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Falta de engenheiros ameaça expansão de ferrovias, alerta Nathalie Zanata, da Motiva Trilhos

Publicado 05/11/2026 • 17:48 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • A gerente Nathalie Zanata afirma que o setor metroferroviário enfrenta falta de profissionais qualificados para sustentar sua expansão.
  • A Motiva Trilhos estima precisar de 100 engenheiros até 2029, mas a demanda poderá aumentar com novos projetos.
  • Parcerias com universidades e formação interna estão entre as estratégias da empresa para reduzir a escassez de especialistas.

A expansão da infraestrutura metroferroviária brasileira pode esbarrar na falta de profissionais qualificados, alertou Nathalie Zanata, gerente de pessoas da Motiva Trilhos, em entrevista nesta quinta-feira (5) ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC. Segundo a executiva, pesquisas apontam que a formação de engenheiros está cerca de 30% abaixo da necessidade já identificada pelo mercado.

“A gente pode falar em colapso, talvez, porque não tem como o nosso setor metroferroviário avançar sem essa mão de obra qualificada, técnica e até mesmo específica”, avaliou Zanata. Para ela, a dificuldade de contratar já exige respostas das áreas de gestão de pessoas e das empresas que planejam ampliar suas operações.

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Na Motiva Trilhos, a estimativa atual é de contratação de 100 engenheiros até 2029, considerando projetos de extensão e oportunidades previstas. “Acho que a expectativa é que a gente ainda tenha mais necessidade”, ponderou a gerente, ao explicar que o planejamento precisa começar antes da abertura das vagas.

Formação demora e demanda já existe

A formação de um engenheiro costuma levar cinco anos, período que torna mais difícil responder rapidamente à demanda. “Não é só a faculdade. A faculdade é a base para que a gente avance em especializações”, destacou Zanata, lembrando que a atuação em trilhos exige conhecimentos adicionais e experiência específica.

Para reduzir esse intervalo, a empresa busca aproximação com universidades, faculdades e comunidades próximas de suas operações. A executiva citou iniciativas de formação técnica, parcerias educacionais e capacitação interna como caminhos para construir uma oferta de profissionais compatível com os novos projetos.

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“Dificilmente você vai achar o curso de prateleira”, observou, ao comentar a oferta limitada de especializações metroferroviárias no Brasil. Segundo ela, há formação específica em uma universidade no Sul, mas não em São Paulo, o que reforça a necessidade de programas desenvolvidos pelas próprias empresas e por instituições parceiras.

Engenharias diversas e especialização em trilhos

Na prática, as contratações abrangem diferentes graduações, como engenharia civil, elétrica, de automação e de computação. “As formações de engenharia são a base e aí depois a gente vem com a especialização”, explicou Zanata. A combinação permite preparar profissionais para grandes obras e para sistemas cada vez mais tecnológicos.

A escassez não se limita às engenharias, mas é nessa área que o problema aparece de maneira mais acentuada, segundo a gerente. Às vésperas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), ela defendeu a valorização da educação e do desenvolvimento profissional diante das escolhas de carreira dos jovens.

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“O conhecimento, o desenvolvimento, ele é seu maior bem. Você nunca vai perder”, ressaltou. Para Zanata, aproximar estudantes das oportunidades reais do setor e investir em qualificação contínua serão medidas essenciais para que a expansão da mobilidade sobre trilhos não seja limitada pela falta de mão de obra.

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