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Golpe com biometria: banco é obrigado a devolver o dinheiro?
Publicado 03/08/2026 • 19:27 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 03/08/2026 • 19:27 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
Foto: Magnific
Golpe com biometria: banco é obrigado a devolver o dinheiro?
A biometria facial passou a ser uma das principais ferramentas usadas pelos bancos para confirmar a identidade dos clientes em operações digitais. A tecnologia trouxe mais praticidade para abertura de contas, contratação de serviços e validação de transações.
Entretanto, o avanço da inteligência artificial criou um novo desafio para o setor financeiro: criminosos começaram a desenvolver métodos capazes de enganar esses sistemas.
Com isso, uma dúvida passou a preocupar consumidores que sofrem golpes desse tipo: quando uma fraude acontece após uma validação biométrica falsa, o banco precisa devolver o dinheiro? A resposta não é automática e depende da análise de cada caso, principalmente da existência de falhas nos mecanismos de segurança oferecidos pela instituição.
Leia também: EXCLUSIVO: Fraude com vídeo falso cresce 800% ao mês e engana biometria de bancos
Dados exclusivos obtidos pelo Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC junto à Unico mostram que ataques contra sistemas de identificação digital estão crescendo rapidamente. A chamada injeção de imagem e vídeo manipulado já representa 45,8% dos casos de fraude analisados pela empresa em sua rede global, com avanço mensal que chega a nove vezes.
Além disso, os deepfakes, conteúdos criados com inteligência artificial para reproduzir rostos ou vozes, representam 23,3% das ocorrências identificadas pela companhia. O aumento acontece em meio à queda no custo dessas ferramentas, que ficaram mais acessíveis nos últimos anos.
Apesar do avanço dos golpes digitais, uma fraude envolvendo biometria não obriga automaticamente a instituição financeira a ressarcir o cliente. No entanto, a devolução dos valores depende da avaliação das circunstâncias de cada caso.
Dessa forma, quando existe uma falha na segurança do serviço ou algum problema nos processos de autenticação, o consumidor pode buscar a responsabilização do banco. Por outro lado, a análise também considera outros fatores envolvidos na operação, como o comportamento do cliente, possíveis acessos indevidos e as medidas tomadas após a descoberta do golpe.
Por isso, ao perceber uma movimentação suspeita, o consumidor deve comunicar imediatamente a instituição financeira, registrar um boletim de ocorrência e guardar documentos que comprovem a fraude, como protocolos de atendimento e registros da transação.
Além dos investimentos dos bancos em novas camadas de segurança, o Banco Central criou uma ferramenta para combater outro tipo de fraude. Apesar do avanço dos golpes digitais, uma fraude envolvendo biometria não obriga automaticamente a instituição financeira a ressarcir o cliente.
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Siga o Times | CNBCEntretanto, a devolução dos valores depende da análise das circunstâncias de cada caso e dos fatores que contribuíram para a ocorrência da fraude. Além disso, quando uma falha na segurança do serviço ou algum problema nos processos de autenticação é identificado, o consumidor pode buscar a responsabilização do banco.
O recurso permite que pessoas físicas e jurídicas bloqueiem previamente a criação de novas contas em seus nomes. Quando a proteção está ativada, as instituições financeiras precisam consultar o sistema antes de concluir uma abertura.
Caso exista uma restrição cadastrada, a solicitação fica impedida até que o titular retire o bloqueio. A ferramenta funciona como uma camada adicional de segurança contra fraudes de identidade e tentativas de criação de contas falsas.
Leia também: Contas falsas em bancos? Ferramenta do BC pode barrar golpes antes de acontecerem
O golpe normalmente ocorre durante a etapa conhecida como prova de vida, quando o aplicativo pede movimentos como piscar ou sorrir para confirmar que existe uma pessoa real diante da câmera.
Nesse processo, o fraudador não utiliza necessariamente a câmera do celular. Por meio de programas emuladores, ele consegue inserir um vídeo manipulado diretamente no sistema de validação, fazendo com que a plataforma interprete aquele conteúdo como uma captura feita em tempo real.
Com os deepfakes, a fraude ganhou uma nova dimensão. A partir de imagens disponíveis publicamente, criminosos conseguem criar rostos digitais capazes de reproduzir movimentos e expressões, tentando convencer o sistema de que há uma pessoa verdadeira realizando a autenticação.
Assim, o ataque deixa de depender apenas do roubo de senhas ou cartões. O alvo passa a ser a própria biometria facial, tecnologia criada para confirmar a identidade do usuário e garantir mais segurança nas operações digitais.
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