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Piauí Níquel recebe R$ 100 milhões para processar minerais críticos no estado
Publicado 13/07/2026 • 13:20 | Atualizado há 5 horas
Publicado 13/07/2026 • 13:20 | Atualizado há 5 horas
KEY POINTS
Foto: Piauí Níquel/Brazilian Nickel
Tecnologia de lixiviação em pilhas dispensa barragens de rejeitos e reduz emissões
A Piauí Níquel Metais S/A obteve um financiamento de R$ 100 milhões para aquisição de máquinas, equipamentos e serviços industriais que irão apoiar a produção de precipitados de níquel e cobalto de alta pureza em Capitão Gervásio Oliveira, no Piauí.
🔍 Precipitados são compostos sólidos formados quando minerais dissolvidos em uma solução se separam do líquido, processo usado na mineração para concentrar metais como níquel e cobalto antes do refino final.
Os insumos produzidos pela empresa são usados em veículos elétricos, energia sustentável e setor aeroespacial, entre outros segmentos de alto valor agregado.
Com a linha voltada à aquisição de máquinas e serviços, a companhia poderá adquirir equipamentos, sistemas industriais, componentes, bens de informática e automação nacionais, além de serviços nacionais e equipamentos importados quando não houver similar produzido no país.
O plano de negócios da Piauí Níquel foi um dos projetos selecionados pela Chamada Pública para Investimentos em Transformação de Minerais Estratégicos, iniciativa lançada em 2025 em parceria com a Finep.
Subsidiária integral da Brazilian Nickel Limited, a Piauí Níquel foi criada no Brasil para produzir precipitados de níquel e cobalto de alta pureza, voltados a indústrias de alto valor agregado. O principal produto comercializado pela empresa é o precipitado de hidróxido misto, conhecido pela sigla em inglês MHP.
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Siga o Times | CNBCO presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, destacou que o projeto integra a estratégia do banco de apoiar a transformação de minerais estratégicos no país. As negociações entre a instituição e a Piauí Níquel foram assessoradas pela Alvarez & Marsal Infra.
🔍 MHP é a sigla para precipitado de hidróxido misto, um produto intermediário à base de níquel e cobalto usado na fabricação de baterias de íons de lítio para veículos elétricos e em ligas metálicas tradicionais, como aços inoxidáveis.
O CEO da Brazilian Nickel, Mark Travers, reforçou o impacto estratégico do investimento para o posicionamento do Brasil no mercado de minerais críticos. “O mundo precisa, mais do que nunca, diversificar suas cadeias de suprimentos, e o Projeto Piauí Níquel vai posicionar o país como um fornecedor global altamente competitivo e responsável”, afirmou.
O projeto prevê capacidade de produção de 27 mil toneladas de níquel e 900 toneladas de cobalto por ano, com início da produção em 2028. Na fase operacional, prevista para 2029, o minério passa por processo de purificação e precipitação direta, que faz com que o níquel e o cobalto decantem juntos na forma de um sólido úmido, o MHP, com teor médio entre 48% e 50% de níquel e 2% de cobalto.
O processamento se baseia em lixiviação em pilhas, tecnologia apontada como de baixo carbono para o tratamento do minério. Entre as características do método estão elevada recirculação de água, baixa intensidade energética, redução de emissões e de geração de resíduos sólidos, o que dispensa o uso de barragens de rejeitos.
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