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Postura cautelosa da Berkshire com IA reflete pressão por lucro real no setor, diz especialista
Publicado 06/05/2026 • 16:20 | Atualizado há 33 minutos
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Publicado 06/05/2026 • 16:20 | Atualizado há 33 minutos
KEY POINTS
A postura mais conservadora da Berkshire Hathaway em relação à inteligência artificial reflete uma mudança de comportamento no mercado global de tecnologia, segundo Thiago Muniz, especialista em tecnologia e CEO da Receita Previsível e da B2B Stack. Em entrevista ao Real Time, jornal do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC nesta terça-feira (6), ele afirmou que o setor começa a migrar da fase de experimentação para uma etapa de cobrança por resultados concretos e monetização.
“É natural que, depois do hype inicial da IA, exista uma mudança de comportamento”, afirmou Muniz.
Segundo ele, o mercado passou a questionar se os investimentos bilionários realizados nos últimos anos realmente entregam retorno financeiro. “A discussão agora é: isso dá lucro? Ajuda a economizar? Onde está o retorno?”, destacou.
Na avaliação do especialista, a sinalização feita por Greg Abel, sucessor de Warren Buffett na Berkshire Hathaway, demonstra uma visão mais pragmática sobre o setor. “A declaração de Abel é madura e consciente”, ressaltou.
Leia também: Buffett vê menos oportunidades nos mercados e mantém Berkshire em posição defensiva, diz gestor
Muniz afirmou que diversas empresas começaram a perceber diferenças entre as expectativas criadas em torno da IA e os resultados efetivamente alcançados. “Já temos dados reais mostrando que muitas companhias substituíram humanos por IA e, ao analisarem a economia gerada, o resultado foi muito diferente do planejado”, explicou.
Para ele, o mercado começa a abandonar parte da euforia observada nos últimos anos. “É preciso ter mais pé no chão com esse mercado”, pontuou.
Segundo Thiago Muniz, a postura da Berkshire pode indicar uma tendência mais ampla entre investidores e grandes empresas de tecnologia. “Esse tipo de declaração ajuda o mercado a se afastar do ‘AI Washing’”, afirmou.
Leia também: Berkshire sem Buffett deve manter estratégia, mas será cobrada por performance
O especialista explicou que o termo descreve situações em que empresas afirmam utilizar inteligência artificial apenas para se tornarem mais atraentes comercialmente, sem aplicações práticas relevantes. “Muitas companhias dizem ter IA apenas para parecer modernas, mas sem gerar valor real”, destacou.
Na avaliação dele, a Berkshire continua investindo em inteligência artificial, mas apenas em áreas onde o retorno financeiro é mais previsível. “O próprio grupo investe em IA em setores onde o ROI é claro, como logística e atendimento ao cliente”, observou.
Thiago Muniz afirmou que um dos temas menos debatidos no avanço da IA é a capacidade das empresas de preparar profissionais para operar as novas ferramentas. “Não basta substituir processos; é preciso treinar pessoas para orquestrar essas tecnologias”, frisou.
Leia também: Caixa elevado indica postura defensiva de Berkshire Hathaway no mercado global
Segundo ele, muitas organizações concentram esforços apenas na implementação técnica da inteligência artificial, sem investir no chamado ‘letramento em IA’. “A tecnologia exige adaptação humana e mudança operacional dentro das empresas”, explicou.
Ao comentar os possíveis impactos da chamada ‘era Greg Abel’ na Berkshire Hathaway, Muniz afirmou que investidores conservadores tendem a priorizar empresas já consolidadas e lucrativas dentro do universo de IA. “O investidor conservador prefere apostar no que já se provou como estrutura de mercado”, disse.
Segundo ele, fabricantes de chips, semicondutores e infraestrutura tecnológica aparecem entre os segmentos mais beneficiados. “Empresas ligadas a infraestrutura, hardware, memórias e cloud continuam sendo as apostas mais consistentes”, ressaltou.
O especialista também destacou espaço para companhias tradicionais de software que vêm incorporando inteligência artificial aos produtos já existentes. “As empresas que adicionam camadas de IA a soluções consolidadas tendem a ganhar força”, apontou.
Na avaliação de Muniz, o mercado começa a diferenciar empresas com aplicações práticas de inteligência artificial daquelas sustentadas apenas por expectativa. “O foco agora é lucratividade real, e não apenas promessas de crescimento”, concluiu.
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