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TIMES | CNBC Parlatório Talks: IA pode empoderar brasileiros no curto prazo, diz presidente do Google Brasil
Publicado 11/05/2026 • 21:42 | Atualizado há 20 horas
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Publicado 11/05/2026 • 21:42 | Atualizado há 20 horas
KEY POINTS
A inteligência artificial deve complementar e empoderar trabalhadores brasileiros no curto e médio prazo, afirmou Fábio Coelho, presidente do Google Brasil. Segundo ele, o desafio mais urgente é acelerar a adoção da tecnologia de forma estratégica, antes de discutir apenas seus efeitos de longo prazo sobre o emprego.
A avaliação foi feita durante o TIMES | CNBC Parlatório Talks, apresentado pelo jornalista e CEO do Grupo Parlatório, Carlos Marques. O programa conversa com lideranças para discutir temas como política, economia, inovação, tecnologia e desenvolvimento institucional.
“No curto e médio prazo, sem dúvida alguma, a IA complementa e empodera”, disse Coelho. Segundo ele, no longo prazo, pode haver substituição de funções caso empresas, governos e trabalhadores não avancem em capacitação e adaptação tecnológica.
O presidente do Google Brasil afirmou que o país tem uma vantagem relevante: a rápida adoção de novas tecnologias pela população. Para ele, os brasileiros têm apetite por inovação e capacidade de resolver problemas de forma prática.
“Nós somos uma população extremamente conectada no mundo inteiro. Isso é uma realidade”, afirmou.
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Segundo Coelho, a inteligência artificial pode ajudar o Brasil a encurtar distâncias, ampliar oportunidades e resolver problemas específicos da sociedade brasileira em áreas como educação, saúde, segurança, agro, energia e economia criativa.
O executivo disse que o Google vê o Brasil como um mercado estratégico para a economia digital. Ele afirmou que a empresa tem hoje mais de 600 engenheiros no país produzindo soluções para o Brasil e para o mundo.
“Para a gente do Google, não apenas consideramos isso um privilégio, mas também uma responsabilidade”, disse.
Coelho defendeu que a regulação do setor de tecnologia seja construída a partir de diálogo com a sociedade, empresas, governo e demais interlocutores. Segundo ele, uma regulação bem feita pode proteger cidadãos e empresas sem travar a inovação.
“A regulação é sempre bem-vinda quando ajuda a proteger cidadãos, empresas e a sociedade em geral, e também quando ajuda a criar um ambiente que permite que o dinheiro venha para o Brasil”, afirmou.
O presidente do Google Brasil disse que um ambiente regulatório mais estabelecido ajuda a atrair investimentos. Ele citou data centers e infraestrutura como áreas em que o país já observa esse movimento.
Segundo Coelho, o Google continuará investindo no Brasil. A empresa prepara a inauguração de um novo escritório de engenharia em São Paulo, junto ao IPT Open, ao lado da Universidade de São Paulo.
“Dá para fazer mais, sempre dá para fazer mais”, afirmou. “Mas, pelo menos dentro do Google, esses investimentos já vêm porque o Brasil tem um excelente potencial.”
Ao comentar os fatores que ainda limitam o crescimento da economia digital e das big techs no Brasil, Coelho citou o impacto dos juros elevados sobre o empreendedorismo.
Segundo ele, empreender ficou mais difícil em um país com taxa de juros alta, porque a decisão de assumir risco se torna mais seletiva.
“Nem todo mundo está disposto a arriscar. Você fica um pouco mais intimidado com isso”, afirmou.
Apesar disso, Coelho disse que o país tem fundamentos positivos para avançar em tecnologia, especialmente pela conectividade da população e pela velocidade de adoção de soluções digitais.
O presidente do Google Brasil também afirmou que a companhia trabalha em uma nova versão do Google Campus em São Paulo, agora voltada à inteligência artificial.
Segundo ele, o antigo espaço de apoio a startups ajudou a acelerar 470 empresas em nove anos e participou da trajetória de mais de nove unicórnios. A nova fase deve conectar empreendedores, academia, IPT, Universidade de São Paulo e a engenharia do Google.
“O que nós vamos fazer é trazer uma nova versão repaginada do Google Campus para inteligência artificial dentro do nosso escritório de engenharia”, disse.
Coelho comparou o modelo à lógica do Vale do Silício, baseada na aproximação entre profissionais qualificados, academia, tecnologia e empreendedores.
Na entrevista, Coelho também destacou o papel do YouTube na transmissão da Copa do Mundo. Segundo ele, a plataforma será a única a exibir todos os jogos, em parceria com a CazéTV.
“O YouTube é a única plataforma que vai passar todos os jogos da Copa do Mundo”, afirmou.
O executivo disse que a transmissão marca uma evolução do consumo de conteúdo em televisões conectadas, celulares e computadores, e reforça a atuação do Google ao lado de parceiros de mídia e criadores de conteúdo.
Coelho afirmou que cerca de metade do faturamento do YouTube é destinada a criadores. Para ele, esse modelo permite remunerar produtores de conteúdo e ampliar a distribuição de formatos digitais.
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O presidente do Google Brasil também defendeu a valorização do jornalismo profissional no ambiente digital. Segundo ele, a sociedade passou por um processo de amadurecimento nos últimos 10 a 15 anos em relação a fatos, checagem e fontes confiáveis.
“Notícias de qualidade são valorizadas”, afirmou. “Empresas como a CNBC são empresas de conteúdo de qualidade.”
Coelho disse que o Google participa desse processo com programas de apoio ao jornalismo e mais de 180 parceiros jornalísticos no Brasil.
Ao final da entrevista, o executivo afirmou que há uma transformação em curso no país, ainda pouco visível no noticiário, em áreas como transparência de dados, segurança pública, educação e agropecuária.
“Existe muita coisa boa acontecendo no Brasil nesse momento”, concluiu. “Se a gente for humano, responsável e souber tratar de maneira estratégica o que vem por aí, a gente vai criar uma sociedade melhor.”
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