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Snapchat é processado por supostas falhas de segurança; entenda o caso
Publicado 26/06/2026 • 12:55 | Atualizado há 3 meses
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Publicado 26/06/2026 • 12:55 | Atualizado há 3 meses
KEY POINTS
Foto: Unsplash
Snapchat é processado por supostas falhas de segurança; entenda o caso
Uma ação judicial movida no estado do Missouri, nos Estados Unidos, acusa a Snap, empresa responsável pelo Snapchat, de falhas de segurança que teriam contribuído para o contato entre uma adolescente e um homem adulto posteriormente condenado por estupro.
O processo foi apresentado nesta semana pela família da vítima, que afirma que recursos da plataforma facilitaram a aproximação do agressor quando a menina ainda era menor de idade.
De acordo com a ação, a jovem começou a utilizar o Snapchat em 2021, quando tinha 11 anos. Os pais alegam que desconheciam o uso da rede social e afirmam que o sistema de verificação de idade da plataforma teria sido facilmente contornado.
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Segundo o The Times Of India, o homem identificado como Gabriel Joel Valentin-Rios teria encontrado a adolescente por meio de recomendações da própria plataforma.
A acusação sustenta que o sistema sugeriu perfis de meninas da região como possíveis contatos para o adulto, mesmo sem qualquer relação prévia entre eles.
Valentin-Rios já se declarou culpado pelo crime de estupro de vulnerável e cumpre pena de 18 anos de prisão.
A família afirma que, após iniciar contato com a adolescente, o agressor enviou imagens de conteúdo sexual e passou a manipulá-la ao longo do tempo.
Os advogados argumentam que o desenho da plataforma dificultava que a jovem evitasse o recebimento desse material.
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Outro ponto citado na ação envolve o recurso de localização Snap Maps. Os autores alegam que a ferramenta teria permitido ao agressor identificar a localização da residência da adolescente sem que ela tivesse plena consciência da exposição dessas informações.
Ainda segundo o processo, o homem se apresentava como um estudante de 17 anos, embora tivesse 25 anos na época dos fatos.
Em nota, o Snapchat afirmou que investe continuamente em mecanismos de proteção para usuários e destacou que trabalha com especialistas em segurança digital e autoridades policiais para combater abusos na plataforma.
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Siga o Times | CNBCA empresa também declarou que mantém iniciativas voltadas à prevenção de comportamentos inadequados e ao fortalecimento das ferramentas de proteção para adolescentes.
Os documentos judiciais apontam que a jovem desenvolveu transtorno de estresse pós-traumático, além de quadros de ansiedade e depressão após os acontecimentos.
A família busca indenização por danos sofridos e pede que a Justiça determine mudanças nas práticas da plataforma, com o objetivo de ampliar a proteção de crianças e adolescentes.
O caso do Missouri não é isolado. Nos últimos anos, a empresa passou a enfrentar uma série de processos relacionados à segurança infantil.
Em 2024, o estado do Novo México acusou a plataforma de não agir adequadamente diante de casos de extorsão sexual, abuso e contatos indevidos entre adultos e menores.
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Na ocasião, autoridades afirmaram que a empresa tinha conhecimento da dimensão do problema, mas não teria adotado medidas suficientes para alertar usuários e responsáveis.
Além disso, outras ações judiciais continuam em andamento nos Estados Unidos, incluindo um processo em Vermont envolvendo duas adolescentes que teriam sofrido abusos após conhecerem um adulto por meio do aplicativo.
O novo processo reforça a crescente pressão sobre empresas de tecnologia para ampliar mecanismos de segurança voltados ao público jovem.
Autoridades têm defendido controles mais rigorosos para impedir que adultos utilizem plataformas digitais para se aproximar de crianças e adolescentes.
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Enquanto a disputa judicial avança, o caso volta a colocar em discussão a responsabilidade não apenas no Snapchat, mas nas redes sociais também na prevenção de crimes e na proteção de usuários menores de idade.
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