de baile de Trump na Casa Branca
Dow Jones dispara mais de 500 pontos com investidores reduzindo exposição a ações ligadas à IA
Apple e Meta firmam parceria para permitir que modelo de IA Muse funcione em computadores Mac
Publicado 26/08/2026 • 13:05 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
O valor de uma empresa em uma negociação de venda não está apenas no faturamento ou no lucro atual, mas na capacidade de gerar resultados futuros sem depender do fundador. A avaliação é de Misa Antonini, CEO do G4, especialista em Finanças, notável do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, ao quadro Gestão e Estratégia.
Segundo Misa, a dependência do proprietário é um dos principais fatores que podem reduzir o poder de negociação de uma companhia. Quando clientes, fornecedores, aprovações e decisões importantes ainda passam pelo dono, o comprador tende a enxergar mais riscos na operação.
“O comprador não vai fazer a precificação do seu negócio pelo faturamento atual ou lucro dos últimos 12 meses. Ele vai precificar o seu negócio pelo potencial de lucro futuro da sua empresa sem você na gestão.”
Na avaliação da executiva, uma empresa mais estruturada, com processos, governança, tecnologia e uma equipe capaz de conduzir a operação sem o fundador, consegue chegar à mesa de negociação em uma posição mais favorável.
“A verdade nua e crua que o empresário muitas vezes recusa em entender é que o valor do seu negócio é o quanto que ele opera, o quanto que ele gera de resultado independente de você.”
Leia também: Gestão e Estratégia: Retenção de clientes define crescimento sustentável das pequenas empresas, diz Misa Antonini
Outro ponto destacado por Misa é o momento escolhido para vender. Segundo ela, o valor de mercado de uma empresa não segue uma trajetória linear: existe uma fase de crescimento, um período de maior valorização e, posteriormente, uma possível perda de valor.
Vender cedo demais pode significar negociar antes de a companhia ter histórico suficiente, processos e gestão profissionalizada. No outro extremo, esperar até que o dono esteja cansado ou enfrente problemas societários também pode enfraquecer a negociação, porque o comprador percebe a urgência e pode exigir um desconto.
Leia também: Gestão e Estratégia: Misa Antonini orienta empresários a diferenciar decisões estratégicas das operacionais
Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.
Siga o Times | CNBCPara a executiva, o empresário deve buscar uma janela em que a empresa esteja estruturada, mas ainda tenha perspectivas de crescimento. Identificar exatamente o pico de valor, porém, é difícil; por isso, ela trabalha com uma faixa de dois a três anos para avaliar o momento de precificação.
Misa afirma que um dos erros mais comuns é decidir vender e só então começar a preparar a companhia. Segundo ela, quando existe a possibilidade de uma operação futura, o empresário deveria iniciar o processo com antecedência. “Quando você define que o seu plano de longo prazo é a venda da empresa, você precisa prepará-la com dois, três anos.”
Entre as medidas citadas estão melhorar a governança e realizar uma auditoria financeira. Mesmo que a venda não aconteça, a estruturação pode deixar a empresa mais controlável e previsível, segundo a executiva.
A especialista também diferencia o preço negociado pelo negócio do valor efetivamente recebido pelo vendedor. Em uma operação de M&A, mecanismos como earn-out e contas de garantia (escrow) podem fazer com que parte do valor seja condicionada a resultados futuros ou reservada para eventuais passivos.
Outro ponto de atenção são os motivos que levam o empresário a colocar a empresa à venda. Aposentadoria, busca de capital para um novo negócio, uma sinergia estratégica com o comprador ou uma mudança estrutural no setor aparecem, na avaliação de Misa, entre as razões que podem permitir uma negociação mais planejada.
Leia também: Reuniões improdutivas comprometem gestão e desperdiçam tempo nas empresas, aponta Misa Antonini
Já exaustão do proprietário, conflitos entre sócios, medo de uma deterioração do cenário econômico ou pressão familiar podem resultar em uma venda precipitada e prejudicar a precificação.
A recomendação final da executiva é que o empresário defina o horizonte da companhia antes de precisar tomar uma decisão. Se a intenção for vender em três ou cinco anos, por exemplo, a preparação precisa começar antes desse período.
Um dos exercícios sugeridos por Misa é imaginar por quanto tempo o comprador precisaria manter o atual proprietário como CEO para que a operação continuasse funcionando. Quanto maior essa dependência, maior tende a ser o desafio para transformar o negócio em uma empresa efetivamente vendável.
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Zapping | Novos Streamings
Maiores Audiências
1
DECISÃO 2026: Flávio Bolsonaro tem 50% e Lula 49% em disputa pelo Planalto, mostra pesquisa Palver
2
Netflix demite mais de 1.000 funcionários, cerca de 6% de seu quadro, em meio à desaceleração do crescimento
3
Após aprovar fim da escala 6×1, Senado votará PEC da Segurança Pública nesta quinta-feira (15)
4
‘Yes! We Have No Bananas’; guerra no Irã encarece cadeia produtiva da fruta e pressiona mercado americano
5
Mitre tem queda de 9,3% nas vendas e fica sem lançamentos no terceiro trimestre, segundo prévia operacional