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Por que a Berkshire Hathaway escolheu casas em vez de inteligência artificial?

Publicado 02/06/2026 • 23:00 | Atualizado há 3 meses

KEY POINTS

  • Enquanto grande parte dos mercados direciona bilhões para empresas ligadas à I.A., a Berkshire Hathaway decidiu seguir outro caminho.
  • A companhia fez uma aposta bilionária no setor imobiliário dos Estados Unidos e reforçou a confiança em um setor.
  • A decisão marca um dos primeiros movimentos de Greg Abel como CEO da Berkshire Hathaway,
Berkshire Hathaway

Foto: Divulgação/ Berkshire

A Berkshire Hathaway, de Warren Buffett, registrou lucro líquido de US$ 25,667 bilhões no segundo trimestre deste ano.

Enquanto grande parte dos mercados direciona bilhões para empresas ligadas à inteligência artificial, a Berkshire Hathaway decidiu seguir outro caminho. A companhia fez uma aposta bilionária no setor imobiliário dos Estados Unidos e reforçou a confiança em um setor que atravessou desaceleração.

A decisão marca um dos primeiros movimentos de Greg Abel como CEO da Berkshire Hathaway, após assumir o comando da empresa no início de 2026. Além disso, o negócio indica como a companhia enxerga oportunidades de crescimento fora do setor de tecnologia.

Leia também: EXCLUSIVO CNBC: CEO da Taylor Morrison diz que venda à Berkshire marca nova fase para a companhia

Investimento da Berkshire em construtora

A Berkshire Hathaway anunciou a compra da Taylor Morrison Home em uma operação avaliada em US$ 6,8 bilhões (aproximadamente R$ 34 bilhões na cotação atual). A empresa oferecerá US$ 72,50 por ação em dinheiro, valor que representa um prêmio de 24% sobre o fechamento registrado em 29 de maio deste ano.

Ao considerar as dívidas da companhia, o acordo avalia a construtora em aproximadamente US$ 8,5 bilhões. O fechamento da operação deve acontecer no segundo semestre de 2026.

O que a compra revela sobre o mercado

A nova aquisição demonstra que a Berkshire acredita em uma recuperação do mercado habitacional dos Estados Unidos.

Mesmo com taxas de hipoteca elevadas e dificuldades de acesso à moradia, a empresa aposta na existência de uma demanda por imóveis. 

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Por isso a companhia escolheu ampliar sua presença em um setor tradicional em vez de concentrar recursos em negócios ligados à inteligência artificial.

Leia também: Greg Abel fecha primeiro grande negócio como CEO da Berkshire, e Buffett aprova

Experiência passada

A aposta não começou agora. A Berkshire já controla a Clayton Homes, uma das maiores fabricantes de casas pré-fabricadas dos Estados Unidos, prática comum no mercado americano.

Além disso, a companhia possui empresas de materiais de construção e a rede imobiliária Berkshire Hathaway HomeServices.

Mesmo após investir US$ 6,8 bilhões, a empresa mantém uma posição financeira robusta, com caixa próximo de US$ 400 bilhões.

Dessa forma, o movimento sinaliza que a Berkshire continua priorizando negócios ligados à economia real e vê espaço para crescimento no mercado imobiliário americano nos próximos anos.

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