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Caso Banco Master: o que muda na investigação após o STF manter a acareação?
Publicado 27/12/2025 • 15:30 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 27/12/2025 • 15:30 | Atualizado há 2 meses
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Reprodução/LinkedIn
Vorcaro
O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, na noite da última quarta-feira (24), manter a acareação no inquérito que apura suspeitas de irregularidades na tentativa de venda do Banco Master ao Banco de Brasília.
Ao rejeitar o pedido da Procuradoria-Geral da República para suspender o ato, o ministro Dias Toffoli confirmou a audiência marcada para 30 de dezembro, por videoconferência.
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A decisão mantém a investigação em um estágio mais avançado, permitindo o confronto direto entre versões consideradas divergentes em uma operação bilionária que não chegou a ser concluída, de acordo com a reportagem publicada pelo Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.
O pedido para adiar a acareação foi apresentado pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, que sustentou que o procedimento seria prematuro neste momento da apuração.
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Para a PGR, o Código de Processo Penal indica que a acareação deve ocorrer, preferencialmente, após os interrogatórios, quando já estejam claramente estabelecidas contradições formais entre os depoimentos.
Toffoli, no entanto, entendeu que a medida é compatível com o estágio atual do inquérito. Com isso, manteve a audiência entre:
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A manutenção da acareação altera o ritmo da apuração. Ao autorizar o confronto direto entre os principais envolvidos ainda na fase investigativa, o STF permite que eventuais inconsistências sejam testadas de forma imediata, sem a necessidade de aguardar o encerramento de outras etapas, como novos interrogatórios.
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Na prática, o procedimento pode esclarecer contradições apontadas ao longo da análise da operação e ajudar a definir responsabilidades.
Caso surjam divergências relevantes durante a audiência, elas poderão orientar novos pedidos de diligência, aprofundar linhas de investigação ou mesmo reforçar a necessidade de outras medidas no inquérito.
Com isso, a acareação pode acelerar o esclarecimento de responsabilidades e subsidiar decisões futuras do Ministério Público e do próprio Supremo sobre o andamento do inquérito, sem alterar, por ora, o caráter sigiloso do processo.
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A investigação gira em torno de uma tentativa de transação estimada em cerca de R$ 12,2 bilhões, que envolveria a venda do Banco Master ao Banco de Brasília.
O negócio acabou não sendo concluído após análises do Banco Central, que apontou indícios de problemas relacionados à integridade da negociação.
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Esses alertas deram origem ao inquérito que hoje tramita sob sigilo no STF. A apuração busca esclarecer se houve fraude, omissões relevantes ou irregularidades na condução da operação, tanto do ponto de vista dos executivos envolvidos quanto da fiscalização do sistema financeiro.
Com a acareação confirmada para terça-feira (30), às 14h, a investigação entra em uma fase mais sensível. O confronto de versões entre dirigentes bancários e um alto representante do Banco Central pode fornecer elementos decisivos para o rumo do caso.
A depender do resultado da audiência, o inquérito poderá avançar com maior clareza sobre os fatos ou demandar novas oitivas e análises técnicas.
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Ao manter a acareação do caso do Banco Master, o STF sinaliza que considera necessário aprofundar o esclarecimento das contradições desde já.
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