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“Grande mercado a ser explorado pelo investidor”, diz presidente da Corsan sobre expansão do setor de saneamento
Publicado 13/06/2026 • 07:00 | Atualizado há 5 meses
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Publicado 13/06/2026 • 07:00 | Atualizado há 5 meses
KEY POINTS
A Corsan vê condições de cumprir as metas de universalização do saneamento até 2033 nos municípios atendidos pela companhia, mas considera que a estabilidade regulatória será decisiva para manter o ritmo de investimentos e atrair capital.
Em entrevista ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC, Samanta Takimi, diretora-presidente da Corsan, disse que a transição para a gestão privada mudou a estrutura de operação da empresa e permitiu acelerar obras no Rio Grande do Sul.
“A gente saiu de um processo de engessamento burocrático para passar por uma aceleração de investimentos”, afirmou.
Desde o início da concessão, após a privatização em 2023, a Corsan investiu R$ 4,3 bilhões, beneficiou mais de 850 mil pessoas e gerou mais de 47 mil empregos diretos, indiretos e induzidos. A cobertura de esgoto nos municípios atendidos pela companhia saiu de 19% para 30% em menos de três anos.
Leia também: Corsan acelera saneamento no RS após privatização, mas universalização ainda desafia o estado
Segundo Samanta, a mudança de modelo exigiu reorganização interna, aproximação com municípios e diálogo com a população. A empresa passou a atuar com várias frentes simultâneas de obra em cidades já consolidadas.
“Nós temos mais de 50 municípios em obra constante”, disse. “Esse é um diferencial: acelerar investimento em diversas frentes de obra, e não unicamente numa cidade, num dos serviços ou numa região.”
A executiva afirmou que a ampliação da rede exige coordenação para reduzir transtornos durante as intervenções urbanas.
“O transtorno é temporário, mas o benefício à saúde e ao meio ambiente é inquestionável e permanente”, afirmou.
A meta da companhia segue o Marco Legal do Saneamento: 99% de cobertura de água e 90% de coleta e tratamento de esgoto até 2033.
Samanta classificou o objetivo como “aguerrido”, mas disse que a empresa tem cronograma, equipes e obras em andamento para avançar até o prazo previsto. “Tem bastante trabalho pela frente”, afirmou.
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Siga o Times | CNBCPerguntada sobre a captação de recursos para sustentar o plano de investimentos, a presidente da Corsan disse que a companhia tem robustez para acessar capital, mas que investidores dependem de previsibilidade.
“A captação de capital depende também de uma contratualidade adequada, de uma força regulatória e uma estabilidade regulatória”, disse.
Segundo Samanta, a atuação das agências reguladoras é central para dar segurança ao investidor e destravar recursos.
“Uma regulação forte, presente e coerente com essa nova fase é definitiva para a segurança do investidor e para que esse investimento efetivamente seja liberado”, afirmou.
Leia também: Privatização da Corsan destravou investimentos em saneamento, diz diretora da Abcon
A presidente da Corsan disse que o mercado brasileiro de saneamento ainda tem um longo caminho de expansão, especialmente em cidades que não conseguem sustentar sozinhas os investimentos necessários.
Para ela, os projetos em andamento podem atrair mais capital privado e estrangeiro, desde que haja clareza regulatória.
“Há um grande mercado a ser explorado pelo investidor, desde que tenhamos essa assertividade na regulação para que a lei cumpra seu papel”, afirmou.
Samanta disse ainda que os modelos de privatização e entrada de capital privado variam de estado para estado, como nos casos de São Paulo e Minas Gerais.
“São modelos diferentes, de processos de absorção de capital privado. Isso são escolhas dos municípios e dos estados de como fazer esse processo de migração”, disse.
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