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Quem é o bilionário que ofereceu € 30 bilhões por holding dona da Ray-Ban?

Publicado 02/11/2026 • 16:00 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • Michal Strnad, de 34 anos, construiu sua fortuna no setor de defesa e agora busca ampliar os investimentos na Itália.
  • A oferta de € 30 bilhões prevê a compra da Delfin, holding que detém participação na fabricante da Ray-Ban.
  • A negociação enfrenta resistência de herdeiros de Leonardo Del Vecchio, fundador da Luxottica, que precisam aprovar o negócio.
Quem é o bilionário que ofereceu € 30 bilhões por holding dona da Ray-Ban

Foto: unsplash

Quem é o bilionário que ofereceu € 30 bilhões por holding dona da Ray-Ban

O bilionário tcheco Michal Strnad, de 34 anos, apresentou uma oferta de € 30 bilhões (cerca de R$ 182 bilhões) para comprar a Delfin, holding familiar que concentra participações em empresas italianas, incluindo a fabricante de óculos EssilorLuxottica, dona da marca Ray-Ban.

A proposta foi revelada pela Bloomberg nesta sexta-feira (30) e representa uma tentativa de ampliar os investimentos de Strnad para além do setor de defesa. O empresário controla o Czechoslovak Group (CSG), conglomerado especializado na produção de armamentos, munições e equipamentos militares.

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A oferta tem como alvo a holding, e não diretamente a EssilorLuxottica. Além disso, a Delfin detém aproximadamente um terço das ações da fabricante de óculos.

Quem é Michal Strnad, bilionário interessado na holding da Ray-Ban?

Strnad construiu sua fortuna na indústria de defesa. Ele assumiu o controle do Czechoslovak Group em 2018, quando seu pai transferiu a propriedade do conglomerado. Desde então, ampliou a presença internacional da companhia e aproveitou o crescimento da demanda por equipamentos militares. Segundo o Índice de Bilionários da Bloomberg, sua fortuna está estimada em US$ 18 bilhões (R$ 97,2 bilhões).

Em janeiro de 2026, o CSG realizou uma oferta pública inicial de ações (IPO) em Amsterdã. Além disso, a operação levantou € 2,55 bilhões (R$ 15,5 bilhões) e marcou a maior abertura de capital de uma empresa exclusivamente dedicada ao setor de defesa.

Strnad também começou a diversificar seus investimentos na Itália. Seu grupo controla a fabricante de munições Fiocchi Munizioni, enquanto o empresário comprou uma participação de aproximadamente 14% na fabricante de pneus Pirelli.

Oferta pela holding prevê desconto de 30%

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A proposta foi apresentada em uma carta enviada em 20 de outubro ao diretor-executivo da Delfin, Romolo Bardin. Strnad ofereceu comprar toda a holding em dinheiro, mas também admitiu adquirir apenas uma participação controladora de pelo menos 62,5%, caso alguns acionistas prefiram permanecer no negócio.

A oferta avalia a Delfin com desconto de 30% em relação ao valor patrimonial líquido de seus ativos. O empresário afirmou que já garantiu os recursos necessários para realizar a operação.

As participações da holding em empresas de capital aberto ultrapassam € 40 bilhões (R$ 242,8 bilhões) em valor de mercado. Além da EssilorLuxottica, o portfólio inclui investimentos na seguradora Assicurazioni Generali e nos bancos UniCredit e Banca Monte dei Paschi di Siena.

Herdeiros de Leonardo Del Vecchio podem barrar negócio

Apesar do valor oferecido, Strnad enfrenta um obstáculo: a estrutura societária da Delfin e as divergências entre os herdeiros de Leonardo Del Vecchio, fundador da Luxottica, que morreu em 2022. Após sua morte, a holding passou para oito acionistas, cada um com participação de 12,5%. O grupo reúne os seis filhos de Del Vecchio, sua viúva Nicoletta Zampillo e o filho dela de um casamento anterior.

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Desde então, os familiares enfrentam divergências sobre a administração do patrimônio e a venda de participações. As regras estabelecidas pelo fundador também dificultam mudanças na estrutura de propriedade. Leonardo Maria Del Vecchio, um dos herdeiros, já manifestou oposição à proposta. Ele defende a manutenção do controle italiano sobre a holding e afirma que o patrimônio construído pelo pai deve continuar ligado à Itália.

A oferta tem validade de 30 dias e depende do aval dos acionistas para avançar. Portanto, mesmo com os recursos financeiros disponíveis, Strnad ainda precisa convencer os herdeiros a negociar o controle da holding que detém participação na fabricante da Ray-Ban, uma das marcas de óculos mais conhecidas do mundo.

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