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Estrangeiros respondem por 60% das fusões e aquisições no setor de energia
Publicado 16/09/2026 • 15:00 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 16/09/2026 • 15:00 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
Foto: Unsplash
Estrangeiros respondem por 60% das fusões e aquisições no setor de energia
O mercado de energia no Brasil atraiu uma parcela significativa de capital internacional nos últimos três anos. O movimento envolve diferentes tipos de ativos e mostra como investidores estrangeiros têm participado das negociações no setor.
Um levantamento da consultoria Acorn Advisory, com dados da TTR Data de 2023 a 2026, mostra o peso desses investidores nas operações. A análise também aponta diferenças entre o perfil das compras estrangeiras e das negociações feitas por empresas brasileiras.
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Investidores de fora do país movimentaram 60% do valor das fusões e aquisições no setor de energia no período analisado. A participação, porém, cai para 30,7% quando o recorte considera apenas aquisições de controle.
A diferença indica uma concentração do capital internacional em negócios de maior porte. As operações com compradores estrangeiros tiveram ticket médio de R$ 1,2 bilhão, enquanto as transações domésticas registraram pouco mais de R$ 200 milhões.
Ainda de acordo com o levantamento, o setor registrou 189 aquisições de controle nos últimos três anos. Dentro desse setor, os compradores estrangeiros realizaram 24 operações em 2025, contra 13 em 2024.
Com isso, a participação do capital internacional nas aquisições de controle em energia avançou de 21% para 36% no período. Para a Acorn Advisory, a reorganização de portfólios por grandes grupos e a fragmentação do mercado de energias renováveis ajudam a explicar esse cenário.
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Siga o Times | CNBCEntre as 58 operações realizadas por investidores estrangeiros, aproximadamente metade envolveu ativos de geração. A energia solar liderou esse grupo, seguida pela geração eólica e hídrica.
Já transmissão e distribuição somaram cerca de 17% das transações. A Europa aparece como principal origem das empresas que compraram ativos brasileiros no período.
Entre os grupos citados pelo levantamento estão Iberdrola, com atuação concentrada em redes, além de Equinor, Statkraft e EDF, que realizaram operações em diferentes áreas de geração e energias renováveis.
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Para o segundo semestre, a Acorn Advisory avalia que as empresas devem concentrar esforços na conclusão dos processos que já começaram, em vez de iniciar novas operações de grande porte.
A proximidade das eleições também entra no cenário considerado pela consultoria. Segundo a análise, esse contexto pode levar as companhias a adotar uma postura mais cautelosa nas negociações do mercado de energia.
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