Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Custo elevado, baixa liquidez e migração para mercados mais atrativos: o que explica a debandada de empresas da B3?
Publicado 17/03/2026 • 18:47 | Atualizado há 5 meses
Pressão dos EUA para que aliados aumentem gastos com defesa pode resultar em mais estados nucleares
Disney processa governo Trump por exigir renovação antecipada das licenças da ABC
S&P 500 cai pela terceira sessão consecutiva, pressionado pela alta dos rendimentos dos títulos e dos preços do petróleo no mundo
Apple reformula taxas da App Store da Europa para resolver disputa sobre pagamentos
LinkedIn diz que millennials e Gen Z estão conquistando empregos de IA em setores de rápido crescimento e altos salários
Publicado 17/03/2026 • 18:47 | Atualizado há 5 meses
KEY POINTS
Mais de 30 empresas deixaram a B3 nos últimos dois anos, mesmo com o Ibovespa registrando recordes consecutivos, movimento que reflete mudanças no perfil do mercado brasileiro. Em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, o diretor de renda variável da Faz Capital, Alexandre Pletes, apontou as principais razões que explicam esse fenômeno no Brasil.
Ele explicou que, um dos motivos, é que muitas companhias têm preferido mercados mais consolidados no exterior. “As empresas têm buscado mercados mais consolidados para operar. A gente viu, por exemplo, a JBS indo para listagem nos Estados Unidos, entre outras que fizeram esse movimento”, disse.
Segundo ele, a redução do número de investidores pessoa física no Brasil também tem impacto direto na decisão. “Os investidores têm ficado escassos e a visibilidade das empresas na bolsa acabou ficando de lado”, afirmou.
Pletes destacou ainda que o custo para se manter listado na B3 é elevado e não compensa frente às vantagens de outros mercados. “O custo de listagem aqui acaba sendo tão elevado quanto lá fora, onde a visibilidade para investidores é muito maior”, explicou.
Leia também: GPA e Raízen deixam Ibovespa em meio às recuperações extrajudiciais
Além disso, a pressão por resultados trimestrais e as exigências regulatórias pesam na decisão das empresas. “Uma listagem, especialmente no Novo Mercado, envolve uma série de regulamentações e exige toda uma estrutura, o que encarece a operação”, disse.
Nesse cenário, muitas companhias optam por alternativas como a emissão de dívida. “A emissão de dívidas acaba sendo muito mais em conta, e a empresa consegue acesso a crédito mais barato sem a pressão do mercado”, afirmou.
Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.
Siga o Times | CNBCO executivo também apontou que o alto nível de juros no Brasil desestimula o investimento em renda variável. “O investidor pessoa física ainda busca muito a renda fixa, que segue em patamares elevados, o que reduz o interesse pela bolsa”, disse.
Segundo Pletes, não há um setor específico liderando esse movimento, mas há casos emblemáticos. “Vimos empresas como Nubank listando direto lá fora e JBS também saindo. Não há um setor específico”, afirmou.
Outro fator relevante é o baixo valuation de algumas empresas, que incentiva o fechamento de capital. “Com juros altos, o valuation ficou tão barato que o controlador prefere recomprar ações e reduzir custos do que permanecer listado”, explicou.
Leia também: Top executivos de empresas do Ibovespa ganham mais de R$ 2 bilhões em 3 anos; Itaú lidera
Para o especialista, reverter esse cenário exige mudanças estruturais. “A reversão passa por questões regulatórias, tributárias e pelo modelo de governança exigido pela B3, o que não é algo de curto prazo”, disse.
Ele pondera, no entanto, que há sinais de possível mudança. “A chegada de capital estrangeiro e um eventual ciclo de queda de juros podem estimular a bolsa e trazer mais investidores pessoa física”, afirmou.
Pletes também destacou que a melhora recente nos preços das ações pode reduzir o ritmo de fechamentos de capital. “Os valuations melhoraram com a entrada de estrangeiros, e com juros mais baixos, a tendência é aumentar o interesse por IPOs e reduzir ofertas de fechamento de capital”, disse.
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings
Maiores Audiências
1
Quem são os credores da Casas Bahia?
2
Fiat Argo X chega para disputar liderança entre carros mais vendidos do Brasil
3
Claude vai marcar textos gerados por IA com marca d’água e dificultar o “copiar e colar”
4
Recuperação judicial de Casas Bahia, Marabraz e Tok&Stok escancara os gargalos do varejo
5
Cedro busca parceiros internacionais para porto de R$ 3,6 bilhões em Itaguaí, diz CEO José Carlos Martins