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Tecnologia & Inovação

SXSW 2026: como ficarão as relações interpessoais com o avanço da IA? Entenda

Publicado 19/03/2026 • 17:09 | Atualizado há 3 meses

KEY POINTS

  • Durante o SXSW 2026, realizado nos Estados Unidos, especialistas em inovação e comportamento debateram os impactos da tecnologia nas relações humanas, como o uso de Inteligência Artificial (IA).
  • Em conversa com o analista de negócios Guilherme Ravache, a cofundadora da Futuro Company, Carol Romano, abordou como o avanço da Inteligência Artificial está transformando a forma como as pessoas se conectam e interagem, além de levantar alerta sobre saúde mental e convivência social.
  • Segundo Carol Romano, a conexão humana enfrenta um momento delicado. Isso acontece porque o uso intenso de tecnologia já vinha reduzindo o tempo de convivência entre as pessoas. Agora, com a IA, esse cenário ganha uma nova camada.

Durante o SXSW 2026, realizado nos Estados Unidos, especialistas em inovação e comportamento debateram os impactos da tecnologia nas relações humanas, como o uso de Inteligência Artificial (IA).

Em conversa com o analista de negócios Guilherme Ravache, a cofundadora da Futuro Company, Carol Romano, abordou como o avanço da Inteligência Artificial está transformando a forma como as pessoas se conectam e interagem, além de levantar alerta sobre saúde mental e convivência social.

Segundo Carol Romano, a conexão humana enfrenta um momento delicado. Isso acontece porque o uso intenso de tecnologia já vinha reduzindo o tempo de convivência entre as pessoas. Agora, com a IA, esse cenário ganha uma nova camada.

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“Eu acho que o futuro da conexão humana hoje está sim ameaçado”, afirmou. Em seguida, ela explicou que o tempo excessivo nas telas já impactava as relações, mas a chegada de ferramentas mais avançadas ampliou esse distanciamento.

Além disso, a especialista destacou que muitas pessoas estão cada vez mais focadas na produtividade individual, deixando de lado a troca com colegas, amigos e familiares.

IA e isolamento produtivo

Outro ponto levantado durante a entrevista foi a mudança na dinâmica de trabalho. De acordo com Carol, a interação com ferramentas de IA pode parecer mais eficiente do que o trabalho em equipe.

“A gente começa a ver um fenômeno em que o outro, que é o meu colega de trabalho, começa a ser uma fricção no meu processo”, disse. Para ela, a sensação de produtividade ao trabalhar sozinho com apoio de tecnologias pode reduzir o interesse pela colaboração.

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Diante disso, ela alertou para o risco de perda de habilidades sociais. De acordo com a especialista, o excesso de interação com máquinas pode levar à redução da capacidade de se relacionar com outras pessoas.

Apesar das críticas, Carol Romano deixou claro que não é contra o avanço tecnológico. Pelo contrário, ela defende a coexistência entre inovação e relações humanas.

“A gente precisa fazer essas duas coisas coexistirem. A gente não pode atrofiar habilidades humanas, deixar para trás aquilo que nos faz sentir humanos e saudáveis, olhando só para a tecnologia”, afirmou.

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Ela destaca que, sem essa atenção, há o risco de desvalorizar competências sociais e emocionais fundamentais no dia a dia. Em seguida, reforçou que o problema surge quando a tecnologia passa a substituir aspectos essenciais da experiência humana.

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Para a especialista, é necessário agir de forma intencional, ou seja, as pessoas devem buscar manter vínculos e desenvolver habilidades sociais mesmo diante das facilidades oferecidas pela Inteligência Artificial.

O desafio da velocidade

Por fim, Carol destacou um dos principais dilemas atuais: a velocidade das transformações tecnológicas não acompanha o ritmo biológico e social das pessoas.

“A performance que a gente consegue com a IA e a velocidade da vida são biologicamente insustentáveis”, disse.

Nesse caso, ela aponta a necessidade de manter o controle sobre o uso da tecnologia. Para a especialista, o grande desafio é evitar que as pessoas se tornem dependentes ou passem a agir de forma automática.

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“Como é que a gente segue sendo piloto disso tudo e não vira marionete da tecnologia?”, questionou.

Para Romano, o avanço tecnológico precisa acontecer sem que o ser humano perca seu papel central nesse processo. Segundo ela, embora o momento atual traga incertezas, é fundamental preservar a essência das relações e da identidade humana.

“Vamos evoluir na tecnologia, mas sem deixar com que o humano se perca, sem perder a importância”, afirmou.

A especialista reconhece que há um sentimento de desorientação diante das mudanças rápidas, mas reforça que o desafio está justamente em manter claro o papel das pessoas no futuro que está sendo construído.

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As discussões no SXSW mostram que o avanço da IA vai além da inovação técnica. O tema envolve comportamento, saúde e o futuro das relações humanas.

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