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Motiva atinge lucro líquido ajustado de R$ 627 milhões e amplia investimentos em rodovias
Publicado 07/05/2026 • 08:30 | Atualizado há 1 mês
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Publicado 07/05/2026 • 08:30 | Atualizado há 1 mês
KEY POINTS
A estratégia de expansão do portfólio e o foco em ativos rodoviários de alta rentabilidade permitiram à companhia conciliar um lucro líquido ajustado de R$ 627 milhões com um aumento de 16,3% em seus aportes.
Segundo Flávia Godoy, diretora de relações com investidores da Motiva, a empresa vive um ciclo robusto de crescimento após adicionar quatro novos ativos premium ao seu portfólio no último ano.
“A companhia foi bem sucedida em novas concessões e solução de dois ativos que queimavam o Ebitda. Para 2026, a Motiva vai investir em torno de R$ 8,3 bilhões, o que é permitido por uma gestão operacional muito eficiente”, explicou.
Sobre a recém-conquistada concessão da rodovia Fernão Dias, rebatizada como Minas SP, a diretora detalhou o plano de melhorias, que exigirá US$ 1,92 bilhão (R$ 9,50 bilhões), afirmando que haverá um investimento concentrado na recuperação da infraestrutura existente e que a empresa também trabalhará em otimizações futuras.
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Ela acrescentou que, historicamente, o tráfego cresce 1,5 vezes o PIB, o que, segundo ela, demonstra a resiliência do portfólio.
A saúde financeira da companhia também foi abordada, especialmente após a venda da divisão de aeroportos, avaliada em US$ 2,32 bilhões (R$ 11,50 bilhões).
Godoy afirmou que, quando os recursos da transação forem recebidos, cujo valor de equity é de US$ 1,01 bilhão (R$ 5,00 bilhões), a alavancagem da empresa deverá cair rapidamente. Ela destacou ainda a intenção de manter a relação entre 2,5 e 3,5 vezes a dívida líquida sobre o Ebitda.
Por fim, Godoy reforçou que a empresa mantém apetite para novos leilões e para a celebração de aditivos contratuais que geram valor sem competição direta. “O último aditivo relevante foi o da Via 4, com US$ 809 milhões (R$ 4,00 bilhões) em investimentos adicionais. Seguimos buscando ativos em regiões estratégicas e grandes metrópoles”, concluiu.
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