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Febraban Tech: IA vai permear todas as profissões, diz VP de soluções da Microsoft Eduardo Campos
Publicado 25/08/2026 • 16:44 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 25/08/2026 • 16:44 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
A inteligência artificial deve passar a fazer parte das competências exigidas em praticamente todas as profissões, em um movimento mais rápido do que o observado com a disseminação da internet. A avaliação é de Eduardo Campos, vice-presidente de soluções da Microsoft.
Em entrevista ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC durante a Febraban Tech 2026, Campos afirmou que a oferta de profissionais com conhecimento em IA está aumentando, mas o mercado ainda tem espaço relevante para mão de obra especializada tanto em desenvolvimento quanto nas áreas de negócio.
“Inteligência artificial vai permear todas as profissões. Absolutamente todas as profissões vão ter algum requisito relacionado a trabalhar com ferramentas de IA”, afirmou.
Perguntado se a transformação será maior do que a provocada pela internet, o executivo respondeu: “Bem mais”.
Segundo Campos, novas tecnologias costumam ter seu impacto superestimado no curto prazo e subestimado no longo prazo, até se tornarem parte da rotina de empresas e trabalhadores.
“A mesma coisa com IA, só que agora acontecendo numa velocidade ainda mais rápida”, disse.
Campos afirmou que existem diferenças no grau de maturidade entre as empresas, mas destacou o setor financeiro brasileiro entre os mais avançados na incorporação da tecnologia.
“Especialmente no setor financeiro, as empresas estão bem aceleradas em adoção, em ensinar os profissionais e ter a expectativa que os profissionais saibam utilizar também”, afirmou.
Segundo o executivo, a inteligência artificial já começa a mudar tarefas rotineiras dentro das empresas. Ele citou como exemplo reuniões corporativas em que parte relevante do tempo antes era consumida pela busca e organização de informações.
“Hoje em dia, a IA ajuda você a ter isso tudo na mão antes da reunião. Então é uma reunião realmente para discutir o assunto, discutir o tema, tomar uma decisão”, disse.
Para Campos, isso também altera as expectativas sobre os profissionais, que passam a precisar dominar essas ferramentas para chegar mais preparados à tomada de decisão.
No sistema financeiro, uma das aplicações que mais despertam interesse é a segurança.
“Há uma demanda muito forte dos clientes, especialmente no mercado financeiro, por IA para uso para segurança”, afirmou.
Segundo Campos, os bancos estão utilizando modelos de inteligência artificial para reforçar plataformas de proteção e também sistemas de observabilidade — responsáveis pelo acompanhamento de agentes, modelos e demais componentes tecnológicos colocados em operação.
Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.
Siga o Times | CNBC“Fraude hoje eletrônica é crime organizado, é super sério. Então há uma demanda muito forte por esse tipo de ferramenta”, disse.
A tecnologia pode ser usada para monitorar o próprio ambiente das instituições e identificar comportamentos que indiquem tentativas de fraude.
Campos rejeitou a ideia de que a inteligência artificial deva simplesmente substituir profissionais.
“A gente acredita que a melhor combinação é humano com IA. A gente não acredita que IA substitui o humano”, afirmou.
Segundo ele, a tecnologia aumenta a capacidade produtiva e permite automatizar tarefas em escala, mas ainda exige participação humana em decisões e na supervisão dos resultados.
“Você pode reduzir erros, mas tendo humano atrás supervisionando. Essa eu acho que é a combinação vencedora”, disse.
O executivo afirmou que a necessidade de supervisão também decorre das limitações dos próprios modelos.
“A IA também erra, também alucina. Por isso que é importante ter humano ali para fiscalizar, para supervisionar, para ter raciocínio crítico em cima daquilo que está voltando”, afirmou.
Leia também: Febraban Tech: IA deve tornar aplicativos bancários mais conversacionais, diz presidente da IBM Brasil Marcelo Braga
Para Campos, a velocidade de adoção aumenta a necessidade de formação dos trabalhadores, inclusive daqueles que não atuam diretamente em áreas de tecnologia.
O executivo afirmou que as próprias ferramentas disponíveis hoje facilitam o aprendizado e tornam o acesso à inteligência artificial mais amplo.
“Esses recursos estão totalmente disponíveis para as pessoas poderem conhecer”, disse.
Na avaliação do vice-presidente da Microsoft, capacitação não significa apenas aprender a operar ferramentas, mas também desenvolver capacidade crítica para entender suas limitações e avaliar os resultados produzidos.
“Esse letramento, essa capacidade é importante até para você poder lidar com a tecnologia. Essa necessidade existe”, afirmou.
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