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Governança climática deixa de ser pauta ambiental e vira estratégia de negócios
Publicado 13/07/2026 • 13:10 | Atualizado há 3 dias
Publicado 13/07/2026 • 13:10 | Atualizado há 3 dias
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A governança climática passou a ocupar um papel estratégico na gestão das empresas à medida que os impactos financeiros dos eventos climáticos extremos se tornaram mais evidentes, afirmou nesta segunda-feira (13) a executiva do setor ambiental Fernanda Faret em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC. Segundo ela, as mudanças climáticas deixaram de representar apenas um desafio ambiental e passaram a afetar diretamente a previsibilidade dos negócios, as cadeias de suprimentos e a segurança dos investimentos.
“Quando começou a atingir o bolso, essas questões de efeitos climáticos decorrentes dos danos ambientais colocaram o mercado em alerta. Hoje, esses danos afetam a previsibilidade, as cadeias de suprimentos e exigem mais governança, transparência e controle das operações”, disse Fernanda.
A executiva afirmou que setores como energia, infraestrutura, saneamento, mineração e logística estão entre os mais expostos aos impactos climáticos e precisam incorporar mecanismos de prevenção aos processos de gestão para reduzir riscos financeiros e jurídicos.
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Segundo ela, embora o tema tenha ganhado relevância nos últimos anos, muitas organizações ainda concentram esforços na reação aos prejuízos, em vez de investir em medidas preventivas.
Para Fernanda, a adoção de mecanismos de prevenção é mais eficiente e menos onerosa do que lidar posteriormente com os impactos financeiros e judiciais provocados pelos eventos climáticos.
“Hoje nós estamos muito mais reagindo do que prevenindo, sendo que reagir é muito mais caro do que prevenir”, afirmou.
Ela destacou o uso de métodos adequados de resolução de conflitos (ADR, na sigla em inglês), amplamente utilizados na Europa e nos Estados Unidos, como forma de estabelecer previamente critérios para tratar consequências patrimoniais decorrentes de danos ambientais.
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Na avaliação da executiva, esse tipo de instrumento fortalece a governança corporativa ao oferecer maior previsibilidade, reduzir custos com litígios e ampliar a segurança jurídica para empresas e investidores.
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Siga o Times | CNBCAo comentar os reflexos financeiros das mudanças climáticas, Fernanda citou dados de uma resseguradora segundo os quais os prejuízos globais provocados por eventos climáticos extremos superaram US$ 320 bilhões em 2024, sendo que menos da metade desse valor estava protegida por seguros.
Ela explicou que mecanismos preventivos também ajudam empresas a antecipar custos relacionados a disputas judiciais, especialmente em grandes contratos.
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Segundo a executiva, a Lei de Licitações já prevê, para contratos superiores a R$ 200 milhões, cláusulas voltadas à prevenção de conflitos, incluindo comitês técnicos capazes de acompanhar a execução dos projetos e solucionar divergências antes que elas interrompam obras ou resultem em disputas judiciais prolongadas.
Na avaliação de Fernanda, a segurança jurídica passou a ser um dos principais fatores observados por investidores na análise de projetos de longo prazo.
Ela ressaltou que bancos e financiadores exigem cada vez mais relatórios de rastreabilidade, transparência e governança, incorporando também o risco de conflitos à avaliação dos empreendimentos.
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Além disso, afirmou que o Judiciário brasileiro vem ampliando o incentivo à mediação e à autocomposição desde a entrada em vigor do Código de Processo Civil de 2015, embora ainda exista espaço para disseminar esses mecanismos entre empresas.
“A questão já não é mais se os eventos climáticos vão acontecer, mas quando vão acontecer. Você pode não conseguir conter a chuva, mas consegue prevenir e controlar como vai lidar com os impactos quando eles chegarem”, concluiu.
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