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Por que a Amazon quer lançar 5.105 satélites no espaço?
Publicado 30/07/2026 • 06:00 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 30/07/2026 • 06:00 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
Foto: Unsplash
Por que a Amazon quer lançar 5.105 satélites no espaço
A Amazon deu mais um passo para expandir sua presença no mercado de internet via satélite. A empresa apresentou às autoridades dos Estados Unidos um pedido para colocar em órbita até 5.105 satélites, que formarão uma nova rede capaz de conectar celulares e outros dispositivos diretamente ao espaço.
Batizado de Amazon Leo Direct-to-Device (D2D), o projeto pretende ampliar a cobertura de internet em regiões onde o sinal móvel ainda é limitado ou inexistente.
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O Amazon Leo D2D é um sistema de comunicação via satélite desenvolvido para permitir que smartphones e outros dispositivos móveis se conectem diretamente à rede espacial da empresa.
Diferentemente de outras redes, como a Starlink de Elon Musk, o serviço elimina a necessidade de antenas terrestres para levar sinal até o usuário. Assim, pessoas que vivem ou viajam por regiões sem cobertura poderão acessar serviços de voz, mensagens, internet e comunicação de emergência utilizando aparelhos compatíveis.
Entretanto, apesar da nova tecnologia prometer uma maior conectividade, o início do processo ainda depende de autorização de órgãos americanos, como a Federal Communications Commission (FCC).

A Federal Communications Commission (FCC) é a agência reguladora responsável por supervisionar os setores de telecomunicações e radiodifusão nos Estados Unidos. O órgão controla atividades relacionadas à telefonia, internet, rádio, televisão e serviços via satélite, além de autorizar o uso de frequências e aprovar projetos de comunicação no país.
No caso da Amazon, a empresa depende da aprovação da FCC para lançar e operar sua nova constelação de satélites. Além disso, cabe à agência avaliar aspectos técnicos e possíveis impactos sobre outros sistemas de comunicação antes de conceder a autorização definitiva.
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Siga o Times | CNBCO novo investimento da Amazon será composto por diversos satélites posicionados em órbita baixa da Terra. Com isso, eles ficarão distribuídos em diferentes altitudes e inclinações para garantir cobertura praticamente global, incluindo regiões polares.
Em vez de apenas retransmitirem sinais para estações terrestres, os equipamentos processarão parte das informações ainda no espaço. Além disso, utilizarão conexões ópticas a laser entre os próprios satélites para encaminhar os dados com maior eficiência, reduzindo atrasos na comunicação.
Junto a isso, a empresa de Jeff Bezos ainda utiliza outros fatores para viabilizar o negócio e manter o plano atual. Com isso, a ideia de enviar os satélites ao espaço deve acontecer em conjunto com a Globalstar, empresa especializada em operações de satélite que foi comprada pela Amazon em 2026.
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A Globalstar é uma empresa americana especializada em comunicação por satélite. A companhia opera uma rede própria de satélites em órbita baixa (LEO) e oferece serviços de telefonia, transmissão de dados, rastreamento e conectividade para regiões onde as redes convencionais não conseguem chegar.
A empresa ganhou destaque nos últimos anos por fornecer parte da infraestrutura utilizada nos recursos de comunicação via satélite da Apple, como o SOS de Emergência disponível em modelos recentes de iPhone.
Após anunciar a compra da Globalstar, a Amazon pretende incorporar sua infraestrutura, licenças e operações ao projeto Amazon Leo Direct-to-Device. Com isso, a aquisição deverá acelerar a criação da rede de internet via satélite voltada para celulares e outros dispositivos móveis, prevista para começar a operar a partir de 2028.
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