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Operação Fallax: como fraudes ligadas à Fictor conseguiam “enganar” sistemas bancários
Publicado 09/04/2026 • 08:50 | Atualizado há 2 semanas
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Publicado 09/04/2026 • 08:50 | Atualizado há 2 semanas
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Divulgação
Operação Fallax: como fraudes ligadas à Fictor conseguiam “enganar” sistemas bancários
A Polícia Federal deflagrou a Operação Fallax para desarticular um esquema de fraudes bancárias envolvendo a Fictor, que tinha como alvo principal a Caixa Econômica Federal.
A investigação aponta que o grupo utilizava manipulação de dados internos para realizar transações ilegais que passavam despercebidas pelos sistemas de controle.
Segundo a Agência Brasil, o grupo operava com uma estratégia sofisticada baseada na inserção de informações falsas dentro dos próprios sistemas bancários.
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Para isso, contava com a cooptação de funcionários de instituições financeiras, que tinham acesso direto às plataformas internas.
Esses colaboradores inseriam dados adulterados, criando operações aparentemente regulares. Com isso, o sistema validava automaticamente as transações, como se fossem legítimas, liberando valores que eram desviados sem levantar suspeitas imediatas.
O ponto central da fraude estava na manipulação das informações, e em vez de invadir sistemas de fora para dentro, o esquema atuava internamente. Os dados eram incluídos de forma a simular operações reais, como concessões de crédito ou movimentações autorizadas.
Essa estratégia dificultava a identificação de irregularidades, já que os registros seguiam padrões compatíveis com operações comuns do dia a dia bancário.
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Após a inserção das informações falsas, os próprios mecanismos automatizados das instituições faziam a validação. Como os dados estavam inseridos corretamente dentro dos parâmetros exigidos, o sistema não identificava inconsistências.
Isso permitia que saques e transferências fossem concluídos com aparência de legalidade. Na prática, o dinheiro saía dos cofres da instituição sem acionar alertas imediatos de fraude.
A legitimidade aparente das operações vinha justamente do uso de credenciais reais e acessos autorizados.
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Como não havia invasão externa, mas sim uso indevido de permissões internas, os controles tradicionais de segurança não eram suficientes para barrar o esquema.
Além disso, o grupo utilizava empresas de fachada para movimentar os recursos e, posteriormente, convertia os valores em bens de alto padrão e criptoativos. Esse processo dificultava ainda mais o rastreamento do dinheiro.
As fraudes investigadas podem ultrapassar R$ 500 milhões. A Justiça Federal autorizou 43 mandados de busca e apreensão e 21 de prisão preventiva, além da quebra de sigilos bancário e fiscal de dezenas de pessoas e empresas.
Também foi determinado o bloqueio de bens e ativos financeiros até o limite de R$ 47 milhões. A medida busca interromper o fluxo de recursos e enfraquecer a estrutura do grupo investigado.
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Os envolvidos poderão responder por organização criminosa, estelionato qualificado, lavagem de dinheiro, corrupção e crimes contra o sistema financeiro. As penas somadas podem ultrapassar 50 anos de prisão. A investigação sobre a Fictor segue em andamento e novas etapas da operação não estão descartadas.
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