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Por que CEO da Fictor virou alvo da PF na operação Fallax em São Paulo
Publicado 26/03/2026 • 10:43 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 26/03/2026 • 10:43 | Atualizado há 1 hora
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Reprodução/Linkedin
Por que CEO da Fictor virou alvo da PF na operação Fallax em São Paulo
A Operação Fallax, deflagrada pela Polícia Federal nas últimas semanas para desarticular um esquema criminoso, identificou indícios de fraudes em contas bancárias e práticas de lavagem de dinheiro. Entre os principais alvos de mandados de busca e apreensão estão sócios-diretores do Grupo Fictor, incluindo o CEO, Rafael Góis.
O grupo financeiro brasileiro enfrentou uma crise após operações malsucedidas. Diante do cenário, a empresa deu início a um processo de recuperação judicial para reequilibrar sua saúde financeira.
Leia também: Grupo Fictor: entenda por que a crise da empresa era considerada previsível
Conforme noticiado anteriormente pelo Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, Rafael Góis construiu sua trajetória no mercado financeiro ao longo de mais de duas décadas, com atuação nos setores industrial, financeiro e imobiliário.
Ele fundou a Fictor em 2007, inicialmente com foco em soluções tecnológicas e logística. Com o tempo, o grupo evoluiu para uma holding de participações, ampliando presença em áreas estratégicas como infraestrutura, alimentos e serviços financeiros.
Sob sua liderança, a empresa também expandiu operações para o exterior, com escritórios em cidades como Miami e Lisboa, voltados à oferta de crédito e atração de investidores internacionais.
A crise atual vivida pelo Grupo Fictor tem ligação direta com a tentativa de compra do Banco Master, do ex-proprietário Daniel Vorcaro, preso pela PF durante a Operação Compliance Zero. A tentativa de adquirir a instituição financeira aconteceu um dia antes de o Banco Central decretar a liquidação extrajudicial do Master.
Entretanto, Góis e seu ex-sócio estão entre os alvos de mandados de busca e apreensão cumpridos em São Paulo e outros estados.
A investigação sobre movimentações ilícitas, que pode ultrapassar os R$ 500 milhões, foi iniciada em 2024 e apura a atuação de uma organização criminosa especializada em golpes contra instituições financeiras, incluindo a Caixa Econômica Federal.
Leia também: Grupo Fictor pode incluir mais 12 empresas na recuperação judicial; veja quais
A Operação Fallax resultou na apreensão de uma grande quantidade de bens e equipamentos eletrônicos. Ao todo, foram recolhidos 67 celulares, além de 31 notebooks, documentos, dinheiro em espécie, cheques e criptoativos.
Também foram encontrados itens de alto valor, como joias e relógios de luxo, além de uma arma de fogo. As apreensões ocorreram em diferentes endereços ligados aos investigados e 14 pessoas foram presas.
Segundo a Polícia Federal, o material pode ajudar a aprofundar as investigações sobre o esquema, que envolvia a criação em massa de empresas fictícias para viabilizar fraudes e ocultar a origem dos recursos. Entre os investigados, Rafael Góis foi alvo de busca e apreensão.
Leia também: Quem é Luiz Phillippe Rubini, ex-sócio da Fictor e alvo de operação da PF
Ainda de acordo com as autoridades, grupo utilizava estruturas empresariais simuladas para acessar crédito de forma irregular e, após isso, transformar os valores em bens de luxo e ativos difíceis de rastrear.
Além de lavagem de dinheiro, os investigados podem responder por crimes como organização criminosa e gestão fraudulenta. As penas, somadas, podem ultrapassar 50 anos de prisão.
A PF segue com a análise do material apreendido para aprofundar o caso. Enquanto isso, o Grupo Fictor afirma que prestará esclarecimentos às autoridades assim que tiver acesso ao conteúdo da investigação.
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