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Com queda no consumo nos EUA e Europa, mercado de bebidas alcoólicas encolhe 7% em 2026
Publicado 27/05/2026 • 11:44 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 27/05/2026 • 11:44 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
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A queda no consumo de bebidas alcoólicas, principalmente nos Estados Unidos e na Europa, impactou o valor das marcas mais valiosas do setor, que registraram queda de 7% em relação a 2025.
A pesquisa Kantar BrandZ 2026 aponta que as 20 marcas de bebidas alcoólicas mais valiosas do mundo somam um valor de US$ 194 bilhões. A queda reflete uma transformação no consumo global, e marcas mais inovadoras e que apostam na premiumização se destacam.
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Liderando o ranking está a chinesa Moutai, com valor de US$ 73,6 bilhões, seguida por Corona (US$ 16,5 bilhões) e Budweiser (US$ 14,3 bilhões), consolidando a diversidade geográfica e de portfólio que caracteriza o setor.
A Moutai produz o baijiu, o destilado tradicional chinês mais famoso do país, feito à base de sorgo (um tipo de cereal). A marca carrega o status de “bebida nacional” da China.
A principal transformação apontada pelo estudo é o avanço da chamada “grande moderação”, com consumidores reduzindo a frequência de consumo, especialmente na América do Norte e na Europa. Nos Estados Unidos, 54% dos adultos declararam consumir álcool recentemente, o menor índice já registrado, enquanto mercados tradicionais, como a Alemanha, também mostram retração nas vendas de cerveja.
O ranking da categoria conta com duas marcas brasileiras: Brahma (9º lugar, US$ 6,41 bilhões) e Skol (12º lugar, US$ 4,83 bilhões), que mantiveram suas posições do ranking anterior.
“Esse cenário, no entanto, não significa estagnação para as marcas. A lógica dominante passa a ser ‘menos, mas melhor’, impulsionando o crescimento de produtos premium e abrindo espaço para novas propostas, como bebidas com baixo ou zero teor alcoólico”, explica Martin Cena, CEO da Kantar Brasil.
O estudo aponta que o crescimento futuro da categoria depende de alguns fatores importantes: a inovação e a adaptação a novos contextos de consumo, como em ambientes ligados a esportes e bem-estar, nos quais as cervejas apresentaram um desempenho superior. “Essas marcas vêm ampliando sua presença em ocasiões diversas, de momentos de relaxamento individual a ambientes ligados a esportes e bem-estar, além de investir fortemente no desenvolvimento de versões sem álcool com melhor sabor”, afirma Cena.
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“O aprendizado central para o setor é que a premiumização, por si só, não é suficiente. As marcas precisam encontrar novos espaços de atuação e investir em inovação significativa para se manterem relevantes em um cenário de mudança estrutural”, diz Cena.
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Seguir no GoogleO relatório também destaca a expansão em mercados emergentes, como Índia e África, associada à adaptação a novos públicos, especialmente consumidores mais jovens, e a novas demandas e oportunidades.
Na China, as marcas têm buscado novas ocasiões de consumo e formatos mais leves para atrair a Geração Z, enquanto globalmente cresce a demanda por bebidas mais leves, refrescantes e associadas a experiências casuais. Segundo o relatório, o sabor segue sendo o principal driver de escolha dos consumidores, inclusive em produtos não alcoólicos, reforçando o desafio de equilibrar saúde e experiência sensorial.
| Marca | Valor de Marca (US$) |
| Moutai | 73,63 bilhões |
| Corona | 16,52 bilhões |
| Budweiser | 14,38 bilhões |
| Heineken | 11,82 bilhões |
| Modelo | 7,39 bilhões |
| Wu Liang Ye | 6,79 bilhões |
| Michelob Ultra | 6,78 bilhões |
| Johnnie Walker | 6,52 bilhões |
| Brahma | 6,41 bilhões |
| Hennessy | 5,18 bilhões |
| Bud Light | 5,06 bilhões |
| Skol | 4,83 bilhões |
| National Cellar 1573 | 4,45 bilhões |
| Guinness | 4 bilhões |
| Stella Artois | 3,98 bilhões |
| Victoria | 3,67 bilhões |
| Tecate | 3,39 bilhões |
| Smirnoff | 3,092 bilhões |
| Jack Daniel’s | 3,091 bilhões |
| Xing Hua Cun | 3,04 bilhões |
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