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Classe & Estilo: Dia das Mães deixa de ser disputa por presentes e vira batalha por experiência, conexão e tempo de atenção
Publicado 08/05/2026 • 14:30 | Atualizado há 5 dias
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Publicado 08/05/2026 • 14:30 | Atualizado há 5 dias
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O Dia das Mães deixou de ser apenas uma das principais datas do varejo para se transformar em uma disputa por experiência, pertencimento e conexão emocional entre marcas e consumidoras. A avaliação é de Danni Rudz, notável do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, que vê empresas dos setores de moda, beleza e lifestyle apostando cada vez mais em ativações imersivas e narrativas afetivas para ampliar o vínculo com o público.
Segundo ela, o mercado premium vive uma mudança profunda na forma de se comunicar com as mães e consumidores em geral. “Hoje a gente fala muito mais de experiência do que apenas de presente”, afirmou nesta sexta-feira (8), durante sua participação no quadro ‘Classe e Estilo’ do Real Time, jornal do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.
A comentarista destacou que, ao longo dos anos, a data passou por diferentes fases de consumo. “Lá no passado era o eletrodoméstico. Depois vieram flores, perfumes e presentes físicos. Hoje o foco é repertório, pertencimento, identificação e construção de narrativa”, explicou.
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Para Danni Rudz, as marcas passaram a entender que o ativo mais valioso não é apenas a venda imediata de um produto, mas o tempo de atenção e a relação emocional construída com o consumidor. “As empresas continuam vendendo produtos, mas agora fazem isso a partir de experiências que geram identificação positiva e tempo de qualidade com a marca”, ressaltou.
Entre os exemplos citados por Danni Rudz está a ação realizada pela Arezzo, que promoveu um talk sobre maternidade, comportamento e estilo de vida com participação de Silvia Braz e Ingrid Guimarães.
Segundo ela, o evento reuniu mães de diferentes perfis e idades em uma experiência que misturou produto, emoção e identificação pessoal. “Não era só um evento de moda. Era uma experiência de pertencimento e troca sobre maternidade”, afirmou.
A comentarista destacou que, embora os produtos da coleção de Dia das Mães estivessem presentes no evento, o foco principal foi criar conexão emocional entre marca e público. “A emoção e o tempo de qualidade com a marca foram mais importantes do que o produto em si”, pontuou.
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Ela lembrou ainda que a experiência ultrapassou o espaço físico e ganhou escala digital. “O talk foi colocado no YouTube, então a marca conseguiu ampliar esse tempo de convivência com o consumidor também no ambiente online”, explicou.
Segundo Danni Rudz, esse tipo de estratégia fortalece o vínculo afetivo com o público. “Você assiste, se identifica com aquelas histórias, com os looks, com os presentes, e passa a trazer a marca para o seu universo de uma forma muito diferente”, destacou.
Outro case citado por Danni Rudz foi o do salão premium MK Concept, que transformou serviços de beleza em uma experiência mais ampla de hospitalidade, bem-estar e autocuidado. “Não é um salão pelo salão. É uma experiência completa de cuidado de dentro para fora”, afirmou.
Segundo ela, o espaço oferece desde tratamentos estéticos e depilação a laser até aulas de ioga, eventos imersivos e ações voltadas ao relacionamento com clientes.
Para o Dia das Mães, o salão criou experiências personalizadas, incluindo a possibilidade de mães desenvolverem sua própria fragrância ao lado de uma perfumista. “As mães podem criar o seu próprio cheiro de mãe. É uma experiência muito especial de conexão e memória afetiva”, ressaltou.
A comentarista destacou que o diferencial está justamente na proposta emocional do presente. “Quem dá esse tipo de experiência está dizendo: eu quero cuidar de você, quero que você tenha tempo de qualidade”, explicou.
Na avaliação de Danni Rudz, a transformação também chegou ao setor de lingerie, historicamente associado a padrões estéticos restritivos e campanhas excessivamente sensualizadas.
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Ela citou a estratégia da Liz Lingerie, que passou a apostar em campanhas com mulheres de diferentes idades e tipos físicos. “A marca mudou completamente a narrativa e passou a trabalhar comunidade, conforto e pertencimento”, afirmou.
Segundo ela, a proposta vai além de usar diversidade como tendência momentânea. “Não é uma diversidade performática. A marca realmente desenvolve produtos para diferentes corpos e faz disso um diálogo verdadeiro com o público”, destacou.
A comentarista afirmou que essa nova abordagem fortalece o vínculo emocional das consumidoras com as marcas. “A consumidora não escolhe apenas o produto. Ela escolhe aquela marca porque sente que foi escolhida por ela também”, pontuou.
Para Danni Rudz, empresas que entenderem essa transformação tendem a ganhar espaço no mercado nos próximos anos. “Quem compreender esse novo comportamento das mães e dos consumidores vai conseguir crescer, vender mais e criar um nicho de negócio extremamente forte”, concluiu.
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