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Nvidia vira termômetro da IA e sustenta aposta do mercado; entenda

Publicado 21/05/2026 • 12:30 | Atualizado há 14 minutos

KEY POINTS

  • Nvidia superou expectativas com receita de US$ 81,6 bilhões e reforçou seu papel como principal termômetro global da inteligência artificial.
  • Filipe Espósito afirma que investidores seguem apostando no setor, mas já questionam por quanto tempo o ritmo atual de expansão será sustentável.
  • Chips Blackwell, data centers e disputa com a China aparecem como pontos centrais para entender os próximos passos da Nvidia.

A Nvidia se tornou uma espécie de termômetro da economia ligada à inteligência artificial, avalia Filipe Espósito, especialista em tecnologia e IA. Segundo ele, a companhia concentra hoje grande parte da produção de chips utilizados por empresas que dependem de processamento para aplicações de IA, o que ajuda a explicar os resultados do primeiro trimestre de 2026: receita de US$ 81,6 bilhões (R$ 410,4 bilhões) e lucro líquido de US$ 58,3 bilhões (R$ 293,2 bilhões).

Em entrevista nesta quinta-feira (21) ao Pré-Market, jornal do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, o especialista pontua que os números acima das expectativas reforçam que o mercado ainda mantém forte confiança no avanço da inteligência artificial e na necessidade crescente de infraestrutura computacional.

“A empresa hoje é responsável por produzir boa parte dos chips que outras companhias usam e dependem para processar os dados de inteligência artificial”, afirmou ao comentar o protagonismo da Nvidia no setor.

Na avaliação de Espósito, a principal dúvida dos investidores deixou de ser se a inteligência artificial continuará recebendo aportes bilionários e passou a envolver a duração desse ciclo de crescimento acelerado. “Por enquanto a pergunta não é nem mais se os investidores vão continuar investindo, mas sim por quanto tempo esse ritmo vai continuar sustentável”, destacou.

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O especialista ressaltou ainda que a Nvidia exerce hoje influência direta sobre todo o mercado de tecnologia, o que aumenta o impacto de qualquer oscilação nos resultados da companhia. “Se por um acaso a Nvidia começa a cair, como ela é o termômetro do mercado, isso também começa a puxar outras empresas ali do segmento para baixo”, observou.

Blackwell impulsiona demanda

Os chips Blackwell aparecem como um dos principais motores do crescimento recente da Nvidia, afirmou Filipe Espósito, ao comentar a nova geração de processadores voltados ao treinamento de inteligência artificial.

Segundo ele, o mercado reagiu positivamente ao salto de desempenho prometido pela companhia. “Esses chips Blackwell estão sendo muito bem recebidos porque eles aceleram muito a parte de processamento de treinamento de IA”, explicou.

O especialista destacou que a Nvidia promete desempenho até cinco vezes superior em relação às gerações anteriores de chips, fator que ampliou o interesse de empresas que dependem de processamento avançado de dados. “A Nvidia promete um desempenho cinco vezes maior do que outros chips que já existiam anteriormente”, ressaltou.

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Segundo ele, os data centers tiveram peso central no balanço trimestral da companhia, refletindo o avanço global da infraestrutura ligada à inteligência artificial. “Boa parte dessa receita veio justamente dos data centers”, afirmou ao comentar a crescente demanda por capacidade computacional.

Mercado mantém apostas

Apesar da continuidade dos investimentos, Espósito avalia que muitas empresas ainda buscam maneiras mais claras de monetizar ferramentas de inteligência artificial. “Hoje, quando a gente pensa na inteligência artificial, ela ainda não traz um retorno tão claro. As empresas ainda estão buscando maneiras de monetizar isso”, apontou.

Mesmo assim, o especialista afirmou que investidores continuam apostando na expansão estrutural da IA e na crescente dependência global dessas tecnologias. “Os investidores seguem acreditando que nós vamos depender cada vez mais da inteligência artificial. Por isso eles continuam colocando dinheiro nesse setor”, frisou.

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Na avaliação dele, os desafios futuros podem deixar de ser financeiros e passar a envolver limitações físicas para expansão da infraestrutura necessária ao setor. “Chega em um momento que a gente pode esbarrar não num desafio de dinheiro, mas num desafio de espaço físico mesmo para ter toda essa infraestrutura”, alertou.

China avança no setor

A disputa global pela liderança em inteligência artificial passou a envolver diretamente governos e interesses geopolíticos, afirmou Filipe Espósito, ao comentar o avanço da China no desenvolvimento de chips e plataformas de IA. “A China vem se mostrando um player bem interessado na questão de IA”, disse.

Segundo ele, a corrida tecnológica deixou de envolver apenas empresas privadas e passou a integrar uma competição estratégica entre países. “Isso acaba fazendo a corrida de IA não ser só sobre empresas de tecnologia brigando entre si, mas sobre governos também”, destacou.

Apesar do avanço chinês, o especialista avalia que as empresas americanas ainda mantêm liderança confortável no setor global de inteligência artificial. “A China tá avançando bastante, tem mostrado resultados promissores, mas por enquanto os produtos originados dos Estados Unidos ainda são os mais usados em todo o mundo”, concluiu.

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